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2° LIÇÃO 1° TRI 2013 Elias, o tisbita


Lição 2: Elias, o tisbita

Data: 13 de Janeiro de 2013        HINOS SUGERIDOS         84, 336, 340.

TEXTO ÁUREO

E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras? E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tisbita” (2 Rs 1.7,8).

VERDADE PRÁTICA

A vida de Elias é uma história de fé e coragem. Ela revela como Deus soberanamente escolhe pessoas simples para torná-las gigantes espirituais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Rs 18.36    O Deus de Elias

Terça - 1 Rs 18.41-45     A fé de Elias

Quarta - 1 Rs 17.1           A vocação de Elias

Quinta - 2 Rs 9.35,36      A natureza do ministério de Elias

Sexta - 1 Rs 18.18           A função social do profeta Elias

Sábado - Mt 17.10-13    O lugar de Elias nas Escrituras

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 17.1-7.

1 - Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.

2 - Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:

3 - Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4 - E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5 - Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão,

6 - E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.

7 - E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

INTERAÇÃO

Sobre o chamado de Elias — como ele se deu (onde e quando) — as Escrituras silenciam. Em contrapartida, a Bíblia mostra um Elias ousado, temente a Deus e pronto para realizar a vontade divina. Isso é fruto de uma verdadeira vocação divina. O verdadeiro chamado nasce no coração. Ele arde como chama interior. Porém, se desenvolve para muito além do recôndito da alma. O chamado de Deus na vida de uma pessoa também floresce publicamente. Vai além da família e da igreja local. Esse chamado que inunda a alma, a igreja reconhece, a liderança confirma e Deus usa. Afinal de contas, qual é o seu chamado?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

   Descrever a vocação e a chamada de Elias.

   Compreender como se deu a atuação do profeta Elias.

   Destacar o papel de Elias junto a monarquia e nas Escrituras.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, para concluir a lição desta semana, sugerimos uma atividade prática. Você vai precisar de papel ofício e caneta. Distribua-os à classe. Em seguida, solicite a cada aluno para que escreva o que mais gostam de fazer na vida. Logo após, pergunte se o que apontaram tem haver com o chamado pessoal de Deus. Conclua a atividade explicando o quanto eles precisam considerar o chamado do Eterno nas esferas de suas vidas. Afirme que tal chamado pode ou não se dar na esfera eclesiástica, mas também na “secular”.

COMENTÁRIO

Introdução

Palavra Chave VOCAÇÃO: Escolha, chamamento, disposição. Mas, o que é vocação? Vocação é o apelo (chamado) de Deus a uma pessoa. Ele faz seu convite a cada pessoa, homem ou mulher, independente de raça, cor, idade, ou posição social.

Nesta lição, estudaremos mais detalhadamente os fatos relacionados à vida e à obra de um dos maiores personagens da história sagrada. Elias aparece nas páginas da Bíblia como se viesse do nada. De fato a Escritura silencia sobre a identidade de seus pais e também de sua parentela; diz apenas que ele era tisbita, dos moradores de Gileade! Parece muito pouco para um homem que irá ocupar um grande espaço na história bíblica posterior.

Todavia é esse homem enigmático que protagoniza os fatos mais impactantes na história do profetismo de Israel. Isso acontece quando denuncia os desmandos do governo dos seus dias e desafia os falsos profetas que infestavam o antigo Israel. Elias é um modelo de autenticidade e autoridade espiritual a quem devemos imitar.

CENARIO POLITICO Coberta de mortes e assassinatos, assim foi iniciado a busca pelo reinado do Norte de JEROBOÃO passando por ACABE ate o cativeiro ASSIRICO. Havia uma ditadura implantada na monarquia, todos deveriam seguir o sistema de Acabe e Jezabel.

CENARIO RELIGIOSO o culto ao DEUS de Abraão, Isaque, Jacó estava quase extinto pela adoração a BAAL, e pelo temor de se adorar a DEUS e ser morto como muitos foram a mando da Rainha Jezabel. 

