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12° LIÇÃO DO 1° TRI DE 2013 Eliseu e a Escola dos Profetas



Eliseu e a Escola dos Profetas 

Data: 24 de Março de 2013           HINOS SUGERIDOS 127, 186, 259 

TEXTO ÁUREO 
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que ha em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fieis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros" (2 Tm 2.1,2).


VERDADE PRATICA
A escola de profeta? objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado. a Israel através de sua Palavra.


LEITURA DIARIA

Segunda      - 2 Rs 6.1                 Educação e instituição

Terça             - 2 Rs 6.3                 Educação e função

Quarta           - 1 Rs 9.1                 Educação e treinamento

Quinta           - 2 Rs 6.6                 Educação e encorajamento

Sexta             - 2 Rs 4.36,37          Educação e experimento

Sábado         - 2 Rs 5.26               Educação e exemplo


LEITURA BIBLICA EM CLASSE

2 Reis 6.1-7

1 - E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito.

Vamos, pois, ate ao Jordao, e tomemos de lá, cada um de nos, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide.

3 - E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.

4 E foi com eles; e, chegando eles ao Jordao, cortaram madeira.

5 - E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na agua; e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.

6 - E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro.

E disse: Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou.


INTERAÇÃO

Professor, já no Antigo Testamento podemos perceber que a educação religiosa tinha um lugar de destaque entre os israelitas. As Escolas de Profetas são uma prova desta verdade. Estas instituições não tinham como proposito ensinar os alunos a profetizarem.

A profecia e um dom divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto ao profetizar. Todavia um dos objetivos era passar as gerações mais novas a herança cultural e espiritual da nação. Na lição de hoje, estudaremos acerca da Escola de Profetas sob quatro perspectivas: a instituição, os objetivos, o currículo e a metodologia. Boa aula!


OBJETIVOS

Apos esta aula, o aluno devera estar apto a:

Compreender o real proposito das escolas de profetas.

Saber a respeito do currículo da escola de profetas.

Relacionar alguns dos métodos utilizados nas escolas de profetas


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza o quadro da pagina seguinte no quadro de giz. Utilize-o na introdução da lição. Explique aos alunos que as Escolas de Profetas tinham como objetivo a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. Conclua afirmando que os autênticos cristãos empenham-se no estudo e no ensino das Sagradas Escrituras, pois o crente que não recebe instrução na Palavra esta sujeito a ser levado por todo vento de apostasia (Ef 4.14).


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Por diversas vezes, vemos a expressão “filhos dos profetas” aparecer nos livros de Reis. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betei, Jerico e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). O contexto dessas passagens não deixa duvidas de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para escola de profetas.

O fato serve para mostrar que a educação religiosa, ou formal, já recebia destaque no antigo Israel. Ressalvamos que as escolas de profetas não tinham como proposito ensinar a profetizar. Isso e uma atribuição divina. Todavia, eram um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado tão distante, preocupava- se em passaras gerações mais novas sua herança cultural e espiritual. Por isso, vejamos nessa lição, a Escola de Profetas sob quatro perspectivas.


I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

1. Noção de organização e forma. O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas escolas de Profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em comunidade e, portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar, mas também onde pudessem ser instruídos: “Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos e estreito. Vamos, pois, ate ao Jordao, e tomemos de lá, cada um de nos, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”.

Observa-se nesse texto que a estrutura acabou ficando inadequada e um espaço maior foi reclamado. Para que se tenha uma educação de qualidade necessita-se de uma estrutura adequada. Não podemos educar sem primeiro estruturar!



2. Noção de organismo e função. As escolas de profetas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação.

Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com Samuel (1 Sm 10.5,10; 19.20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu.

No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução. Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.


SINOPSE DO TÓPICO (1)

Eliseu não era apenas um (homem com dons sobrenaturais, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica).


II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS

I. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder, obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa.

