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8° LIÇÃO 4 TRI 2013 A MULHER VIRTUOSA


A MULHER VIRTUOSA
Data 24 de Novembro de 2013                HINOS SUGERIDOS 262, 302, 432.
TEXTO ÁUREO
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins" (Pv 31.10).

VERDADE PRATICA
O comportamento e a sabedoria de uma mulher são os únicos critérios capazes de a definirem como virtuosa.
LEITURA DIÁRIA
Segunda                    - Pv 31.11                A mulher virtuosa é esposa fiel
Terça                        - Pv 31.25,28           A mulher virtuosa é respeitada
Quarta                      - Pv 31.27                A mulher virtuosa trabalha
Quinta                       - Pv 31.16                A mulher virtuosa empreende
Sexta                        - Pv 31.23                A mulher virtuosa recebe testemunhos
Sábado                     - Pv 31.30                A mulher virtuosa teme ao Senhor
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 31.10 21,23-29
10 - (ÁJef) Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.
11 - (Bete) O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.
12 - (Cuímel) Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.
13 - (Dálete) Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
14 - (Hê) É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.
1 5 - (Vau) Ainda de noite, se levanta e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.
16 - (Zain) Examina uma herdade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.
T 7 - (Hete) Cinge os lombos de força e fortalece os braços.
18 - (Tete) Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.
19 - (Jode) Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca.
20 - (Cafe) Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos.
21 - (Lãmede) Não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada.
23 - (Nun) Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.
24 - (Sãmeque) Faz panos de linho fino, e vende-os, e dá cintas aos mercadores.
25 - (Ain) A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.
26 - (Pê) Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.
27- (Tsadê) Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.
28 - (Cofe) Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:
29 - (Rexe) Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior.
INTERAÇÃO
Vivemos numa sociedade onde a figura da mulher tem se reduzido a mero objeto sexual. Nas danças, nas músicas sensuais, nos comerciais televisivos e nos outdoors, a sensualidade das mulheres brasileiras está na linha de frente. Entretanto, a Bíblia estabelece para a mulher cristã um papei protagonista e exuberante. Ser mulher, de acordo com a Palavra de Deus, é ser feminina, não feminista; madura, não imatura; santa, não depravada.
A mulher cristã, em todas as esferas da sua vida, deve viver para a glória de Deus.
OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer a mulher virtuosa como esposa e mãe.
Compreender a mulher virtuosa como trabalhadora e empreendedora.
Aprender com o testemunho da mulher virtuosa como serva de Deus.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para concluir o terceiro tópico, sugerimos a seguinte atividade: Peça aos alunos que, em revista, jornais ou internet , pesquisem sobre mulheres que são destaques no mercado de trabalho, mas simultaneamente, desempenham o pape! de mãe e esposa no lar. Em seguida, selecione no máximo cinco pesquisas e solicite que os escolhidos apresentem os seus resultados destacando como tais mulheres desenvolveram estratégias para conciliar a carreira profissional com a vida doméstica. Permita aos alunos emitirem opiniões sobre o assunto. Conclua o tópico afirmando que o princípio bíblico para a mulher cristã não mudou: Em Deus, ela é uma brilhante profissional, mas, igualmente, mãe presente e afetuosa bem como uma esposa companheira.
PALAVRA-CHAVE Virtuosa: Pessoa que possui e cultiva qualidades de virtude (moral, religiosa, social, etc.). Valorosa, esforçada e efetiva.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A poesia de Provérbios 31 é uma das mais belas de toda a literatura universal. Este inspirado poema, além de mostrar A o verdadeiro valor da mulher, evidencia as virtudes morais e espirituais que a fazem virtuosa.
Tal mulher contrasta-se fortemente com a vil apresentada em Provérbios 11.22.
Ao contrário da virtuosa, a vil é desprovida das virtudes. A formosura da mulher virtuosa é de natureza ética; a da vil é de caráter meramente estético. A mulher virtuosa prioriza os valores interiores e faz de Deus a fonte de tudo o quanto ela é e representa. Por isso, a mulher virtuosa é tida por honrada!
I - A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA
1. Tem a confiança e o respeito do marido. As bases do relacionamento conjugal são a confiança e o respeito mútuo, pois a fidelidade é um dos pilares do casamento. Onde impera a desconfiança e o desrespeito, o casamento está fadado ao fracasso. Acerca da mulher virtuosa, a Palavra de Deus é clara: “O coração do seu marido está nela confiado” (Pv 31.11). Além de significar “confiar”, a palavra hebraica batach também expressa as ideias de “sentir-se seguro” ou “estar despreocupado".
2. Tem a admiração e o reconhecimento do marido. Uma das formas de se demonstrar amor no casamento é reconhecer a importância e o valor do cônjuge. Esse reconhecimento deve ser expresso por atitudes e palavras. Enquanto os homens são movidos pelo que veem, as mulheres respondem melhor pelo que ouvem! Por isso é importante que o esposo elogie sua esposa sempre.
Não adianta você dizer que as suas atitudes demonstram que você realmente a ama. É preciso declarar e r falar que você a ama. Se a mulher de Provérbios 31 é virtuosa, o seu marido também o é. Ele expressa isso em palavras (v.29). Ele sabe que a sua esposa é virtuosa e não sente vergonha em dizer! O marido da mulher virtuosa deve tecer-Ihe elogios tanto no lar quanto em público. Mas o homem que destrata sua esposa arruína o casamento e peca contra Deus (1 Pe 3.7).
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A mulher virtuosa, como esposa, tem a confiança, o respeito, a admiração e o reconhecimento do marido.
II - A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE
1. É educadora. Em Provérbios 31.25, duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa: “Força e dignidade são os seus vestidos[ARA]”. A palavra hebraica ‘oz, traduzida como força, é apresentada no texto bíblico com sentido literal e figurado. Figuradamente, descreve a segurança experimentada pelos justos (51 62.7; Pv 1 8.1 0). Por outro lado, o termo “dignidade”, do hebraico hadar, significa ornamento e honra. A poesia expõe os valores morais que a mulher virtuosa veste. Ela é segura, confiante e digna. Estes são os valores nos quais, como mãe, ela educará seus filhos.
2. É afetuosa. Uma das grandes causas da delinquência juvenil pode ser encontrada na ausência de afetividade na infância. Se os filhos da mulher virtuosa “levantam-se [...] e chamam-na bem-aventurada" (Pv 31.28) é porque ela sempre lhes deu afeto e atenção. Afeto gera afeto! Infelizmente, muitos pais não demonstram carinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingamentos estão presentes na “educação” deles! Como será o futuro dessas crianças que, diariamente, são tratadas dessa forma por seus pais?
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Na Bíblia, como mãe, a mulher virtuosa mostra-se educadora e afetuosa.
III - A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA
1. É dona de casa. Foi realizada nos Estados Unidos, há algum tempo, uma pesquisa envolvendo altas executivas. A pesquisa queria saber o que as faziam sentir-se realizadas como mulher. O resultado foi surpreendente: a maioria respondeu que a sua maior realização estava em ser esposa, mãe e dona de casa.
A mulher virtuosa ama os afazeres domésticos e tudo faz para cumprir com excelência a sua missão (v.27). Mas sempre que necessário, o marido pode ajudá-la nos afazeres domésticos. Dessa forma, estará demonstrando, na prática, a sua gratidão à esposa. A mulher virtuosa tem o seu trabalho devidamente reconhecido na Bíblia, e o mesmo reconhecimento deve ser dado pelo seu esposo.
2. É empreendedora. A missão da mulher moderna é bem complexa: esposa, mãe, dona de casa, trabalhadora e empreendedora. Além das tarefas domésticas, muitas vezes precisa trabalhar fora para complementar a renda da família, tendo uma jornada de trabalho repleta de atividades.
Nesse aspecto, o esposo sábio pode contribuir auxiliando a esposa em suas atividades. Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, inclusive honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
A mulher virtuosa além de cuidar da tarefa doméstica, se mostra empreendedora.
IV - A MULHER VIRTUOSA COMO SERVA DE DEUS
1. Dá um bom testemunho. Em Provérbios 14.1, há um forte contraste entre duas J mulheres: a sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu J lar. Mas aquela, através de seu bom testemunho, edifica a sua casa. Muitos são os casamentos f fracassados e desfeitos devido » à falta de sabedoria, prudência e sensatez de algumas mulheres. O marido da mulher tola pode ser considerado como um homem sofredor e infeliz. Mas o esposo da mulher virtuosa é estimado entre as autoridades e honrado “quando se assenta com os anciãos da terra” (Pv 31.2 3).
2. É temente a Deus. Tudo o que é testemunhado acerca da mulher virtuosa só é possível porque ela teme ao Senhor (Pv 31.30). O temor a Deus faz dela uma mulher estimada dentro e fora do lar (Pv 1.7).
SINOPSE DO TÓPICO (4)
Como serva de Deus, a mulher virtuosa é temente ao Altíssimo e dá bom testemunho.
CONCLUSÃO
Em um mundo onde os valores estéticos são mais importantes do que os éticos, as virtudes acabam sendo ignoradas. Tal inversão de valores produz consequências danosas à sociedade e principalmente à família. Mas a mulher virtuosa preserva o seu lar através de suas singulares virtudes espirituais e morais. Por isso, ela é honrada por todos. Que as servas do Senhor passem a cultivar com mais zelo as virtudes que a Bíblia expõe de maneira tão bela e clara em Provérbios 31.
AUXILIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bíblico
“A Mulher Virtuosa [Provérbios 31.10-31]
Esta descrição da mulher virtuosa pretende mostrar que tipos de esposas devem ser as mulheres, e que tipos de esposas os homens devem escolher; ela consiste de vinte e dois versículos, cada um deles iniciado por uma letra do alfabeto hebraico, em ordem, como alguns dos salmos, o que leva alguns a pensar que este fragmento não fazia parte da lição que a mãe de Lemuel lhe ensinava, mas era um poema, por si mesmo, escrito por algum outro autor; e talvez tivesse sido muito repetido entre os judeus piedosos, e para facilitar a memorização tivesse sido escrito alfabeticamente. Nós o temos condensado no Novo Testamento (1Tm 2.9,10; 1Pe 3.1-6), onde o dever recomendado às esposas está de acordo com esta descrição de uma boa esposa; e com boas razões há tanta ênfase sobre ele, uma vez que o fato de que as mães sejam sábias e boas, contribui, tanto quanto qualquer outra coisa, para a promoção da religião nas famílias, e a sua transmissão para a posteridade [...]” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 0, pp.885-86)
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Vida Cristã
“A MATERNÍDADE EM NOSSA NATUREZA
A palavra criar origina-se da palavra latina que significa ‘ato de alimentar, amamentar ou nutrir’. Em nossa linguagem vigente, seu significado é mais para o bem-estar de todos. Conclui-se que se o suave toque maternal de uma mulher faltar, a sociedade com certeza se degenerará. Você não tem de ir muito longe para obter provas do que está acontecendo à nossa volta. As crianças do mundo estão chorando por um toque feminino e maternal. Mas submeter-se ao plano de Deus para a essência materna de nosso ser requer disciplina, sobretudo levando em conta nossa cultura.
A Palavra de Deus ensina que gerar vida é exclusivamente feminino. Todas somos filhas de Eva, cujo nome é revelado em Gênesis 3.20, que significa ‘mãe de todos os viventes’. Assim como Eva, foi dado a cada uma de nós um corpo projetado para gerar vida. Somos lembradas disso todos os meses com o armazenamento e passagem de sangue necessário para a nutrição do recém-nascido. Nossos seios têm a faculdade de nutrir o recém-nascido. As mulheres que ficam grávidas e dão à luz experimentam a plena realização desses dons e fazem a descoberta magnificamente pessoal de que uma criança depende completamente do corpo da mãe para a própria vida.-
Mas há muitas mulheres que nunca dão à luz, cuja maternidade se estenderá necessariamente aos que não são seus filhos. Não é o processo de gravidez e parto que torna uma filha de Eva mãe.
A Bíblia ensina que todas as mulheres são criadas para ‘ser mãe’, gerar vida. Ser mãe é mais que um mero mecanismo de útero e seio; é muito mais profundo. E as mulheres ficam mais femininas quando são mães” (HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 154).
EXERCÍCIOS
1. Quais são as bases do relacionamento conjugal?
R: São a confiança e o respeito mútuo.
2. De acordo com Provérbios 31.25 duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa. O que são?
R: “Força e dignidade são os seus vestidos”.
3. Como o esposo pode ajudar a esposa que trabalha fora?
R: Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.
4. Qual o forte contraste presente em Provérbios 14.1? Explique.
R: A sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu lar. Mas aquela, através do seu testemunho, edifica a sua casa.
5. Você é uma mulher virtuosa? E você marido, é virtuoso?
R: Resposta pessoal.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 56, p.39.
A MULHER VIRTUOSA
O que é ser uma mulher virtuosa? Será que é aquela que vive para o lar e não trabalha fora e que tem sempre uma atitude servil? Por muitos séculos a mulher foi excluída, colocada à margem da sociedade, vivendo sob o jugo do preconceito, da indiferença. Porém, o Criador sempre amou e honrou as mulheres.
A cultura judaica era dura com a mulher. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe "na sociedade hebraica a mulher era considerada parte da propriedade de um homem" (Gn 31.14,15; Rt 4.5,10). O texto de Juízes 19.24 mostra um pouco do abuso e da violência a que as mulheres eram submetidas (Jz 19.24,29).
Jesus, o Filho de Deus foi gerado no ventre de uma mulher virtuosa. Um gesto que mostra o quanto Deus ama e respeita a mulher. O Salvador nasceu em uma cultura em que as mulheres eram vítimas de preconceito. Elas eram deixadas à margem. As mulheres não eram nem mesmo contadas. Quando Marta pede a Jesus para que Maria deixe a sala, talvez seja porque este local era restrito aos homens. No Antigo Testamento as mulheres ficavam a parte quando havia visitantes (Gn 18.9). Naquela cultura não havia espaço para o discipulado entre as mulheres. Jesus quebrou vários paradigmas ao ensinar e evangelizar as mulheres (Jo 4.10-26; 11.20- 27). Em o Novo Testamento, no Templo de Herodes, elas ficavam separadas em um local chamado de "pátio das mulheres". Jesus abriu as portas das prisões sociais e valorizou a mulher como ninguém nunca o fez ou fará (Is 61.1): "Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3.28).
No livro de Provérbios encontramos vários textos e ensinos a respeito das mulheres (da mulher vil e da virtuosa).
A mulher virtuosa descrita no capítulo 31 é uma mulher que está à frente do seu tempo. Ela é vista como alguém que cuida bem da casa, do marido e dos filhos, mas ela é também uma mulher de negócios, uma empreendedora. Ela faz, vende e importa produtos (Pv 10.10-31). A mulher virtuosa é descrita como alguém que tem excelentes habilidades, e que é sábia. Sem sabedoria não há virtudes. Que as mulheres que temem ao Senhor busquem a sabedoria divina para que possam viver de modo que os filhos e toda a sua casa possam dizer: Bem-aventurada!
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Davi foi rei, profeta e também poeta. Com certeza seu filho Salomão sofreu a influência benéfica dessa herança. O livro de Provérbios é de natureza sapiencial e também poética. Uma das mais belas poesias é essa registrada no capítulo 31 de Provérbios onde as qualidades de uma mulher virtuosa são exaltadas.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 93.
A Esposa Virtuosa (31.10-31)
É apropriado que o livro de Provérbios termine com uma nota elevada e feliz sobre as mulheres, as quais, anteriormente (exceto como mães), tinham sido descritas em termos tão negativos. Assim é que temos visto estudos sobre mulheres contenciosas (ver Pro. 19.13; 21.9; 24.24; 27.15), que são companhias indesejáveis. Então vimos bastante sobre as mulheres de costumes frouxos (ver Pro. 22.14; 23.27; 27.13; 29.3; 31.3). Mas as mães são elogiadas, se tiverem cumprido direito o seu dever de treinamento de crianças (ver Pro. 1.8,9; 10.1 e 17.25).
Esse elogio à boa esposa foi escrito em estilo acróstico, no qual a primeira letra de cada verso segue a ordem do alfabeto hebraico. Talvez o autor, mediante esse modo de apresentação, quisesse mostrar que estava trabalhando de maneira bastante exaustiva no assunto ou, pelo menos, de maneira bem ordeira e bem pensada. Na introdução ao Salmo 34, apresento notas expositivas mais detalhadas sobre o artifício acróstico literário.
“Esta seção final do livro de Provérbios é um poema acróstico que exalta a pessoa de uma nobre esposa. Cada um dos seus vinte e dois versos começa com uma letra consecutiva do alfabeto hebraico. Os versos foram escritos por Lemuel ou pela mãe dele, por Salomão ou por algum desconhecido” (Sid S. Buzzell, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2693.
Entendendo melhor
A MULHER VIRTUOSA
Provérbio 31.10-31 é um poema em acróstico no qual a primeira palavra de cada linha começa com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico. Este poema faz parte da orientação preparada pela mãe do rei Lemuel para ensinar sabedoria a seu filho (Pv 31.1). Ao descrever a mulher virtuosa, a mãe de Lemuel demonstrava como era a sabedoria quando vivida no cotidiano.
Por que a mulher de Provérbio 31 vale mais do que joias raras (Pv 31.10)? É por causa de sua sabedoria, de sua capacidade de viver de forma responsável, produtiva e próspera (Pv 1.2). O livro de Provérbios costuma personificar a sabedoria como mulher (Pv 8.1-11), e também descreve a sabedoria como mais valiosa do que qualquer riqueza (Pv 3.15,8.11).
Assim, não é nenhuma surpresa que a mulher de Provérbio 31 receba elogios no lugar mais público de todos, os portões da cidade (Pv 31.31) que, em sua época, representavam uma mistura de prefeitura com mercado. É uma mulher cujo trabalho árduo frutifica em recompensas materiais (Pv 31.13-16,21,22). Provérbios promete que aquele que buscar e encontrar a sabedoria encontrará também riquezas, felicidade, honras e vida longa. Essa mulher é um exemplo de como estas promessas são cumpridas.
É notável como essa mulher não só se aplica em trabalhos vistos como tradicionalmente femininos, tais como confecção de roupas (Pv 31.13,19), mas também nos não tradicionais, como investimento imobiliário, fazendas e comércio (Pv 31.16,18).
Além disso, suas energias estão voltadas não apenas para sustentar sua família e casa (Pv 31.11,14,15,27), mas também para atender as necessidades de pessoas da comunidade (Pv 31.20).
Em suma, a mulher de Provérbio 31 é um modelo, para homens e mulheres, de um estilo de vida que realiza e satisfaz. Ela demonstra uma conduta de trabalho e amor baseada na sabedoria de Deus.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 987.
Pv 31.10-31 - Em Provérbios, muito é revelado sobre as mulheres.
É bastante adequado que o livro fosse encerrado com a descrição de uma mulher de caráter, grande sabedoria, muitas habilidades e grande compaixão.
Algumas pessoas pensam que a mulher ideal é aquela que vive no lar e tem uma atitude bastante abnegada e servil. Mas a mulher descrita neste capítulo além de ser uma excelente dona de casa.
esposa e mãe zelosa, fabrica, importa e vende produtos, faz tapeçaria e confecciona roupas para sua família, gerencia seus recursos financeiros, compra e vende imóveis, planta e colhe sua lavoura. Porém sua força e dignidade não vêm de suas surpreendentes realizações: são o resultado de sua reverência a Deus.
Em nossa sociedade, onde a beleza física conta tanto, podemos surpreender-nos ao perceber que a aparência da mulher virtuosa não é mencionada. A causa de ser atraente é exclusivamente atribuída ao caráter dela.
A mulher descrita neste capítulo tem habilidades excelentes. A posição social de sua família é elevada. Isso pode indicar que não se trata não de uma mulher, mas de um ideal de mulher. Assim, não convém aos homens imaginar que conseguirão uma esposa com todos esses atributos, nem ás mulheres tentar imitar esse modelo em todos os detalhes; seus dias não são suficientemente longos para fazer todas as atividades dela: Veja-a como uma inspiração para você ser tudo o que puder ser. Talvez não possa ser como ela. mas pode aprender com seu trabalho, integridade e desenvoltura.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 872.