I. A IDENTIDADE DE ELIAS

1. Sua terra e sua gente. O relato sobre a vida do profeta Elias inicia-se com uma declaração sobre a sua terra e seu povo: “Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade” (1 Rs 17.1). Estas palavras põem no cenário bíblico uma das maiores figuras do movimento profético. Elias era de Tisbe, um lugarejo situado na região de Gileade e a leste do rio Jordão. Esse lugar não aparece em outras passagens bíblicas, mas é citado somente no contexto do profeta Elias (1 Rs 21.17; 2 Rs 1.3,8; 9.36). Elias se tornou muito maior do que o meio no qual vivia. Na verdade, não foi Tisbe que deu nome a Elias, mas foi Elias que colocou Tisbe no mapa!

 (Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade). DEUS trabalha em primeiro lugar demonstrando o caráter de ELIAS, em 1 Reis 17.1 DEUS aponta o caráter do homem com as características, com as ferramentas necessárias para se opor a Acabe. Nota-se que a uma qualificação pessoal de Elias o qual da a DEUS a possibilidade de usa-lo no momento em que o reino de Israel estava vivendo.

Após este acontecimento nos vemos Elias sendo consagrado por DEUS, com sua personalidade espiritual em 1 Reis 17.24 (Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de DEUS, e que a palavra do Senhor na tu boca é verdade). A dois elementos fundamentais aqui 1 o caráter do homem com as ferramentas necessárias que da DEUS a permissão para que utilize esta capacitação para levar a palavra de DEUS para enfrentar os problemas que o reino do norte estava predominantes, 2 no final nós vemos um homem transformado com a personalidade espiritual a qual já extravasava além do próprio corpo da própria matéria do homem demonstrando a presença do Espirito Santo e da personalidade espiritual em Elias.

Dr. Pb OSMAR José Facin

A primeira coisa que exige nossa atenção e o nome de Elias. A palavra hebraica para “Deus” no Antigo Testamento e Elohim, usada em alguns momentos na forma abreviada de El. A palavra jah é o termo usado para “Jeova”. Assim, no nome de Elias (.Elijah) encontramos as palavras usadas para “Deus” e “Jeova” . Entre elas existe um pequeno “i” que, em hebraico, é uma referencia ao pronome pessoal “meu”. Colocando as palavras juntas, descobrimos que o significado do nome Elias é “Meu Deus é Jeová” ou “o Senhor e o meu Deus”.

CHARLES R. Swindoll (Elias série heróis da fé). Editora Mundo Cristão

Elias tinha uma relação bem próxima aos chamados “filhos dos profetas”, ou seja, aos jovens que se dedicavam ao estudo da Palavra de Deus e a uma vida de serviço ao Senhor nas “escolas de profetas”, cuja origem remonta aos tempos de Samuel (1Sm 10:5;19:20). Elias tinha um estreito relacionamento com estes grupos (2Rs 2:2,4), sendo até possível que Elias tenha sido uma figura proeminente de tais grupos quando se apresentou ao rei Acabe, o que, aliás, explicaria a facilidade com que tenha conseguido se apresentar ao rei.

Davi, Pedro, Paulo, também construíram uma história cheia de sentido e significância. Todos nós deveríamos imitá-los e viver de tal modo que a nossa história se tornasse um testemunho para a posteridade.

2. Sua fé e seu Deus. O nome do profeta Elias já revela algo de sua identidade, pois significa Javé é o meu Deus ou ainda Javé é Deus. Elias era um israelita e como tal professava sua fé no Deus verdadeiro que através da história havia se revelado ao seu povo. Com o desenrolar dos fatos, vemos o profeta afirmando essa verdade. Por exemplo, quando desafiava os profetas de Baal, Elias orou: “Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36). Deus era o Senhor dos patriarcas; da nação de Israel e Elias era um servo dEle! Deus era o Senhor de Abraão, um dos maiores personagens da história bíblica, mas Elias estava consciente de que Ele também era o seu Deus!

Elias foi usado eficazmente pelo Senhor, por ter três pontos essenciais: 1 distanciamento do mundo, 2 fidelidade a Deus e 3 comprometimento com a Palavra de Deus

Elias era, pois um restaurador e um reformador, empenhado em restabelecer o concerto entre Deus e Israel. ELIAS UM LUTERO DO A. T..