Em outras situações observamos que os filhos dos profetas, quando ja treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1 Rs 20.35). Na igreja o discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado compartilha com outro o seu aprendizado.



2. Encorajamento. Os expositores bíblicos observam que Eliseu nao limitava o seu ministério a pregação itinerante e a operação de milagres, mas agia também como um supervisor das escolas de profetas. Ele fornecia instrução e encorajamento aos jovens que ali estavam.

O contexto de 1 e 2 Reis não deixa duvidas de que Elias e Eliseu muito preocuparam-se em transmitir as gerações mais novas o que haviam aprendido do Senhor. Nessas escolas, portanto, esses alunos eram encorajados a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não ha objetivo maior para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.


SINOPSE DO TÓPICO (2)

As Escolas de Profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.


III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

1. A Escritura . Acompanhando o ministério de Elias, vemos que a Palavra de Deus fazia parte do conteúdo ensinado nas escolas de profetas. Dele, Eliseu recebeu essa herança. Quando se encontrava no monte Sinai, Elias queixou-se de que os israelitas haviam abandonado a aliança divina, destruído os locais do verdadeiro culto e matado os profetas do Senhor (1 Rs 1 9.10).

A Palavra de Deus, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo. A Palavra de Deus era e é essa aliança! Assim como Elias, Eliseu também estava familiarizado com as implicações do concerto divino. Era a Palavra de Deus que ele ensinava aos seus discípulos. E a Palavra de Deus que nos também devemos ensinar hoje.



2. A experiência. Elias e Eliseu eram homens experientes e partilhavam com os outros o que haviam aprendido do Senhor (2 Rs 2.15, 19-22; 4.1-7, 42-44).

No entanto, no contexto bíblico, a experiência não esta acima da revelação divina conforme se encontra registrada na Bíblia. A Palavra de Deus e quem julga a experiência e não o contrario. Elias, por exemplo, afirmou que suas experiências tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18.36).

Os mais jovens devem ter a humildade de aprender com os mais experientes e os mais experientes não devem desprezar os saberes dos mais jovens. O aprendizado se da através do processo de interação e a experiência faz parte desse processo.


SINOPSE DO TÓPICO (3)

O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava os princípios e preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.


IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS

1. Ensino através do exemplo. As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente a educação. Havia uma relação entre professor e aluno na comunidade onde viviam. A educação acontecia também na sua forma oral e o exemplo era um desses métodos adotados no processo educativo. Não ha como negar que Eliseu ensinava através do exemplo. Ha vários relatos sobre os milagres de Eliseu, nos quais se percebe que o aprendizado acontecia através da observação das ações do profeta.

Geazi, discípulo de Eliseu, sabia que seu mestre era um exemplo de honestidade. Em o $ Novo Testamento, Jesus Cristo colocou-se como o exemplo máximo a ser seguido e Paulo se pós como um modelo a ser imitado (Mt 9.9; 1 Co 11.1).



2. Ensino através da Palavra. Eliseu não deixou nada escrito. O que sabemos dele e através do cronista sagrado. Mas esse fato não significa que o profeta não usasse a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas.

A forma como Eliseu julgava o comportamento dos reis, aprovando-os, ou reprovando-os, não deixa duvidas de que usava a Palavra de Deus escrita para discípula os alunos das Escolas de Profetas. Eliseu, por exemplo, mediu a iniquidade de Acabe através da piedade de Josafa. Acabe era um rei mau porque não andava ^conforme a Palavra de Deus, enquanto Josafa era estimado por fazer o caminho inverso.


SINOPSE DO TÓPICO (4)

As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente a educação.


CONCLUSÃO

Através do ministério de Eliseu, observamos que as Escolas de Profetas eram dedicadas ao ensino formal. Ali era ensinada a Palavra de Deus. Esse fato, por si só, e de grande relevância para nos, porque demonstra a preocupação do homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus único e verdadeiro.