No projeto divino da criação, recebemos de Deus
atenção e atribuições especiais (Gn 1.26-27). Ele r nos dotou de capacidades gerais e específicas para o desempenho de inúmeras tarefas. Somos esposas, mães, administradoras do lar, profissionais, servas do Senhor, etc. Funções que exigem boa dose de coragem, motivação, perseverança, confiança em Deus, amor e, sobretudo, sabedoria.
Como mãe, a mulher tem a sua rotina enriquecida com novas emoções e muito trabalho. Entender e suprir as necessidades do filho é uma árdua tarefa a ser desempenhada pela mãe.
Ela tem de transmitir ao pequeno amor, carinho e segurança.
Além de acompanhar seu desenvolvimento com ensino, disciplina, coerência e diálogo.
Muitas mulheres também desempenham atividades profissionais fora do lar. Fator que exige tempo e dedicação, num desdobramento de funções, às vezes, desgastantes, que podem criar sentimentos de culpa. Como harmonizar para que o desempenho de um não prejudique o outro? Como administrar prioridades para que o resultado final seja positivo?
As capacidades femininas, orientadas por Deus, superam obstáculos.
Exemplificamos através do caso de uma família na qual marido e mulher trabalham juntos. Estavam casados há cinco anos quando nasceu a única filha do casal.
A mãe sentiu dificuldades no desempenho das tarefas maternais.
Ela era racional, objetiva e prática no seu trabalho, mas achava difícil conviver com as reações inesperadas da filha até encontrar a melhor maneira de satisfazê-la. Depois de cuidar do bebê e amamentá-lo em casa, retornou ao trabalho com a filha. Quando a menina completou um ano de idade, a mãe escolheu uma escola maternal criteriosamente.
Da mesma maneira, selecionou uma babá para cuidar da criança.
Nesse período, imaginava que, por ter escolhido a melhor escola e a mais competente babá, a menina não sentiria sua falta. Chegava em casa à noite, após todo o dia de trabalho, e a filha estava quase sempre dormindo. O contato com a mãe era raro. Em pouco tempo, a falta da presença materna e o consequente enfraquecimento do vínculo afetivo com a mãe começaram aparecer no comportamento da criança, que se tornou insegura, birrenta e revoltada.
Alertada para a importância de um tempo exclusivo para a criança, a mãe estabeleceu prioridades e passou a administrar seu tempo de maneira que conseguisse suprir as necessidades de carinho e disciplina, importantes para o desenvolvimento saudável da filha. Observamos a preocupação dela em acertar, reconhecendo a importância de um tempo de qualidade para a filha.
Em provérbios 31.10-31, temos o perfil da mulher virtuosa. Ela é ativa, amorosa, atenciosa às necessidades da família, trabalha, compra, vende, etc. Podemos ser vitoriosas e desempenhar atribuições harmoniosamente se observarmos alguns princípios:
• Identificar necessidades e estabelecer prioridades;
• Usar o tempo de maneira eficiente;
• Recorrer a Cristo como orientador e fonte de motivação;
• Cultivar bom senso e humildade;
• Ser flexível para aprender e mudar de atitude, se for necessário;
• Ter sensibilidade e fé no Senhor Jesus, de quem vem a nossa vitória.
Disse Jesus:” Sem mim, nada podereis fazer” (Jo 15.5b).
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 73-75.
I - A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA
1. Tem a confiança e o respeito do marido.
Acerca da Mulher Virtuosa, Provérbios 31.11 (ARA) diz: “O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho”. Um dos pilares de todo relacionamento duradouro é a confiança. Sem confiança não existe casamento equilibrado. O texto de Provérbios destaca que o marido da mulher virtuosa confia nela. Observamos que o vocábulo hebraico batach, traduzido como confiar mantém o significado de sentir-se seguro, estar despreocupado.
A prática pastoral nos mostra que um dos grandes problemas enfrentados por casais está na falta de confiança por parte dos cônjuges. Em muitos casos trata-se apenas de um ciúme possessivo, mas em outros percebe-se que um dos cônjuges permitiu que intrusões externas provocasse esse sentimento. O que deve ser dito é que os cônjuges devem ser sinceros um com o outro e não admitir que se criem situações que provoquem desconfiança no outro. O melhor é detectar o problema ainda no início e pedir ajuda ao parceiro. Geralmente as mulheres são mais sensíveis no
relacionamento e percebem quando há algum elemento ameaçador ao relacionamento. Nesse caso elas dão o alerta.
A escritora Cristiane Cardoso em seu livro A Mulher “V” — moderna à moda antiga, comentando sobre a mulher virtuosa de Provérbios 31, destaca:
O marido da Mulher V confia nela porque ele sabe que pode confiar. Uma mulher confiável não precisa convencer as pessoas de que podem confiar nela; o seu comportamento diário diz praticamente tudo. Você é capaz de dizer se uma pessoa é madura ou não apenas pelo seu jeito de falar. Ela tem segurança para olhar nos seus olhos enquanto fala. Pode até ser tímida, mas sempre faz aquilo que precisa ser feito; é responsável com os seus afazeres. E por isso que a Mulher V não tem necessidade de coisa alguma, e nem deixa que sua família tenha. Ela pensa em si e na sua família como se fossem um só. Se a sua família está enfrentando dificuldades financeiras, ela não fica apenas esperando que as coisas melhorem — ela providencia para a sua família.
Seus planos, seus desejos, sua própria vida não são a sua prioridade. E, por causa disso, seu marido confia nela. Ele se sente seguro por estarem ambos no mesmo barco e por ele estar não remando sozinho. Sua esposa não apenas põe as necessidades de sua família em primeiro lugar como economiza — o que, para muitas mulheres, é coisa de outro mundo.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 93-94.
O QUE NÃO É SUBMISSÃO
1. Submissão não é se anular em nome da felicidade do marido. Você não deve perder a alegria de ser quem você é, de viver a vida em sua plenitude, não deve deixar de fazer aquilo que a realiza, de dizer não sempre que necessário só por causa da "chatice" do marido. Lembre-se: o tripé dos limites é liberdade com responsabilidade e amor. Ou seja, faça tudo o que você gosta sem transgredir princípios e nem ferir o cônjuge. O apóstolo Paulo disse:
"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor." (Gl 5:13)
2. Submissão não é se tornar uma empregada doméstica de luxo do marido. Você deve fazer o seu trabalho do lar não apenas por obrigação, mas sim por prazer de servir aquele que durante o dia trabalhou duro para trazer o sustento para casa. Por isso, sempre afirmo que a submissão da mulher deve ser devocional e nunca uma imposição. As mulheres felizes no casamento, sobre tudo, gostam de servir. A mulher excelente descrita em Provérbios 31:13 é assim:
"Busca lã e linho de bom grado trabalha com as mãos".
3. Submissão não é transgredir princípios, sujeitando-se aos desejos ilícitos do marido. Com razão disse Vladimir Maiakovsky: "Amar não é aceitar tudo. Onde tudo é aceitação presumo que há falta de amor".
Quando a Bíblia diz que a mulher deve ser submissa, não é uma submissão "burra e cega". O apóstolo foi muito claro ao escrever: "Sejam submissas ao marido que se submete ao Senhor" (Ef 5:24; 1 Co 11:3). Um homem que está sujeito a Cristo jamais vai induzir ou forçar a esposa a pecar, porque em seu coração reina o temor ao Senhor. Tudo, no relacionamento entre marido e mulher, deve estar dentro dos limites do bom senso.
O QUE É SUBMISSÃO
1. Submissão é uma resposta positiva a tudo aquilo que o marido faz, demonstrando amor pela esposa.
2. Submissão é reconhecer que o segredo para viver bem é obedecer ao que foi estabelecido pelo Senhor da família, que é Deus. Ele sabe o que é melhor para todos.
3. Submissão é reconhecer o princípio de autoridade, respeitando a liderança do marido.
4. Submissão é demonstrar amor, exercendo a missão de apoio.
NOVE BENEFÍCIOS DA SUBMISSÃO DEVOCIONAL
1. Proteção. A mulher feliz no casamento reconhece que a proteção divina e do marido dependem da prática do princípio da submissão. Não há proteção na insubmissão e nem na rebelião.
2. Respeito. Quando você demonstra, na convivência com o marido, respeito, a tendência natural é receber de volta o que está plantando. Respeito gera respeito.
3. Admiração. Muitas vezes a minha esposa me liga, perguntando: "Posso comprar ou fazer ou ir...?" Dependendo do que ela está pedindo, respondo: "Querida, você nem precisava me perguntar..." Mas percebo que ela pergunta mais para demonstrar reconhecimento à minha liderança.
Esta é uma das razões porque admiro a minha esposa e procuro protegê-la.
4. Segurança. Quando a mulher cumpre o seu papel e busca estar debaixo do princípio de autoridade, ela se sente segura tanto perto como longe do marido.
5. Confiança. A confiança é a base do relacionamento. Quando você reconhece o seu marido como líder, isso contribui para fortalecer a união conjugal.
6. Paz. Talvez esta seja a busca objetiva de todos os casais que se amam e desejam crescer juntos: a busca pela
"paz". Praticar o princípio da submissão traz paz para o seu relacionamento, tornando o casamento uma viagem extremamente prazerosa.
7. Direção. Com base nas Escrituras, "o homem governa" e a "mulher edifica". Liderar é estar na frente dando a direção para os que vêm atrás seguindo o líder. Observe que, quando não há reconhecimento e nem respeito pelo líder, falta direção e isso coloca o relacionamento em risco.
8. Resposta a suas orações. Quando você como filha de Deus procura andar segundo a sua vontade, obedecendo à Palavra, Ele tem prazer em atender a suas orações.
GONÇALVES. Josué,. 5 Segredos das Mulheres Felizes no Casamento. Editora Mensagem para Todos.