Assim como Elias, o crente deve saber de forma precisa quem é seu Deus para que dessa forma possa ter uma fé viva e não vacilante.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Elias era oriundo de Tisbe, lugarejo a leste do Rio Jordão. Seu nome significa “Javé é o meu Deus”.

II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS

1. Sua vocação e chamada. A vocação e chamada de Elias foram divinas da mesma forma como foram as vocações e chamadas dos demais profetas canônicos. Esse fato é logo percebido quando vemos o profeta Elias colocar Deus como a fonte por trás de suas enunciações proféticas: “Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou” (1 Rs 17.1). Em outra passagem bíblica, Elias diz que suas ações obedeciam diretamente a uma determinação divina (1 Rs 18.36). Somente um profeta chamado diretamente pelo Senhor poderia falar dessa forma.

Qual foi a fonte: O próprio DEUS, ELE que ia à frente, dava poder, revelava, cuidava era ELE a fonte inesgotável.

Quando foi dada Foi: quando a iniquidade abundava. Quando Hiel tinha construído Jericó; quando Acabe levantou um templo para Baal; quando Jezabel reuniu seu exército de falsos profetas; quando a fé dos eleitos de Deus estava em perigo. A hora mais escura é sempre antes do amanhecer.

Não é fácil assumir um compromisso tão grande qual esse de Elias. Não sei se hoje existiria alguém com um quilate espiritual e compromisso com a Palavra de Deus à altura.


De uma forma geral, todo cristão foi chamado para a salvação, porém, alguns foram chamados para tarefas especiais. É a nossa vocação e chamada quem nos habilita para a obra do Senhor.

2. A natureza do seu ministério. A natureza divina e, portanto, sobrenatural do ministério do profeta Elias é atestada pela inspiração e autoridade que o acompanhavam. A história do profeta Elias é uma história de milagres. É uma história de intervenções divinas no reino do Norte. Encontramos por toda parte nos livros de Reis as marcas da inspiração profética no ministério de Elias. Isso é facilmente confirmado pelo escritor bíblico quando se refere à morte de Jezabel (2 Rs 9.35,36). Assim como Elias predisse, aconteceu! Elias possuía inspiração e autoridade espiritual.

De nada adianta possuir um ministério marcado pela popularidade e fama se ele é carente de autoridade e poder divino.

Assim como Elias predisse, aconteceu! Elias possuía inspiração e autoridade espiritual. “Mas, não são somente os milagres e a inspiração divina os elementos autenticadores do ministério profético de Elias, o seu caráter também”. Aspectos do caráter de Elias são “fidelidade; determinação; obediência; coragem e fragilidade. Elias possuía autoridade espiritual e inspiração Divina.

Era homem dedicado à oração e de grande poder espiritual, evidenciados por sua vida e por seu ministério em geral. Contudo, o seu lado humano ficou demonstrado por seu desencorajamento e pelo fato de ter fugido diante das ameaças de Jezabel.

Elias era um sobrevivente nas regiões desérticas, na Transjordânia. Também era homem fisicamente forte, o que é indicado por sua capacidade de correr adiante do carro de Acabe, desde o monte Carmelo até a entrada de Jezreel (I Reis 18:42-46).

CHAMPLIN Russell Norman, Ph. D.(Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia) Editora Hagnos


Jezreel, localizada sobre o Monte Gilboa, que era a capital de inverno do rei Acabe.


Essa oração do profeta revela pelo menos três fatos que são cruciais no contexto do livro de (1 Reis18. 36):

1. Uma teologia correta sobre a divindade — “Tu és Deus”. O deus Baal existia na mente do povo, mas ele não era Deus. Se a teologia do povo estava errada, então sua crença forçosamente também estava. Sem uma teologia correta a fé fica deformada. Elias procura corrigir esse aleijão da fé israelita quando chama-lhes a atenção para o fato de uma única divindade — essa divindade é o Deus dos patriarcas.

Infelizmente os problemas com as igrejas evangélicas hoje também estão no campo teológico. Uma teologia deformada, onde Deus é entendido como um grande garçom a serviço dos mais variados desejos, sem dúvida alguma é a grande responsável pelo processo de fragmentação que ora passamos. Estamos crescendo, mas é um crescimento com espumas.