 Os tempos mudam e a cultura também. Hoje, sabemos que a educação secular possui grande importância e, infelizmente para muitos, e a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação secular, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento divino, que se encontra na Bíblia Sagrada.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsidio Bibliográfico

“Escolas Hebraicas [...] Os profetas prestaram uma assistência a instrução religiosa do povo através de suas pregações publicas. As referencias a um grupo de profeta em Rama sob o comando de Samuel, e possivelmente em Gibea, mesmo tendo sido chamadas de escolas de profetas não devem ser consideradas como as mais recentes escolas de escribas que caracterizavam o judaísmo. Estas foram ocasionadas em sua maior parte pelo declínio do sacerdócio sob o comando de Eli e seus filhos, e novamente durante a monarquia (1 Sm 10.5,10; 19.20), e também da necessidade que o povo tinha de receber a instrução religiosa.

Estas associações de profetas não devem ser consideradas como monásticas, mas, na verdade, existiram com o proposito de trazer a tona uma maior influencia religiosa sobre sua época. Presume-se que, no tempo de Esdras, as instituições religiosas tenham sido um esforço escolástico entre os judeus (Ed 7.10). Associadas ao crescimento das sinagogas e outras instituições pos-exilicas, a educação primaria, como um padrão de ensino, viria a tornar-se compulsória, conforme revelado no Talmude (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 665).


EXERCÍCIOS

1. Segundo a lição, o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da Escola de Profetas?
R: Que a educação possui forma e função. 

2. Destaque dois dos objetivos da Escola de Profetas.
R: Treinamento e encorajamento. 

3. De acordo com a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de Profetas?
R: A Escritura e a experiência. 

4. Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.
R:Ensino através da palavra e do exemplo. 

5. O que podemos observar através do ministério de Eliseu?
R: Observamos que as escolas de profetas eram dedicadas ao ensino formal.


BIBLIOGRÁFIA SUGERIDA

LEBAR, Lois E. Educação que e Crista. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.


SAIBA MAIS CPAD, n°52, p.42.

Revista Encenador Cristão


Os profetas não eram pessoas preguiçosas. Eles decidiram ampliar o local em que estavam vivendo, e para isso, não se puseram a orar e profetizar em nome do Senhor: eles se puseram a trabalhar. Não é certo que uma pessoa que detenha um dom espiritual se utilize dele para não trabalhar, não ter uma vida produtiva, ou para ficar dependendo de terceiros para sua subsistência. Dons são dados para a edificação da igreja e não para estabelecer distinções entre quem tem e quem não tem. Os profetas que cercavam Eliseu colocaram "a mão na massa" e foram trabalhar para que tivessem um espaço maior para viverem. E foi em um momento desses, em que esses homens estavam trabalhando, que Deus fez um grande milagre por intermédio de Eliseu: fez flutuar o ferro de um machado, que um dos alunos daquela escola deixou cair sem querer no rio.

Não podemos prever que tipos de adversidades podem ocorrer quando estamos trabalhando para o Senhor, mas podemos ter a certeza de que Deus estará sempre com conosco. Fazer flutuar o ferro de um machado não foi um ato de demonstração de poder com objetivos pessoais, mas uma oportunidade de mostrar o quanto Deus honra a fé de seus servos.

Geazi e Eliseu. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu. Nessa ocasião, vendo Geazi que Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe uma história piedosa:

Porque Deus julgou Geazi de forma tão severa? Primeiro, porque ele foi um homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque Geazi mentiu para obter os presentes que Naamã daria a Eliseu. Quarto, não podemos usar os dons que Deus nos concede para lucrar de forma pessoal. Que essas observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus por conta de tais manifestações de infidelidade.


SUBSÍDIOS EXTRAS


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Esse fato serve para nos mostrar que a educação religiosa ou formal já recebia destaque no Antigo Israel. Deve ser lembrado que essas escolas de profetas não tinham como propósito ensinar a profetizar. Isso é uma atribuição divina. Todavia a Escola de Profetas é um testemunho vivo de que o povo de Deus em um passado tão distante se preocupava em passar às gerações posteriores sua herança cultural e espiritual.