Pv 31.11 O coração do seu marido confia nela. Bete. O marido da mulher virtuosa confia nela, o que significa que ela: 1. era sexualmente fiel a ele; 2. cumpria seus deveres de esposa; 3. demonstrava seu nobre caráter por meio de ações; 4. tinha capacidade de gerenciar a sua casa; 5. não dilapidava o dinheiro e os bens materiais do casal em coisas supérfluas.
Sinônimo. Se a nobre e virtuosa mulher realizasse bem todos os seus deveres, então na residência deles não haveria falta de coisa alguma. Antes, ela teria todo o necessário para um bom gerenciamento. A casa prosperaria de modo adequado. A palavra hebraica shalal significa saque, e isso podia significar que o homem não teria de sair à guerra, ou, de alguma outra maneira, não precisaria obter saque para sustentar sua casa. Em termos modernos, efe não teria de trabalhar no turno da noite, depois de trabalhar o dia inteiro, em seu emprego regular. E também não precisaria ter dois empregos para sustentar a casa. “Ele não teria de sair em excursões predatórias para prover o necessário à sua família, às expensas de tribos circunvizinhas” (Adam Clarke, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2693.
O texto continua afirmando que ela é mais preciosa que o ouro, excede a tudo que o seu marido possa desejar. É uma redundância hebraica bem conhecida, mas nem por isso menos apreciada. Efetivamente, uma mulher assim é difícil de ser encontrada, e o homem que a recebe acha uma fortuna. O coração do marido é um coração tranquilo, porquanto ela cuida de tudo e lhe dá muito ganho.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios. Editora JUERP.
2. Tem a admiração e o reconhecimento do marido.
A NECESSIDADE DE SER ADMIRADA
O texto de Provérbios 28.29 diz: “Seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas”. A psicologia vai nos mostrar que homens e mulheres são diferentes não apenas quanto ao corpo, mas também na personalidade. Vejamos algumas dessas diferenças:
Necessidades Amorosas Primordiais de Homens e Mulheres23r
Mulheres necessitam receber
1. Carinho
2. Compreensão
3. Respeito
4. Devoção
5. Validação
Homem necessitam receber
1. Confiança
2. Aceitação
3. Apreço
4. Admiração
5. Aprovação
6. Encorajamento
O quadro acima revela que a mulher é bem diferente do homem em seu lado emocional. Ela precisa de afeto, amor, compreensão e carinho (1 Pe 3.7).
Aos Maridos: Formas de Demonstrar Amor e Respeito por suas Esposas
Para que possamos valorizar nossas esposas, John Cray, psicólogo e respeitado conselheiro matrimonial, mostra como os maridos devem marcar pontos com a esposa.
1. Ao chegar em casa, encontre-a antes de fazer qualquer outra coisa e dê-lhe um abraço.
2. Faça-lhe perguntas específicas sobre o dia dela que indiquem que você sabe o que ela estava planejando fazer. Por exemplo: como foi o seu dia hoje no trabalho?
3. Traga-lhe flores de surpresa, bem como em ocasiões especiais.
4. Junte-se para ajudar no jantar ou prepare o café da manhã.
5. Faça elogios à aparência dela.
6. Quando você se atrasar, ligue para ela e avise.
7. Ofereça-se para jogar o lixo fora.
8. Quando ela falar com você, abaixe a revista ou desligue a televisão e dê-lhe sua atenção.
9 Se ela geralmente lava a louça, ocasionalmente ofereça-se para lavar a louça, especialmente se ela estiver cansada.
11). Quando sair, pergunte se tem alguma coisa que ela quer que você compre.
11. Dê-lhe quatro abraços por dia.
12. Ligue do trabalho para perguntar como ela está ou partilhar alguma coisa que demonstre intimidade ou dizer: “Eu te amo!”
13. Diga-lhe “eu te amo” pelo menos duas vezes ao dia.
14. Faça a cama e arrume o quarto.
15. Fique do lado dela quando ela estiver aborrecida com alguém.
16. Ofereça-se para dar-lhe uma massagem nas costas, nos pescoço ou nos pés (ou todas as três).
17. Faça questão de acariciar ou ser afetuoso algumas vezes sem ser sensual.
18. Não aperte o controle remoto para canais diferentes quando ela estiver assistindo com você.
19. Mostre afeto público.
20. Seja compreensivo quando ela se atrasar ou decidir trocar de roupa.
21. Preste atenção mais nela do que nos outros em público.
22. Faça com que ela seja mais importante do que as crianças. Deixe que as crianças a vejam recebendo sua atenção primeiro e antes de tudo.
23. Compre-lhe pequenos presentes — como caixas de chocolates ou perfume.
24. Tire fotos dela em ocasiões especiais.
25. Deixe que ela veja que você carrega uma foto dela na sua carteira e atualize-a de vez em quando.
26. Escreva um recado ou faça um cartaz em ocasiões especiais como aniversários.
27. Dirija devagar e com segurança, respeitando as preferências dela. Afinal de contas, ela está impotentemente sentada no banco da frente.
28. Surpreenda-a com um bilhete de amor ou um poema.
29. Trate-a como você fazia no começo do relacionamento.
30. Ofereça-se para afiar as facas da cozinha.
31. Leia em voz alta ou recorte seções no jornal que interessariam a ela.
32. Mantenha o chão do banheiro limpo e enxugue-o logo após o banho.
33. Abra a porta para ela.
34. Quando ela preparar uma refeição, elogie sua culinária.
35. Quando estiver ouvindo-a falar, use contato visual.
36. Toque-a com sua mão algumas vezes quando conversar com ela
37. Mostre interesse pelo que ela faz durante o dia, pelos livros que lê e pelas pessoas com quem se relaciona.
38. Se ela esteve doente de alguma forma, pergunte como ela está se sentindo.
39. Se ela estiver cansada, ofereça-se para fazer um chá para ela.
40. Apronte-se para dormir junto com ela e vá para a cama ao mesmo tempo.
41. Dê-lhe um beijo e se despeça quando você sair.
42. Ria das piadas e do humor dela.
43. Diga obrigado verbalmente quando ela faz coisas para você.
44. Observe quando ela faz o cabelo e faça um comentário reafirmado r.
45. Deixe a tampa do vaso sanitário abaixada.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 94-98.
Pv 31.29 Muitas mulheres procedem virtuosamente, fleche. A esposa e mãe era também uma filha de Israel, pelo que “filha” era um sinônimo virtual para mulher. Além disso, o casamento não desfez os laços originais de família da mulher, que continuavam a exercer autoridade sobre ela, pelo que ela continuava sendo uma filha daquela família. Seja como for, aquela filha tinha ultrapassado a todas as outras, embora houvesse muitas outras mulheres virtuosas e notórias. Isso também elevou o prestígio dessa nobre mulher, visto que ela tinha ultrapassado a muitas mulheres excelentes. A excelência é a segunda linha da declaração, sinônima. Ela era a mais nobre das mulheres entre uma companhia piedosa de mulheres que se notabilizavam. O termo “filha” era, com frequência, usado para indicar afeto, e talvez esse seja o motivo pelo qual o termo se encontra neste versículo.
Este versículo tem sido cristianizado para falar da igreja, a noiva de Cristo, a qual, espiritualmente falando, ultrapassa em excelência a todas as noivas.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2695.
O Livro dos Provérbios não podia terminar com maior felicidade, senão com este acróstico sobre a mulher virtuosa. Elogio admirável. Parece que aprouve ao divino Espírito Santo agraciar a humanidade com esta peroração aos Provérbios. Todavia, nem tudo era fruto da sua diligência, e, sim, do seu temor a Deus, pois a mulher que temo ao Senhor, essa será louvada. Não é sem superiores razões que, através do livro, o refrão é sempre o "temor do Senhor", pois sem este temos de pouca valia os lucros da família e da sociedade. Os grandes males de nossos dias decorrem da falta do temor de Deus por parte dos pais, que, em lugar de estarem em casa, cuidando dos filhos, estão pelos restaurantes e cabarés, sessões de TV e quejandas. Depois nos queixamos do desmazelo da sociedade. Diga-se então que o que está faltando nas sociedades modernas é o temor do Senhor Isso não existe em nossas sociedades e por isso as famílias se decompõem assustadoramente. As mulheres, com a necessidade de promoverem a sua independência, poderem comprar os seus cosméticos e seus vestidos, atiram-se ao ganha-pão de cada dia. Se casam, continuam essa mesma luta. Então que vai acontecer em seus lares? Se têm filhos, quem cuida deles? A rua aí está para os receber e perverter. Esta é a nossa situação. Graças as nossas igrejas, multa coisa está sendo sanada e melhorada, mas as igrejas não conseguem atingir todos os quadros sociais.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios. Editora JUERP.