2. Uma correta antropologia — “Eu sou teu servo". As culturas pagãs possuíam não só uma teologia errada, mas também uma antropologia errada. Sem uma compreensão adequada do papel do homem na religião, se torna muito fácil o culto se perverter. O estudo das religiões comparadas revela que os homens são divinizados e os deuses humanizados.

Nos dias de Elias, Baal era o deus não apenas da natureza, mas também da fertilidade. Nesses rituais era natural a prostituição como parte do culto. Onde a teologia está errada, a antropologia também está. Merrill F. Unger (2008, p. 174) comenta que “os textos ugaríticos de Ras Shamra (Ugarite), datados do século XIV a.C., mostram Baal como filho de El, o rei do panteão cananeu, deus da chuva e da tempestade. Em Ugarite, a consorte de Baal era sua irmã, Anat, mas na Samaria do século 9o a.C., Aserá assume esse posto (18.19). Como Anat, ela era a padroeira do sexo e da guerra. Culto à serpente, prostituição masculina e feminina, assassinato e sacrifícios de crianças e todo vício concebível estavam associados à religião Cananeia. Os sacerdotes e profetas de Baal eram assassinos oficiais de criancinhas, por isso mereceram a morte (18.40).7

3. Uma correta bibliologia — “Conforme a tua Palavra fiz essas coisas”. O desprezo à Palavra de Deus esposada nos livros da Lei de Moisés sem dúvida fora a causa dessa apostasia. Os erros na teologia, antropologia ou em qualquer outra área da fé, tem sua origem numa compreensão inadequada da Palavra de Deus. Antônio Vieira, escritor do século XVI, costumava dizer que a Palavra de Deus quando dita no sentido daquilo que Deus disse, é a Palavra de Deus. Todavia quando dita no sentido daquilo que Deus não disse, são antes palavras do demônio. De fato existem milhares de cultos e crenças usando a Bíblia nos seus rituais. Todavia a Bíblia pregada por eles não são a Palavra de Deus, porque são ditas no sentido daquilo que Deus não disse. São interpretações para apoiar uma doutrina ou crença equivocada. São palavras do demônio.

 JOSUÉ Gonçalves (Porção Dobrada) Editora CPAD

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A inspiração e a autoridade encontradas em Elias denotam a natureza divina do seu ministério.

III. ELIAS E A MONARQUIA

1. Buscando a justiça. Na história do profetismo bíblico observamos a ação dos profetas exortando, denunciando e repreendendo aos reis (1 Rs 18.18). O livro de 1 Reis mostra que o profeta Elias foi o primeiro a atuar dessa forma. Na verdade, as ações dos profetas revelam uma luta incansável não somente em busca do bem-estar espiritual, mas também social do povo de Deus. Quando um monarca como o rei Acabe se afastava de Deus, as consequências poderiam logo ser percebidas na opressão do povo. A morte de Nabote, por exemplo, revela esse fato de uma forma muito clara (1 Rs 21.1-16). Acabe foi confrontado e denunciado por Elias pela forma injusta como agiu!

“O famoso episódio da vinha de Nabote (capítulo 21) ilustra a extensão do pecado de Acabe e sela o seu destino”. Nabote era um cidadão cuja propriedade era vizinha ao palácio em Samaria. O rei queria anexar a vinha de Nabote às propriedades reais, mas a antiga lei israelita proibia a venda de uma herança. A ideia pareceu absurda para Nabote (v.3) e Acabe tinha respeito suficiente pela lei para saber que ele não conseguiria fazer Nabote voltar atrás em sua decisão (v.4).

O rei de Israel poderia estar acima das leis do país ou as do DEUS vivo? Elias declara após ver todos os pecados de Acabe que a dinastia seria extinta.

2. A restauração do culto. Como vimos, os monarcas bíblicos serviam tanto de guias políticos como espirituais do povo. Quando um rei não fazia o que era reto diante do Senhor, logo suas ações refletiam nos seus súditos (1 Rs 16.30). A religião, portanto, era uma grande caixa de ressonância das ações dos reis hebreus. Nos dias do profeta Elias as ações de Acabe e sua mulher Jezabel sofreram oposição ferrenha do profeta porque elas estavam pulverizando o verdadeiro culto (1 Rs 19.10). Em um diálogo que teve com Deus, Elias afirma que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Deus verdadeiro e em seu lugar levantado outros altares para adoração aos deuses pagãos. Como profeta de Deus coube a Elias a missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (1 Rs 18.30).