Entender os princípios que fundamentavam a Escola de Profetas é de suma importância para a Educação Cristã do século XXI, pois através deles é possível fazer um contraste entre o ensino bíblico e o paradigma educacional emergente. E fato que o paradigma educacional da cultura ocidental vem sofrendo mudanças radicais nos últimos anos. Esse fato tem provocado o espanto de especialistas que demonstram preocupação diante dos novos desafios impostos por essa reviravolta no mundo dos valores. Mas não é somente a cultura secular que tem refletido os efeitos dessas mudanças de valores na educação. A igreja evangélica como uma instituição formadora de valores também espelha essas mudanças.

O que a igreja deve saber sobre esse novo modelo ou paradigma educacional emergente e como agir diante dele? O que a Escola de Profetas, liderada pelo profeta Eliseu, tem a nos ensinar? É a pergunta que nos proporemos a responder aqui.

Antes de estudarmos a Escola de Profetas como uma entidade dedicada à instrução religiosa, procurarei dar uma visão panorâmica sobre o novo modelo educacional, também denominado de Paradigma Educacional Emergente.

GONÇALVES, José. Porção Dobrada, CPAD 2012 pag. 131, 132.


ESCOLAS DOS PROFETAS

Ao que parece, as primeiras escolas teol6gicas foram organizadas por Samuel (I Sam, 10:5; 19:20); e então foram mais firmemente estabelecidas por Elias e Eliseu, no reino do norte, das dez tribos (11 Reis 2:3,5; 4:38; 6:1). Essas escolas seguiam o modelo do ideal hebreu da relação entre professor e aluno. Eles viviam em comunidades e o ensinamento era bíblico místico e através do exemplo pessoal. É indubitável que os profetas eram homens dotados de .dons espirituais, que haviam despertado em si mesmos poderes espirituais e psíquicos. Eles transmitiam a seus discípulos esses poderes, não meramente instruções. Sabemos pela experiência com os poderes carismáticos que usualmente isso ê transmitido da parte de quem já é dotado para aqueles que buscam essas manifestações. Alguma forma de energia está envolvida no processo, a qual opera melhor quando há um transmissor. Ver o artigo geral sobre o Movimento Carismático, onde são destacados aspectos positivos e negativos do mesmo.

Escolas de profetas foram estabelecidas em Ramá e provavelmente, Gibeá (I Sam. 19 : 20; 10:5,10): Também havia centros desse tipo de atividade em Gilgal, Betel e Jericó (11 Reis 4:38; 2:3,5,7,15; 4:1; 9:1). Cerca de cem estudantes teológicos (chamados «filhos», isto é. discípulos dos profetas) acompanhavam Eliseu, nas refeições em Gilgal (11 Reis 4:38,42,43). Cinquenta desses discípulos achavam-se com Elias e Eliseu, quando eles foram até o rio Jordão (11 Reis 2:7,16,17). Aparentemente, eles viviam em uma casa comum, na companhia dos profetas, ou, pelo menos em uma mesma comuna ( 1 Reis 6. 1).

Alguns deles eram casados, e tinham os seus próprios lares (11 Reis 4:1). A profecia e seus poderes acompanhantes, e o ministério, eram dádivas da parte de Deus. Não precisamos supor que todos esses estudantes eram assim espiritualmente dotados, mas é indiscutível que todos eles tiravam proveito de sua associação com grandes homens de Deus. Há alguma indicação de que havia música sacra e poesia, envolvida no currículo, ou, pelo menos, que pessoas habilidosas nesses campos, associavam-se com os estudantes de teologia (I Sam. 10:5). A música espiritual de boa qualidade tem efeitos benéficos sobre o espirito dos homens, da mesma maneira que a música de má qualidade corrompe.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. pag. 445, 446.