I Pd 3.7 Do mesmo modo vós, homens, vivei com compreensão junto delas e concedei (-lhes) honra como utensílio mais frágil, feminino, sendo elas também co-herdeiras da graça da vida, para que vossas orações não sejam impedidas. Interpelam-se agora os maridos crentes. Do mesmo modo assinala que vale também para eles que se enquadrem na ordem do matrimônio. A exortação à mulher, para que se subordine, não pode levar o homem ao descontrole e à arbitrariedade, mas precisa gerar nele um aumento de responsabilidade e cuidado. Isso vale também no caso de a mulher ser descrente. A exortação apostólica eleva o matrimônio do baixo nível em que se encontrava na Antiguidade. Somente quando o amor desinteressado do marido coloca a mulher inteiramente a seu lado, a mulher será preservada de ser a serva do marido. Já pelo aspecto biológico a mulher carrega o fardo maior com vistas à descendência e ao cuidado pela família. O bom marido carrega os fardos junto com a mulher. Isso vale também para o matrimônio de hoje, na verdade especialmente para ele. Quando, no entanto, se rompem o relacionamento de amor e os laços da família, sobra o fardo pesado para a mulher. Existe somente um caminho para evitá-lo: o amor verdadeiro do marido, a agape recebida de Jesus. No entanto, isso significa que não é o marido, mas Jesus, que concede honra à mulher através do marido. Vivei com compreensão junto delas como o utensílio mais frágil, feminino. Vivei com compreensão (em grego: gnosis) junto delas refere-se à vida toda e abarca a comunhão de alma, espírito e corpo. A tradução de Lutero “vivei junto delas com razão” é viável e útil, porque a razão também é dádiva de Deus no matrimônio. Mas “razão” não capta a profundidade do termo grego gnosis. “Entendimento” já seria melhor. Entender a esposa deve ser intenção permanente do marido crente. É assim que a consideração e sensibilidade poderão tornar a convivência harmônica. Contudo a palavra gnosis vai além: significa “conhecimento” e precisa ser entendida como “reconhecer a pessoa toda”. “Vir a conhecer” é idêntico a “amar”, segundo o hebraico jadah em Gn 4.1: Adão “conheceu” sua mulher. “Vivei junto delas com conhecimento” significa, portanto, comunhão amorosa não-fragmentada, inclusive na área sexual. Desse modo Pedro fornece aos maridos a mesma instrução que Paulo em Ef 5.25 e Cl 3.19: “Vós, maridos, amai vossas esposas.” Isto é algo maravilhosamente libertador e ao mesmo tempo compromissivo: Deus não apenas tolera o amor no matrimônio, praticamente como concessão à pulsão humana, mas ele quer o amor, mais precisamente de forma abrangente. A vinculação de conhecimento e amor expressa: o marido que visa conhecer a esposa precisa amá-la, e aquele que quer amá-la, precisa tentar compreendê-la, a saber, em sua peculiaridade. E concedei (-lhes) honra como o utensílio mais frágil, feminino. O termo grego skeuos é difícil de traduzir: não somente significa utensílio, mas também pode ser traduzido como “vasilha” ou “ferramenta”. Como a mulher é chamada de o utensílio mais frágil, também o homem é imaginado como utensílio ou artefato, com a única diferença de que a mulher é o mais frágil. Isso não representa um juízo de valor, mas simplesmente constata a constituição, a disposição da mulher. Tem “construção mais frágil”, tanto no aspecto físico como psíquico: é isso que o marido deve ponderar e também compreender. Então reconhecerá e amará nela essa peculiaridade como algo tipicamente feminino. Consequentemente, a peculiaridade feminina despertará nele a característica masculina da proteção. A palavra grega para “mais frágil” (asthené) também significa mais sensível. Essa sensibilidade pode até mesmo ser a força da mulher. Torna-a capaz para sua missão junto aos fracos e carentes de ajuda. Quando o homem aprende a ver isso positivamente, a mulher como utensílio mais frágil, feminino, torna-se para ele um vasto “campo de descobertas”, que ele busca compreender e conhecer com amor.
E concedei (-lhes) honra, como as que também são co-herdeiras da graça da vida. Aqui é afastada a última dúvida em relação à igualdade de valor da mulher. Ela é co-herdeira da graça da vida, a saber, da vida eterna, da vida a partir de Deus, recebida na hora do renascimento e que será consumada na glória vindoura. Graça da vida significa o presente imerecido da nova existência e da riqueza celestial futura, concedido pelo favor de Deus. A magnitude dessa riqueza foi descrita detalhadamente em 1Pe 1.3ss. Em ser herdeiro e “co-herdeiro” dessa riqueza reside o real valor perene da vida. Ou seja, Deus atribuiu à mulher o mesmo valor que ao homem. Dessa forma aconteceu algo inédito em toda a Antiguidade  Deus posicionou a mulher ao lado do homem. O marido não somente deve reconhecê-la como co-herdeira, mas conceder-lhe honra. Por duas razões o marido deve honrar a esposa: primeiramente porque ela é mais sensível na alma e mais frágil na força física; nisso reside, pois, a exortação de oferecer à mulher proteção, cuidado e reverência. Em segundo lugar porque Deus considerou tão valiosa a mulher e lhe deu a graça da vida eterna. Essa exortação ao marido constitui um complemento necessário à exortação dada à mulher (v. 1). Tal conduta de ambos os cônjuges criará um clima familiar que gera alegria, no qual os filhos podem se sentir bem e no qual se pode servir conjuntamente a Deus.
O comportamento do marido tem como alvo: … para que vossas orações não sejam impedidas. É preciso evitar tudo o que impede a oração. Orar não é primordialmente uma questão de vontade. Uma oração mantida com forte determinação pode levar à dubiedade e à hipocrisia, quando não for condizente com a vida. Em última análise a oração é ação do Espírito Santo (Rm 8.15). Por isso a expressão não impedir as orações é idêntica ao que Paulo declara em Ef 4.30: não entristeçais o Espírito Santo. Também aqui se evidencia novamente a perspectiva do direcionamento para Deus (cf. v. 4s). Tudo depende de que se ore. Quando cessam as orações ou quando são tão tolhidas que se resumem a mera formalidade, a vida espiritual e também o matrimônio correm perigo. O plural orações seguramente visa expressar a grande variedade das orações no matrimônio. A oração conjunta constitui um estímulo vigoroso à palavra franca, ao perdão e à reverência mútua no matrimônio.
Uwe Holmer. Comentário Esperança Cartas aos I Pedro. Editora Evangélica Esperança.
I Pd 3.7 — Os maridos cristãos devem cuidar de suas esposas com o mesmo espírito altruísta que os cristãos cidadãos (1 Pe 2.13' 17), os cristãos subalternos (1 Pe 2.18-25) e as esposas cristãs (v. 1-6).
Com entendimento. O marido cristão deve ser sensível às necessidades de sua esposa, a suas forças e fraquezas, e seus objetivos e desejos. Ele tem de conhecê-la o máximo que puder, para fazer com que ela se sinta plenamente realizada.
Dando honra. O marido cristão tem de honrar sua esposa porque ela merece ser honrada (v. 1-6).
Vaso mais fraco. Esta fraqueza diz respeito à física, pois o termo vaso aqui se refere ao corpo humano.
Sendo vós seus co-herdeiros. O relacionamento descrito aqui é entre o marido e a esposa cristãos, já que todos os cristãos, e somente eles, são os herdeiros da graça da vida (Rm 8.17).
Para que não sejam impedidas as vossas orações.
O relacionamento espiritual do marido cristão com Deus é diretamente influenciado pelo modo como ele trata sua esposa.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 697-698.
A OBRIGAÇÃO DO MARIDO
1 Pedro 3:7
Em que pese a brevidade desta passagem, a mesma contém muito da própria essência da ética cristã. A característica da ética cristã é que pode ser chamada uma ética recíproca. É uma ética que nunca coloca toda a responsabilidade nem toda a obrigação sobre uma só parte. Fala dos deveres dos escravos e fala também da obrigação dos amos. Refere-se às obrigações dos filhos e, do mesmo modo, menciona as obrigações dos pais (cf. Efésios 6:1-9; Colossenses 3:20-4:1). Pedro acaba de especificar os deveres das esposas e agora passa a detalhar as obrigações dos maridos.
Todo casamento tem que estar baseado em obrigações e deveres recíprocos. Qualquer casamento onde todas as obrigações sejam para uma parte e todos os privilégios para a outra parte, está destinado a ser uma união imperfeita, com grandes probabilidades de fracasso. Note-se que isto era já em si mesmo uma nova concepção no mundo antigo. Já nos referimos à completa carência de direitos que padecia a mulher naquela cultura. Citamos a Cartão, referindo-se aos direitos do marido, mas não tínhamos finalizado essa citação, coisa que vamos fazer seguidamente: "Se descobrir a sua esposa numa ato de infidelidade, pode matá-la impunemente, sem risco de ser condenado; mas se for ela a que descobre a você, que ela não se atreva a tocá-lo nem com um dedo, pois certamente ele não tem direito algum". Quer dizer, que de acordo com o código moral romano toda a obrigação era para a esposa enquanto que todos os privilégios pertenciam ao marido. Contrariamente a isto, a característica da ética cristã é que nunca concede um privilégio sem a correspondente obrigação.
Quais são; pois, as obrigações do marido?
(1) Deve ser compreensivo, considerado. Tem que mostrar-se sensível aos sentimentos de sua esposa.
A mãe do famoso novelista Somerset Maugham era uma mulher muito bela que tinha, como se costuma dizer, o mundo a seus pés, mas o marido não era de modo nenhum o que poderíamos chamar um bom sujeito. Uma vez alguém perguntou à senhora Maugham: Por que você permanece fiel a esse homem feio e pequeno com o qual se casou?" Ela respondeu: "Porquê ele nunca me ofende".
A compreensão e a consideração eram as que cimentavam o inquebrantável vínculo. A crueldade mais difícil de suportar nem sempre é a deliberada. Muitas vezes é a consequência da simples desconsideração.
(2) Deve ser cavalheiresco. Deve lembrar que as mulheres são o sexo fraco e que deve tratá-las com a maior cortesia. No mundo antigo o cavalheirismo para com as mulheres era pouco menos que desconhecido. No Oriente era muito frequente ver, e continua sendo hoje, um homem cavalgando num sobrecarregado asno enquanto que a esposa se esforça arduamente para segui-lo a pé. O cristianismo foi aquele que introduziu o cavalheirismo na atitude do homem rumo à mulher.
(3) Deve lembrar que a mulher possui direitos espirituais iguais. Ela também é co-herdeira da graça da vida. As mulheres não participam do culto dos gregos nem dos, romanos. Até na sinagoga judia elas não participavam do serviço, e até o dia de hoje nas sinagogas ortodoxas não lhes era concedida participação. Se alguma vez lhes era permitida a entrada na sinagoga, ficavam separadas dos homens, os quais formavam a congregação, e eram ocultas por trás de uma persiana ou biombo, pois para a mulher não havia parte alguma no serviço religioso judeu. Por isso aqui surgiu no cristianismo um princípio revolucionário. As mulheres têm direitos espirituais iguais. Uma vez concedido isto, toda a relação entre os sexos foi mudada.
(4) Finalmente, a não ser que o homem compreenda e cumpra todas estas obrigações, estará levantando uma barreira que impedirá suas orações a Deus. Como assinala Bigg: "Os suspiros da mulher maltratada se interpõem entre as orações do marido e o ouvido de Deus. Há nisto uma grande verdade a respeito de nossas relações com o próximo. Quando estamos identificados uns com outros, também estamos identificados com Deus.