Eram 450 de BAAL E 400 de ASERA. Jezabel sustentava estes profetas. O povo não sabia a quem adorar se a DEUS ou a BAAL estavam coxeando em dois pensamentos.MAS A RESTAURAÇÃO DEVERIA SER FEITA, MAS COMO FAZER ISTO????                        CORTANDO O MAL PELA RAIZ.

Os PREGADORES do culto a Baal que vinha substituindo o culto ao DEUS de ISRAEL FORAM CHAMADOS, CONFRONTADOS, E MORTOS.

Quando Elias trás de volta o culto ao DEUS verdadeiro o faz com a restauração do altar, altar edificado por seus patriarcas e abandonado pelas gerações mais recentes. A destruição pode ter ocorrido pelos simpatizantes do culto a Baal.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Elias denunciou que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Senhor.

IV. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA

1. No Antigo Testamento. Até aqui vimos que os dois livros de Reis e uma porção do livro das Crônicas trazem uma ampla cobertura do ministério profético de Elias. O Antigo Testamento mostra que com Elias tem início a tradição profética dentro do contexto da monarquia. Foi Elias quem abriu caminho para outros profetas que vieram depois. Mas Elias não possuía apenas um ministério de cunho profético e social, seu ministério também era escatológico. Malaquias predisse o aparecimento de um profeta como Elias antes “do grande e terrível dia do Senhor” (Ml 4.5).

2. No Novo Testamento. Em o Novo Testamento encontramos vários textos associados à pessoa e ao ministério do profeta Elias. Jesus identifica João, o batista, como aquele que viria no espírito e poder de Elias (Lc 1.17; Mt 17.10-13). No monte da transfiguração, o evangelista afirma que Elias e Moisés falavam com o Salvador acerca da sua “partida” (Mt 17.3; Lc 9.30,31). Quando o Senhor censurou a falta de fé em Israel, ele trouxe como exemplo a visita que Elias fizera à viúva de Sarepta (Lc 4.24-26). No judaísmo dos tempos de Jesus, Elias era uma figura bem popular devido aos feitos miraculosos, o que levou alguns judeus acharem que Jesus seria o Elias redivivo (Mt 16.14; Mc 6.15; 8.28).

Seja no NT ou no AT ELIAS é um exemplo de MINISTERIO DE PODER em dias difíceis e trabalhosos seja em épocas frouxidão ou abandono da fé em DEUS.

ELIAS deixou marcas de um CRENTE ate hoje se fala sobre. QUAL É A MARCA QUE VOCÊ TEM DEIXADO?????????????

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

Com Elias, o Antigo Testamento destaca o desenvolvimento da tradição profética no regime monárquico.

CONCLUSÃO

Os comentaristas bíblicos observam que os capítulos 17-22 do livro de 1 Reis, que cobrem o período do reinado de Acabe, mostram que o declínio religioso termina com arrependimento ou julgamento divino. De fato, observamos que a mensagem profética de Elias visava primeiramente a produção de arrependimento e não a manifestação da ira divina. Isso é visto claramente quando Acabe se arrepende e o Senhor adia o julgamento que havia sido profetizado para os seus dias (1 Rs 21.27-29). Fica, pois, a lição para nós revelada na história do profeta Elias: a graça de Deus é maior do que o pecado e suas consequências. Fomos alcançados por essa graça!

VOCABULÁRIO

Carismática: Relativo a quem tem carisma. Força divina conferida a uma pessoa.
Recôndito: Oculto, escondido.
Eclesiástica: Pertencente ou relativo à Igreja; eclesial.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: 2008.