I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

1. Noção de organização e forma.

6.1 o lugar em que habitamos. Alguns entendem o termo "habitar" no sentido de "viver". Isso leva a conclusão de que os discípulos dos profetas, aqueles orientados especificamente por Eliseu, vivam juntos num alojamento comunitário. Entretanto, o termo "habitar" também pode ser entendido como "assentar-se diante". Esse termo foi usado com esse sentido quando Davi sentou-se diante do Senhor para adora-lo (2Sm 7.18) e quando os anciãos se sentaram diante de Ezequiel para ouvir o seu conselho (Ez 8.1; 14;1). Portanto, o "lugar" aqui se refere ao dormitório onde Eliseu também orientava os discípulos dos profetas. O crescente numero de homens que desejavam ser ensinados criou a necessidade de um edifício maior.

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.483.



2. Noção de organismo e função.

Algumas dessas escolas eram dirigidas por profetas autênticos; mas outras haviam entrado em decadência. Com música alta e danças, lançavam-se em um frenesi cerebral que, presumiam, podia produzir profecias. O paralelo ao moderno movimento carismático é próximo demais para que 0 percamos de vista. Ver sobre esse assunto na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Estudos modernos mostram que um cérebro altamente atiçado pela música alta e pelo ruído pode produzir certas manifestações psíquicas tais como línguas, profecias etc. Entretanto, não podemos atribuir todo 0 movimento carismático moderno a isso. Antes, devemos examinar caso a caso, para separar 0 falso do verdadeiro.

Os profetas levavam vários instrumentos musicais com 0 propósito específico de criar 0 frenesi apropriado a estados alterados de consciência que iniciavam os fenômenos psíquicos. A música é um poder extraordinário (a mais abstrata das artes) e pode ser usada para 0 bem ou para 0 mal. Ver no Dicionário 0 verbete chamado Musica, Instrumentos Musicais. Algumas vezes, 0 comportamento dos profetas era considerado loucura (ver II Reis 9.11 e Jer. 29.36). A conduta peculiar dos profetas, entretanto, no caso de algumas escolas, era apenas 0 sinal peculiar de sua atividade. De outras vezes, sob a influência de transe profético, eles eram capazes de proferir coisas solenes e profundas (ver Núm. 24.2-4). Em qualquer lugar onde os fenômenos psíquicos se manifestem, porém, temos uma mistura do que é puramente natural humano, com 0 que é demoníaco ou é divino. É provável que as antigas escolas dos profetas, da mesma forma que seus modernos imitadores, fossem uma mistura de todos esses aspectos.

Chegando eles a Gibeá. Ou seja, ao lar de Saul, a propriedade de sua família, que deveria ficar nas vizinhanças de Gibeá. Os Targuns e Josefo dizem Gibea, e não “ colina”, conforme outras versões (ver Antiq. 1.6, cap. 4, sec. 2).

O Espírito de Deus se apossou de Saul. Este versículo cumpre as predições feitas no vs. 5 e descreve alguns sinais que mostrariam que Saul estava sendo preparado para seu ofício real. Ver as notas referentes àquele versículo, as quais também se aplicam aqui. Devemos lembrar que O ofício de profeta, em Samuel, eclipsava 0 oficio sumo sacerdotal. As escolas dos profetas não formavam profetas como Samuel, mas faziam parte das tradições hebreias e, em certo sentido, encobriram 0 trabalho dos sacerdotes. Provavelmente, alguns desses profetas também eram sacerdotes, mas com 0 novo ministério profético alcançaram outra dimensão em suas atividades. Esses profetas possuíam 0 toque místico e não se limitavam a ritos e sacrifícios tão-somente. O povo nunca se satisfaz com meros ritos, mas, antes, é mister que haja a presença do Espírito de Deus para que 0 coração humano se satisfaça plenamente. Ver no Dicionário os artigos intitulados Misticismo Desenvolvimento Espiritual, Meios do.