BARCLAY. William. Comentário Bíblico. I Pedro. pag. 105-107.
II - A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE
1. É educadora.
A mulher tem sua participação na criação de valores dos filhos, mas essa missão não é somente dela. Educar tomando por base os valores é uma missão do casal. Em seu livro Quem Ama Educa, o psiquiatra e educador Içami Tiba escreve sobre a “missão ética” que o casal tem em relação aos filhos:
“Quando o filho não respeita os pais e estes nada fazem, ele se sente autorizado a desrespeitá-los. Isso dá poder ao filho, desencadeando a inversão de valores.
Quando os pais fazem, mesmo por amor, os deveres do filho, são antiéticos. Quem está sendo enganado? Quem é o principal prejudicado?
Quando os pais arrumam a bagunça do filho, estão criando um folgado. Não é ético ser folgado, porque sempre há alguém sufocado debaixo dele. Se o filho joga lixo no chão e a casa está limpa, o sufocado pegou esse lixo por ele.
Falar mal da mãe ou do pai ausente, além de não agradar à criança, é prejudicial à educação ética porque gera insegurança e consequentes danos à autoestima. Além disso, prejudica a educação da criança, que absorve esse costume do “como somos”. Lembre-se: quem fala mal de um para o outro, quando encontra um terceiro pode também falar mal do outro.
Evitem mentir ou dar desculpas esfarrapadas na frente da criança e muito menos pedir-lhe ajuda para esse fim. Assim, evita-se a criação de um mentiroso, um dos primeiros estágios da delinquência”.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 99.
Pv 31.25 A força e a dignidade são os seus vestidos. Aine. A muiher virtuosa fazia belas roupas (vss. 22), e ela mesma se vestia com belas roupas metafóricas: a força e a dignidade, que eram qualidades morais e espirituais que a embelezavam. Tais vestes espirituais serviam-lhe de alegria e proteção. Cf. Sal. 147.16.
Sinônimo. De acordo com algumas traduções, essa dama se regozija naquilo que ela sabe que o futuro reserva para ela. Outros dizem aqui “ela se ri do futuro”, tão grande é sua autoconfiança. Ela sabe que suas qualidades morais atrairão a proteção e as bênçãos de Deus, pelo que também, no futuro, coisa alguma poderá insuflar-lhe o medo. Ela enfrenta o futuro com confiança enquanto outros vivem cheios de ansiedade. As formigas se preparam para o futuro, demonstrando sabedoria recomendável aos homens (ver Pro. 6.6-8). Além disso, não devemos tomar as coisas levianamente, nem nos jactar do futuro (ver Pro. 27.1), mas isso não significa que não podemos confiar a respeito.
Este versículo tem sido cristianizado para falar da esperança em Cristo e da vida eterna, e sobre isso podemos regozijar-nos e não sentir temor algum.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2695.
Não apenas o marido era feliz, mas todos os comensais da casa (v. 28). Uma mulher de coragem e dignidade, seus vestidos prediletos (v. 25). Ela não tinha preocupações com o dia de amanhã, porque antes providenciava tudo (v. 25). A sua fala era respeitada, visto como não usava de gírias nem de palavras vãs, mas de sabedoria, pelo que todos a admiravam. Não comia o pão da preguiça doméstica, como tantas mulheres dos nossos dias, que gastam o tempo andando acima e abaixo, negligenciando' as suas obrigações caseiras. Mesmo que se dê um desconto ao poeta admirável, ainda nos fica muito material para podermos escrever um romance sobre a mulher virtuosa de Prov. 30:10. Seu marido a louva e sem regateios, pois quem teria mulher igual? Os filhos lhe chamam ditosa, o mais elevado elogio que uma boa mãe pode esperar dos seus filhos.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios. Editora JUERP.
Sal 62.7 De Deus depende a minha salvação. Estas palavras reiteram o que vimos no vs. 2, onde há detalhada nota expositiva.
E a minha glória. Ou "honra” (Revised Standard Version). O homem fora guindado por Deus até sua elevada posição, porquanto merecia seu estado de exaltação, devido às suas excelentes qualidades. Visto ser dotado de uma alma honrada, ele era honrado na sociedade humana, e Deus era o poder por trás dos louvores que lhe eram prestados. “Deus era o autor de sua glória temporal, honra e dignidade, e também de toda a sua glória espiritual... a retidão em Cristo... na esperança da glória eterna’ (John GUI, in loc.)
Tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória, e o que exaltas a minha cabeça. (Salmo 3.3)
A minha forte rocha. Quanto a Deus como a Rocha, ver exposição em Sal. 42.9. Essa é outra repetição do que diz o vs. 2, onde ofereço outras notas expositivas.
E o meu refúgio. Quanto a esta metáfora, ver Sal. 46.1.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2242.
A Esperança (62.5-8)
O versículo 5 é semelhante ao versículo 1 e o versículo 6 repete o versículo 2. Minha esperança (5) é o livramento pelo qual ele está orando. A última cláusula do versículo 6: Não serei abalado é ainda mais forte do que a última locução do versículo 2: “não serei grandemente abalado”; cf. Harrison: “Não serei despojado” (2); “Não serei derrubado”
(6). Acerca dos versículos 6-7, cf. comentário do versículo 2. Todo povo é encorajado a confiar em Deus, em todos os tempos (8). Derramai perante ele o vosso coração, em oração e súplica, porque Deus é o nosso refúgio.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 208.
Vv. 1-7. Quando a nossa alma espera em Deus, quando entregamos os nossos assuntos à sua vontade e sabedoria, e a nós mesmos aos caminhos da sua providência, e pacientemente esperamos os acontecimentos com plena satisfação em sua bondade, podemos dizer que estamos no caminho do dever e consolo. Observemos a base e a razão desta dependência. Por sua graça Ele tem nos sustentado, e por sua providência tem nos livrado. Somente Ele pode ser a nossa Rocha e a nossa salvação; as criaturas nada são sem Ele; portanto, eu colocarei o meu olhar acima delas, em direção a Ele. O coração é firmado confiando em Deus. se Deus é por nós, não temos que temer o que possa nos fazer o homem. Após colocar a sua confiança em Deus, Davi prevê a queda de seus inimigos. Temos compreendido que é bom esperar em Deus, e deveríamos encomendar a nossa alma para que tenha constantemente tal dependência dEle, porque sempre pode dar-nos repouso. se Deus salvar a nossa alma, podemos então deixar tudo mais a seu cargo, cientes que tudo contribuirá para a nossa salvação. Assim como a fé de Davi em Deus progride em direção a uma firmeza inabalável, da mesma forma o seu gozo em Deus se realça como um santo triunfo. A meditação e a oração são meios abençoados pelos quais a fé e a esperança são fortalecidos.
HENRY. Matthew. Comentário Bíblico Matthehw Henry. Salmos. Editora CPAD. pag. 93-94.
Pv 18.10 Torre forte é o nome do Senhor. Isto é, a pessoa de Yahweh, o Deus eterno, também chamado de Elohim, o Todo-poderoso. Ver no Dicionário o artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de. Ver também o artigo denominado Nome, bem como esse assunto em Sal. 31.1, e ver nome santo, em Sal. 30.4 e 33.21.
Um sábio que esteja sob tribulação e provação tem o recurso da proteção divina, que age como uma torre (ver o artigo com esse nome, e também Sal. 46.1). A metáfora é militar. As fortificações divinas pertencem ao homem bom. Ali ele tem proteção e força contra todos os inimigos, internos e externos. Ver também no Dicionário o artigo chamado Refúgio.
Senhor. No original hebraico temos a palavra Yahweh. Esse é o nome por meio do qual Deus se revelou a Israel (ver Êxo. 3); o nome no qual os pactos foram firmados. Ver no Dicionário o verbete chamado Pactos. O amor, os cuidados e a proteção estão com Ele, e qualquer homem em pacto com o Senhor pode reivindicar essas coisas para si mesmo.
Sinônimo. O homem bom que esteja em aflição abriga-se na torre forte, sua fortaleza e refúgio. Ali são resolvidos todos os problemas. Ele está em segurança e ali é abençoado. Cf. este versículo com Pro. 3.5-8. Ver também Sal. 59.1 e 69.29. Quanto à alta cidadela, ver Isa. 26.1. “Torre forte, uma torre alta, uma rocha de refúgio, mais alta do que os homens ou os anjos, ou o próprio céu; e tais são, igualmente, aqueles que se refugiam nessa torre. Esses ficam fora do alcance do perigo, a salvo de todos os inimigos" (John Gill, in Ioc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2627.
Ali está seguro e firme (v. 10). Nada como uma torre, que não seja de marfim, onde, na hora da angústia, um pobre sofredor se acastela e encontra refúgio. O rico confia nas suas riquezas, pois são a sua cidade forte (v. 10) e, segundo imagina, uma alta muralha, todavia, segurança mesmo e cidade forte, só Deus realiza esta verdade.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios. Editora JUERP.
Pv 18.10,11 — A expressão nome do Senhor (v. 10) é uma forma de falar da pessoa de Deus, sendo aqui destacada como alto retiro, proteção divina, um tema recorrente nas Escrituras (SI 91.1 -4).
O justo se volta a Deus por segurança. O rico, pelo contrário, tende a confiar em sua fazenda [riqueza, na NVI] (Pv 18.11; Lc 12.13-21).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 972.
2. É afetuosa.
De todas as capacidades da mulher, a de gerar filhos parece ser uma da mais significativas. Ser mãe é ter aptidão para criar e dispensar cuidados maternais que são muito importantes para a vida de uma criança. Na verdade, é um papel que se desempenha para o resto da vida. E preciosa a missão de exercer a maternidade, de acordo com o que ensina Provérbios 22.6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Por meio do amor incondicional e cúmplice, a mãe ainda é capaz de ajudar o filho a produzir raízes fortes e sadias, abrindo-lhe a possibilidade de= um aprendizado que será base de uma vida plena.
A iminência da maternidade desperta na mulher são mais fortes sentimentos. Quando está grávida, ela é capaz de reconhecer o privilégio de dar à luz um filho, sentir satisfação, auto-realização e as responsabilidades inerentes à nova etapa da vida; ser mãe.