EXERCÍCIOS

1. Qual o significado do nome Elias?

R. Javé é Deus.

2. Que fatos autenticam o ministério profético de Elias?

R. A inspiração e autoridade espiritual.

3. Descreva a atuação de Elias durante a monarquia na qual viveu.

R. Elias combateu a injustiça e buscou a restauração do culto.

4. Que fatos podem ser destacados sobre o ministério de Elias no Antigo Testamento?

R. Elias possuía um ministério de cunho social, profético e escatológico.

5. Cite pelo menos três referências bíblicas sobre Elias em o Novo Testamento.

R. Mateus 16.14; Marcos 6.15 e Lucas 1.17.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Sociológico

“A Profecia entre os Hebreus

Dos nomes hebreus aplicados aos profetas como representantes de um movimento espiritual em Israel, o termo nabhi’ foi, sem dúvida alguma, o mais largamente usado. Originalmente pensava-se que era derivado de uma raiz indicando um ‘orador’, mas agora é sabido que seu significado básico é ‘chamar’. O nabhi’ era, portanto, um indivíduo que tinha sido chamado por Deus para algum propósito específico, e que assim mantinha um relacionamento espiritual em particular com Ele. O profeta era essencialmente uma figura carismática, autorizado a falar aos israelitas em nome do seu Deus. Antes da época de Samuel, tais indivíduos eram geralmente designados como um ‘homem de Deus’, e na mesma época de Saul e Davi essa expressão era aparentemente sinônimo de nabhi’. As declarações dos profetas hebreus eram consequência direta de seu relacionamento espiritual com Deus, e, em essência, abrangiam variações sobre temas teológicos e da aliança cultuados na Lei. De fato, não há uma única doutrina profética que já não tenha sido apresentada, ao menos na forma embrionária, na Torá; deste modo, os profetas podem ser considerados comentadores além de pioneiros doutrinários” (HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.218).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Elias, o tisbita

Um dos homens mais enigmáticos da Bíblia é, sem dúvida, o profeta Elias. Sobre sua origem pouco se sabe, além do fato de que era oriundo de uma localidade citada apenas nos relatos relacionados à sua vida, Tisbi, nos arredores de Gileade. Além disso, a Bíblia destaca também a forma como Elias se vestia e como falava.

Pelo menos 3 pontos iniciais devem ser destacados no início da história de Elias:

A) Apesar de sua origem humilde, era um homem que estava diante do Senhor (1 Rs 17.1). A Bíblia não diz nada sobre a família de Elias, nem sobre a chamada dele para o ministério profético, mas fala que ele estava diante da face do Senhor. Estar diante de Deus é a melhor posição para quem deseja ter um ministério frutífero. Quando Acabe se deparou com aquele homem surgido do nada, encontrou uma pessoa simples, vestido de forma simples, com uma mensagem simples, mas que estava, acima de tudo, diante de Deus.

B) Elias tinha uma mensagem (1 Rs 17.1). Elias não era um homem de meias palavras, ou de mensagens indefinidas. Ele foi direto com o rei Acabe, mostrando que Deus estava irritado com as atitudes do monarca. Acabe acreditava que Baal era o responsável por enviar a chuva e trazer plantações que alimentassem toda a nação. Se isso era verdade, então Israel realmente não precisava do Senhor. Mas Deus estava naquele momento usando Elias para dizer ao rei que o Deus de Israel faria com que a nação passasse por privações por causa de sua idolatria. E a estiagem duraria pelo menos três anos, tempo suficiente para amolecer o coração do povo e mostrar-lhe que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó era o Deus que abençoava o povo com suas dádivas.

C) Elias tinha uma atitude obediente para com Deus. Após ter falado com Acabe, recebeu uma ordem de Deus para que se dirigisse ao ribeiro de Querite, onde seria sustentado pelos corvos (1 Rs 17.5). Essa atitude obediente é que Deus espera de seus servos em todos os momentos. Querite representaria para Elias um momento de anonimato — depois de desafiar o rei, Elias se tornou conhecido em todo o reino, e foi procurado por Jezabel em diversos lugares — A obediência de Elias o preservou em segurança das mãos de Jezabel nos anos de seca, e o preparou para os próximos desafios que iria enfrentar para que o povo retornasse aos caminhos do Senhor.                      FONTE: (ESTUDANTE DA BÍBLIA).

POSTADO POR: Pb. Alessandro Silva.

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