Saul não havia recebido treinamento profético. Ele não pertencia a essa tradição. Também não era levita. E, no entanto, de súbito, ei-lo a fazer coisas que os profetas faziam. Todo 0 povo de Israel atentaria para esse fato.

Também Saul entre os profetas? A sensação estava criada. Saul entre os profetas? Como era possível? Algo estranho e excitante estava acontecendo. O Espírito foi dado com um sinal para o bem; um movimento independente se formava. Um novo líder havia sido escolhido. Era como se um cometa de repente atravessas- se 0 firmamento, e toda a nação 0 visse e se maravilhasse. O povo ficou surpreso por ver 0 pouco imaginativo filho de um agricultor em tão boa companhia; ou, então, conforme supõem alguns, a surpresa foi ver 0 filho de um rico e poderoso fazendeiro na companhia daquele grupo de profetas itinerantes, sem grande reputação.

Os profetas eram religiosamente respeitados por seus poderes sobrenaturais, mas socialmente desprezados. Fosse como fosse, Saul estava em meio a uma companhia inesperada” (George B. Caird, in loc.). Essa reação ante Saul pode ser comparada à reação diante de Jesus e Seus seguidores (ver Atos 9.21).

CHAMPLIN, Russell Norman. Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. 1 Samuel. pag. 1158, 1159.



10. 5. Grupo de profetas. Esta é a primeira vez que se menciona uma associação de profetas no V.T. O interesse principal desses profetas era sustentar a religião pura do Senhor em oposição à qualquer sincretismo com os cultos da fertilidade realizados em Canaã. Alguns mestres acham que Samuel foi o responsável pela introdução desses grupos de profetas.

MOODY. Comentário Bíblico. 1 Samuel. pag. 24.



10.10,11 Profetas e alguém que transmite a mensagem de Deus. Enquanto o Senhor mandou que muitos profetizassem certos eventos, o que Deus mais queria era que eles instruíssem e inspirassem o povo para viver fielmente ao Senhor. Ao ouvirem as inspiradas palavras de Saul, seus amigos exclamaram: “Esta também Saul entre os profetas?” Esta era uma expressão de surpresa pelo lato de um mundano ter se tornado religioso. Seria equivalente a; "O que? Ele se converteu?"

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag.381.



19.20 grupos de profetas profetizando. Esses profetas estavam declarando a Palavra de Deus, provavelmente com acompanhamento musical. Os mensageiros de Saul não conseguiram cumprir sua missão de levar Davi cativo porque foram levados de modo irresistível a juntar-se aos profetas e passaram a falar em nome de Deus e a adora-lo.

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 376.


II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS

I. Treinamento.

10. 5.  Gibeá, que significa outeiro de Deus, era o lugar onde morava Saul. Samuel foi o primeiro profeta em cujo redor se reuniu um grupo de jovens com o proposito de estudar e dedicar a si próprios ao serviço de Deus. Tal rancho de profetas se formou em Ramá, cidade natal de Samuel.
PLENITUDE. Bíblia de Estudo. 1 Samuel. pag. 299. 

15. Vendo-os, pois, os discípulos dos profetas. Ainda observando, eles viram Eliseu usando o manto. O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Eliseu recebera os mesmos dons que Elias possuíra, como prova de que fora ungido para o ofício do profeta.

16-18. Deixa-os ir em procura do teu senhor. Os discípulos dos profetas não compreenderam que a partida de Elias fora permanente. Sua insistência em enviar grupos de busca provocaram consentimento relutante. Quando sua busca comprovou-se infrutífera, tiveram de aceitar o fato de que Eliseu era agora o profeta do Senhor.

MOODY. Comentário Bíblico. 2 Reis pag. 10.



2.15 se prostraram diante dele em terra. Essa ação simbolizou a submissão dos profetas a preeminência de Eliseu como profeta de Israel.