Desde os primeiros instantes de vida do filho, ela demonstra sua dedicação ao bebê em cada gesto. Enquanto ele ainda é pequeno, a mãe passa grande parte do tempo atendendo às necessidades dele.
Consegue olhar para a sua prole e captar mensagens importantes que nem sempre estão explícitas naquilo que o pequenino diz. Ela aprende a ler nas entrelinhas das frases a essência do que realmente está acontecendo. Com muita propriedade, procura ajudar o filho a alcançar a maturidade e desenvolver a capacidade de tomar iniciativas, mas também aplica disciplina quando é necessário.
Outra coisa que a mãe conhece bem é o padrão de vida ideal para sua filha. Segundo esse modelo, a identidade sexual da menina será desenvolvida, provavelmente, a partir das experiências compartilhadas pela mãe. Caso seja bem-sucedida nessa função, ela será apontada como exemplo pela filha, quando esta já for adulta. Essa responsabilidade materna, que deve ser exercida de forma coerente, exige da mulher muita atenção para que a transmissão desses valores para os filhos não gere conflitos.
Desenvolver e manter raízes fortes, às vezes, causam sofrimentos que levam a mãe a transpor grandes obstáculos em favor dos filhos.
Há ainda a vida de constante oração por eles, amando-os em qualquer circunstância e manifestando seus sentimentos para alcançá-los.
A mãe cristã sabe exercitar a fé de tal forma que consegue visualizar todas as possibilidades da vida e torná-las mais fáceis por intermédio do amor. Ela também mostra aos filhos o caminho da Salvação; ensina-lhes como é precioso pertencer a Cristo; transmite valores que os ajudarão a ser bons cidadãos e outros, igualmente importantes, que os conduzirão à vida eterna.
Encontramos na Bíblia modelos de mães que, como você, além do amor maternal tem grande preocupação com a vida espiritual dos filhos. Ana, esposa fiel e considerada mãe ideal é um exemplo. De acordo com Samuel 1.27,28 ela orou durante muito tempo pedindo ao Senhor um filho. Cumpriu-se a vontade do Criador e seu clamor foi atendido. Assim como prometera, quando o menino nasceu, Ana, abnegada e agradecida, o consagrou a Deus. De todo coração, cuidou de Samuel, trabalhando para que ele fosse uma bênção nas mãos do Todo-Poderoso.
Maria, a mulher escolhida por Deus para a sublime missão de ser a mãe do Salvador do mundo, possuía características que agradavam ao Senhor como humildade, submissão, santidade e uma vida de oração.
Ela soube ouvir e entender a vontade de Deus a respeito da criação de Jesus. Leia Lucas 1.46,47 e medite sobre o momento em que ela expressa o seu agradecimento ao Senhor.
Não podemos esquecer de Eunice, mãe de Timóteo, reconhecida pelo apóstolo Paulo como mulher de fé. Eunice transmitia ao seu filho ensinamentos preciosos que se tornaram requisitos importantes no seu ministério (2 Tm 1.5).
Verdadeiramente a Palavra de Deus contém boas lições sobre o correto desenvolvimento dos filhos e a orientação precisa para auxiliar as mães nessa nobre tarefa. Num mundo cada vez mais corrompido, ajudá-los a crescer espiritualmente — com corpo e mente sadios — é fundamental. Mas para isso, é necessário recorrer à graça e à sabedoria que vem do alto, conforme orienta 1 Coríntios 2.52 e Colossenses 3.21.
Parabéns por sua dedicação, amor, desprendimento, esforço, carinho e trabalho em prol do bem-estar, equilíbrio e formação do seu filho. Louvamos a Deus por sua preciosa vida. Ele certamente saberá recompensá-la, com muita alegria e paz, e ainda capacitá-la para que continue a doce e, às vezes, espinhosa missão de ser mãe. “Levantam-se os seus filhos, e chamam-na bem-aventurada” (Pv. 31:28a).
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 113-115.
Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). Esse texto fala do amor inesquecível da mãe e de uma possibilidade remota: a de que, contrariando a própria natureza materna, uma mulher não tenha amor pelo filho e dele se esqueça.
A mensagem ressalta ainda o grande amor de Deus para conosco. Nessa época, os israelitas passavam por grande angústia. Estavam desanimados, sentiam-se abandonados e não paravam de se queixar.
Em resposta, Deus demonstra sua capacidade divina para amá-los. Fazendo uma analogia com o mais puro amor humano, o amor materno, torna claro para eles que o seu amor supera a possibilidade de vir a esquecê-los.
Ser mãe faz parte da realização da mulher. E um privilégio e também uma grande responsabilidade. Os filhos são herança e bênçãos do Senhor (SI 127.3; 128.3; Dt 28.4; 1 Tm 2.15).
A mãe é a principal figura para suprir as necessidades físicas e afetivas do filho. Nessa relação de doação, ela cumpre função vital para o desenvolvimento da identidade da criança. Esta apresenta inúmeras necessidades que são identificadas e satisfeitas pela mãe à medida que vão surgindo. A sensibilidade materna alcança as pequenas ansiedades que, sutilmente, afetam os filhos.
Valorizar significa reconhecer qualidades com estima, apreço e consideração. A necessidade de reconhecimento, ou seja, a valorização pessoal é um ingrediente importante no desenvolvimento da autoestima e do autoconceito de uma criança, que nem sempre verbaliza essa necessidade. Porém, se estivermos atentas é possível percebê-la nas entrelinhas.
A nossa tendência natural é disciplinar a criança pelos comportamentos inadequados que apresenta e pouco elogiar as suas qualidades.
Pensando nisso, relacionamos algumas sugestões que podem ajudá-la a enriquecer o seu repertório de procedimentos na valorização do seu filho.
• Ore por seu filho antes mesmo dele nascer. Há poder nessa oração (ISm 1.27,28);
• Faça como Ana, Maria, e outras mães da Bíblia, que apresentaram e entregaram seus filhos, dedicando-os a Deus no início de suas vidas (ISm 1.28; Lc 2.22);
• Encare a tarefa de criá-los como um ministério (Dt 6.7; Pv 29.17);
• Crie um ambiente no lar onde eles possam compartilhar alegrias e suavizar as tristezas (Cl 3.21);
• Selecione boas sementes para plantar no coração deles no tempo certo do seu desenvolvimento (Ec 3.1);
• Prepare-os para a vida (Gn 18.19; Ef 64);
• Construa uma lista de prioridades na qual a atenção para ouvi-los, a valorização de suas qualidades e correção dos defeitos, com amor e firmeza, sejam colocadas à frente de tantas outras coisas também importantes (SI 78.4);
• Acredite no seu potencial, garantindo motivação para boas realizações e comprovação de que é capaz. Respeitá-lo e ensiná-lo é também sinónimo de valorização (Ef 6.4), bem como esperar dele respeito e valorização (Hb 12.9);
• Reconheça suas características positivas e corrija-o quando necessário a fim de atendê-lo na preparação para a vida adulta. Siga o exemplo do Senhor, que como pai amoroso nos corrige e ensina (Hb 12.6-8; Pv 19.18; 22.6,15);
• Faça a vontade de Deus conhecida como faziam os israelitas com os seus filhos. Ensiná-los a amar e obedecer ao Senhor é uma ordem do próprio Deus (Dt 11.18-20);
• Demonstre amor incondicional;
• Mesmo disciplinando transmita amor;
• Use linguagem de aceitação, mesmo quando não concorde com as suas idéias e quando não possa fazer tudo o que eles querem;
• Não os ridicularize nem sequer envergonhe-os na frente de outras pessoas;
• Não os menospreze. Não faça ameaças ou tente suborná-los.
Tais atitudes atingem o cerne da personalidade da criança e a sua auto-estima;
• Por meio de suas palavras e sensibilidade ajude a mudar comportamentos e desperte nele respeito, confiança e vontade. Assim, alcançará o coração de seu filho;
• Fique perto deles, compartilhe de suas vidas, ouça suas confidências, na alegria e na tristeza. Maria, mãe de Jesus, estava ao lado do Senhor na festa de casamento — as bodas em Cana (Jo 2.1) — e junto a cruz (Jo 19.25).
A Bíblia ilustra o padrão bíblico para o desenvolvimento da criança, por meio da descrição do crescimento de Jesus, como relata Lucas 2.52. Cuide do crescimento espiritual, físico e mental de sua criança. Jesus, na sua infância recebeu esses cuidados de sua mãe e pôde crescer saudável (Lc 2.40).
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 143-145.
Sal 31.28 Levantam-se seus filhos, e lhe chamam ditosa. Cofe. A mulher virtuosa merece louvores, e os primeiros a reconhecer isso são os seus filhos. Eles se levantam e a ovacionam, entusiasmados! Eles a chamam de bem-aventurada, feliz, e a elogiam sem isenção. Ela não tem defeitos e nunca incorre em erro. É um anjo disfarçado, ou assim parece ser. A maior coisa que seus filhos podem fazer é louvá-la e seguir o seu bom exemplo. Nenhuma mulher conseguirá ultrapassar o bom exemplo deixado por ela, mas muitas tornar-se-ão exemplos significativos para outros, se tentarem sinceramente.
Sinônimo. O marido da mulher virtuosa, mais difícil de impressionar e agradar que os filhos, concordará de modo absoluto com a aclamação dos filhos. Ele também se levantará e a ovacionará de bom grado. Ele não encontra no que criticá-la, e dirá somente palavras de louvor. Seu marido a louvará quando ela sair a fazer algum trabalho, e na porta da cidade dirá: “Ela é a maior mulher do mundo”. E, realmente, mesmo que haja no mundo uma mulher parecida com ela, inquestionavelmente, ela será a maior. É como diz uma antiga canção:
E quando os anjos me pedirem para relembrar Quem é a maior, responderei:
“Ela é a maior, ela é a maior,
Ela é a maior de todas elas".
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2695.
Pv 31.28-29 Essa seção descreve a vida familiar dela.