2.16 Eles sabiam que, quando as almas entravam na presença de Deus na morte, os corpos permaneciam na terra. Por sensibilidade em relação ao corpo de Elias, eles queriam recupera-lo para cuidar dele apropriadamente. Eliseu sabia que o corpo de Elias não seria deixado para trás, pois havia testemunhado sua ascensão aos céus (v. 11) enquanto os outros não, de modo que cie disse: "Não".

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 477.



Filhos dos profetas estavam sempre com o profeta dirigente, opunham-se sempre aos profetas de Baal e promoviam a obediência ao senhor Deus.  Eles profetizavam mediante o poder do Espirito e, deste modo, tornaram-se conhecidos.

DONALD C. Stamps. Bíblia de Estudo Pentecostal. Editora CPAD. pag. 560.



2. Encorajamento.

Os filhos dos profetas (3). Estes só se mencionam relacionados com a época de Elias e Eliseu e em Am 7.14; mas não há razão para supor que os bandos de profetas do tempo de Samuel (1Sm 10.10; 19.20) não fossem do mesmo tipo. A maior parte dos comentadores modernos parecem inclinados a igualá-los aos profetas; é o que parece fazer-se em 1Rs 20.35,38 mas Am 7.14 parece exigir uma distinção. De qualquer modo, o emprego metafórico de "filho" em hebraico implica forte semelhança e íntima relação mas não identidade.
Certo escritor aproxima-se, talvez, da verdade ao dizer, falando do profeta estadista: "Para se ser profeta teria de se fazer parte da sua sociedade... é possível que uma minoria de indivíduos recebesse o espírito e tivesse visões sem se associar aos outros... Mas tudo leva a crer que o profeta pertencia a uma sociedade ou procedia de uma sociedade na qual a experiência profética lhe era ensinada como uma arte..." É praticamente o que outro escritor afirma mais sucintamente: "um Ben-Nabi era um candidato à profissão de profeta".
Haveria, sem dúvida, entre eles, bons e maus grupos; dentre estes últimos surgiriam, na sua maioria, os falsos profetas. Sempre que são mencionados nas Escrituras parecem estar sob o domínio de Samuel, Elias e Eliseu. A sua principal função seria, sem dúvida, propagar a mensagem dos seus mestres. Elias e Eliseu consideravam-nos, provavelmente, um núcleo para o futuro quando os juízes de Deus se cumprissem (cf. 1Rs 19.14-18 nota, 2Rs 4.42-44 nota). É evidente que dispunham de um poder profético limitado.

NOVO. Comentário da Bíblia. 2 Reis. pag.7.


III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

1. A Escritura .

10. Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Sozinho e solitário ele lastimou sua sorte diante do Senhor. Se essas palavras não fossem enunciadas em Um estado de angústia, teriam sido indesculpáveis. Mas Deus trata com amor seus filhos quando estão esgotados. As palavras do profeta tomadas ao pé da letra o que não podemos fazer praticamente acusam Deus de infidelidade. E eu fiquei só.

MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 66.


2. A experiência.

19. Os homens da cidade disseram as águas são más. A agradável localização de Jericó era profundamente prejudicada pela água insalubre. Traduza: mas as águas são más – e a terra – causando aborto. Achavam que a água má, que bebiam, era responsável pelos abortos. A fonte principal junto à antiga localização de Jericó é doce e pura, enquanto que as outras são salobros.
20. Trazei-me um prato novo. A obra de Deus tem de ser realizada através de vasos novos não contaminados. Ponde nele sal. O sal limpa e preserva. Aqui ele é um símbolo do poder purificador e preservador de Deus.
21. Tornei saudáveis a estas águas. O sinal e símbolo da cura foi o sal lançado nelas.
22. Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas até ao dia de hoje. Deus procurou testificar do Seu poder de curar do pecado e preservar pela fé. A purificação foi permanente; as águas desta fonte permanecem boas até o dia de hoje (veja v. 19). Do mesmo modo a obra da graça de Deus em nós é permanente, nosso único fundamento certo para edificação de vidas puras.

MOODY. Comentário Bíblico. 2 Reis pag. 10, 11.


36, 37. Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel. A extrema brevidade, embora absoluta sinceridade, da oração de Elias, torna-se notável quando comparada com os gritos, pulos e danças frenéticas dos adoradores de Baal. O profeta simplesmente fez Deus se lembrar que ele não estava inventando este aparentemente estranho procedimento, mas que o executara por ordem divina.
38. Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto. Tão intenso foi o fogo divino, que devorou as pedras do altar e até lambeu toda a água que transbordava do fosso. A intervenção sobrenatural na resposta à oração da fé do profeta de Deus resolveu a questão.
39. O povo, lembrando-se dos termos do duelo espiritual, gritou: O Senhor é Deus!

MOODY. Comentário Bíblico. 1 Reis pag. 65, 66.


IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS

1. Ensino através do exemplo.

GEAZI

A quem pense que, no hebraico, o nome tipifica «negador» ou diminuído, mas outros pensam que significa «vale da visão. Esse foi o nome de um· servo especial e de confiança de Eliseu. Ele é mencionado por doze vezes,. pelo seu próprio nome: 11 Rd 4:12,14,25,27,29,31; 5:20,21,25; 8:4,5.

A história relatada sobre ele, nas Escritura. Em cada lance acompanha incidentes da vida de. Seu senhor. Os incidentes específicos relacionados a ele são os seguintes:
1. Em I Reis 4, Geazi sugere a Eliseu que a melhor maneira de recompensar 1 mulher sunamita, por sua bondade e gentileza, seria prometer-lhe um filho. Com o tempo, nasce o menino; mas, quando andava, a criança morre. Geazi é enviado pelo profeta a fim de deitar o cajado de profeta sobre a criança, na esperança de faz&.ta reviver. Mas isso não funcionou pelo que Eliseu precisou ir pessoalmente, a fim .de ressuscitar o garoto.

2. Em II Reis 5,lemos a narrativa sobre a Cura da lepra de Numa. Este desejou recompensara Eliseu com dinheiro. mas o profeta não estava interessado no dinheiro. Em um momento de cobiça, Geazi resolveu ficar com o dinheiro para si mesmo. Por essa razão, ele foi atrás do general sírio, dizendo-lhe, mentirosamente, que Eliseu havia mudado de parecer. Geazi ficou com o dinheiro, mas, logo em seguida. Foi castigado apanhando lepra. Mão obstante, foi declarado limpo, e pôde continuar em companhia de seu senhor. Não sabemos dizer se ele foi afetado ou não pela verdadeira lepra, porquanto várias afecções da pele, chamadas de «lepra. no Antigo Testamento, não eram a verdadeira lepra. Os antigos não tinham meios para classificar de modo estrito as enfermidades. 3. Em 11 Reis 8:1-6 encontramos Geazi a narrar ao rei Jorão os grandes feitos de Eliseu, bem como as operações da providência de Deus. Sucedeu que enquanto a narrativa estava sendo feita, quando a mulher cujo filho tivera sua vida restaurada, apareceu diante do rei reclamando suas terras e sua casa que lhe haviam sido usurpadas, enquanto ela estivera ausente, durante um período de fome. O rei ficou impressionado pela coincidência e atendeu-a sem tardança. Na verdade, existem coincidências significativas. Ver o artigo sobre o Acaso.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. vol. 2. pag.869, 870.


2. Ensino através da Palavra.

Observamos através do ministério do profeta Eliseu que os filhos dos profetas pertenciam a uma escola dedicada ao ensino formal. Ali era ensinado a Palavra de Deus tanto na sua forma oral como escrita. Esse fato é por si só de grande relevância para nós porque demonstra a preocupação desse homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre Deus.

Os tempos mudam e a cultura também. Hoje sabemos que a educação secular possui grande importância e infelizmente para muitos é a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação humanista, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento.

GONÇALVES, José. Porção Dobrada, CPAD 2012 pag. 141, 142.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva

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