Pv 31.28 Levantam-se... lhe chamam ditosa. Era uma mulher muito respeitada, pois havia conquistado os elogios de sua família. Veja nota em 29.17. Não pode haver maior alegria para uma mãe do que ter o reconhecimento dos filhos de que foi a responsável pela fonte de sabedoria que os levou a temer a Deus.
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 833.
III - A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA
1. É dona de casa.
“A mulher que Deus descreve em Provérbios 31”, observa Jaime Kemp, “tinha serva (v. 15). Certamente, não há nada de errado em recebermos ajuda de uma pessoa. Porém, observe que ela não deixava de se envolver com o bom andamento da casa — ela controlava as atividades e a atmosfera do seu lar.
Se temos alguém que nos ajuda em casa, precisamos ter cuidado para que isso não seja uma tentação, uma porta aberta para fugirmos e deixarmos os nossos filhos e as nossas obrigações nas mãos de outra pessoa. Devemos aproveitar a ajuda que recebemos para fazer coisas “especiais” para a nossa família; para estar disponível quando os nossos filhos precisarem de nós; para procurar meios criativos de ajudar nossos maridos”.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 99-100.
Parece muito forte a expressão bíblica que atribui à mulher uma influência incomum no lar: “Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derriba-a com as suas mãos” (Pv 14.1). Observando atentamente esse versículo, concluiremos que não se trata de uma simples dedução, mas uma afirmação categórica, pois não oferece margem para interpretação alternativa ou paralela.
O autor sagrado faz questão de deixar claro que a influência da mulher é extremamente forte. Se ela for sábia, edificará o lar; se tola, acabará por destruí-lo. Isso implica numa grande responsabilidade para todas nós.
Que influência eu exerço em meu lar? Será que faço o suficiente para ser considerada alguém capaz de construir? Ou tenho colecionado rótulos e estigmas que bloqueiam minha atuação como mulher sábia?
A sabedoria é uma capacidade que Deus coloca à nossa disposição.
Por isso, não podemos nos queixar, alegando não saber onde encontrá-la. A Bíblia é muito clara quando trata do assunto. Se alguém tem falta de sabedoria peça ao Senhor que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto (Tg 1.5).
Sabedoria é a capacidade de discernir, compreender e agir no momento certo e da melhor maneira possível. Por conseguinte, a mulher sábia conhece e pratica o que é conveniente. Ela está ciente de que é necessário refletir com serenidade antes de tomar qualquer decisão.
Há diferenças significativas entre as mulheres tolas e as sábias. A tola é a mulher que só age por impulsos ou que simplesmente tudo racionaliza, usando de uma ótica puramente humana para interpretar a vida e tudo o que lhe diz respeito como relacionamentos e problemas.
Agir assim significa ser sábia aos próprios olhos e desprezar os conselhos que encontramos na Palavra de Deus, o que é muito perigoso (Is 5.21). Tendo em vista nossas limitações, podemos distorcer valores e agir de maneira egoísta se nortearmos nossas ações somente pelas operações intelectuais. É necessário buscar, em primeiro lugar, a orientação divina.
Refletindo de forma abrangente nessa passagem vemos que o corpo, enquanto “casa” ou “templo”, também pode ser edificado ou destruído. Na verdade, grande é a responsabilidade quanto aos cuidados que devemos ter em relação a nós mesmas. Afinal, nosso corpo é templo do Espírito Santo. Ele habita em nós e não somos mais de nós mesmos (1 Co 6.19).
Cuidemos, pois, de nosso corpo, alma e espírito, levando em consideração as necessidades para nossa existência. Conservemos a saúde mental, espiritual e física. Assim, estaremos mais dispostas e motivadas a realizar as atividades que nos impõem os papéis que temos a desempenhar.
Para alcançarmos uma visão clara dos problemas que nos cercam é imperativo que aprendamos a pensar com a mente de Cristo (1 Co 2.16). Mas para tanto, precisamos de tempo para ponderar, avaliar e considerar a vontade de Deus. E necessário examinar as coisas com critérios bem definidos e em conformidade com os valores divinos. E o que recomenda o apóstolo Paulo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5).
De que forma é possível mostrar nossa sabedoria no dia-a-dia? A resposta vem de Tiago: “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3.13). Ele ainda acrescenta: “Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia” (v. 17). Agir com sabedoria no lar é fundamental para obter grandes vitórias (Pv 31.10-31). É claro que o marido deve também buscar e exercer a sabedoria que vem do alto, pois é o chefe e o sacerdote da família. Se o marido e a mulher se pautarem segundo esse padrão, o lar funcionará como uma máquina bem ajustada e azeitada. Não haverá atrito. A unção do Espírito Santo se encarregará de trazer a benção e a harmonia para todos.
Aperfeiçoemo-nos sempre e dediquemos nosso tempo a orar e a ler a Bíblia. Quem ouve a Palavra de Deus e as pratica é comparado ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. As tempestades não conseguem derrubá-la porque ela está bem alicerçada (Lc 6.48-49).
Com a sabedoria que vem de Deus, podemos edificar nossa casa e fazer de nosso lar um lugar agradável e alegre, um verdadeiro refúgio.
Jamais nos esqueçamos desta recomendação do apóstolo Paulo: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16).
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 187-189.
Pv 31.27 Atende ao bom andamento da sua casa. Tsade. A mulher virtuosa faz um bom trabalho de gerenciamento e supervisão, cuidando de cada detalhe de sua casa e de cada membro da família. Ela não corria para todos os lados, ocupando- se com os negócios de outras pessoas, usando de maledicências, assistindo a intermináveis novelas, metendo-se na vida dos outros ou atarefando-se em outras atividades próprias das “mulheres”.
Sinônimo. A mulher virtuosa “não comia o pão da ociosidade”. Cf. o “pão da tristeza”, em Sal. 127.2. “Comer” é uma metáfora que significa “estar ocupado com”, “achar importante”, como se fosse algo essencial ou vital. A dama virtuosa mostrava-se industriosa (vss. 13 e 17). No entanto, neste versículo, a expressão parece significar: “comer pão que a pessoa não ganhou com seu trabalho, visto
andar no ócio o tempo todo”. Em outras palavras, a mulher virtuosa ganhava com seu trabalho tudo quanto obtinha. Ela não era um parasita.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2695.
Cuida bem dos assuntos relacionados à sua casa, para obrigar cada um a cumprir os seus deveres com Deus e uns para com os outros, assim como ela mesma o faz.
HENRY. Matthew. Comentário Bíblico Matthehw Henry.  Editora CPAD. Provérbios. pag. 63.
2. É empreendedora.
Por outro lado, Lawrence Richards ao comentar sobre o lado empreendedor da Mulher Virtuosa destaca que:
O que é surpreendente sobre a descrição de Provérbios 31 é o fato de contradizer tão vigorosamente a opinião de alguns cristãos de que uma boa esposa deve ficar em casa, ter bebês e se ocupar do trabalho de casa. Provérbios 31 nos mostra uma mulher do Antigo Testamento que é, na verdade, uma mulher de negócios, que usava ao máximo os seus talentos e as suas capacidades, e realizava o mesmo tipo de tarefas que os homens daquela sociedade realizavam.
“A mulher virtuosa” do Antigo Testamento não é a mulher silenciosa e subserviente que tantos cristãos imaginam, mas uma mulher decidida e realizada, cujo sucesso a revestiu “de força e glória” e que se sabe que fala “com sabedoria”, pois “a lei da beneficência está na sua língua.
Em seu comentário do livro de Provérbios, Antônio N. Mesquita destaca:
Parece que o marido dessa mulher ocupava um lugar destacado junto às portas da cidade, onde eram decididos os assuntos menos graves entre o povo. Os maiores eram levados ao rei. Esse marido é estimado entre os juízes, pois uma mulher assim honra o seu marido em qualquer posição social. Era costume primitivo entre os orientais assentarem-se os homens de respeitabilidade à porta de entrada das cidades e ali eram decididas queixas de uns contra os outros. Foi à porta da cidade que os anjos encontraram Ló (Gn 19.1).
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 100-101.
O COMPANHEIRISMO
    Deus, ao criar Adão, deu-lhe uma enorme responsabilidade de cuidar daquilo que Ele havia criado. Dentre as responsabilidades, quero destacar a missão de dar nome a todos os animais. Durante essa missão Adão começou a sentir uma solidão tremenda, pois observou que entre todos os animais não havia um que lhe servisse de companhia. Afinal, Adão era o único ser humano da terra. Observe como a Bíblia descreve isto: “E Adão pôs os nomes a todo gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que lhe correspondesse.” (Gn 2.20) Adão tinha uma missão enorme, mas não tinha uma companheira que o ajudasse. Então Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que seja idônea” (Gn 2.18).  Deus contemplou o coração do homem e lhe deu a resposta - a mulher, para que fosse uma companheira que o ajudasse.
    Está aí o segundo princípio que quero destacar: o companheirismo. Deus criou a família para que um ajudasse o outro. Na família precisa haver parceria, companheirismo e reciprocidade. A expressão usada por Deus, “auxiliadora idônea”, é muito significativa. A palavra hebraica usada para “auxiliadora” foi ezer, “alguém que está junto, ao lado de”, “pronto para ajudar”. Para idônea, foi neged, de difícil tradução, que quer dizer “correspondente a”, “apropriado para”. Dito isto, fica entendido que a expressão “auxiliadora idônea” significa “alguém igual que está ao lado para ajudar”.
    Está assim estabelecido por Deus o princípio para o casal: o companheirismo. Salomão em Ec 4.9-12 destaca de maneira belíssima a importância do companheirismo no casamento:
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga o seu trabalho. Se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará?  Se alguém quiser  prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”
    A família precisa resgatar este princípio depressa. Quantos não estão sofrendo o pior dos sentimentos, que é a solidão a dois? Vivem debaixo do mesmo teto, mas estão separados. O companheirismo cedeu lugar para a competição e acusação. Muitas vezes quando ocorre um problema, a pergunta é: “Quem foi o culpado?” Enquanto a pergunta certa seria “Como posso ajudar você?”
    Um certo pastor gostava de perguntar aos noivos: “- Você quer casar para ser feliz ou para fazer seu futuro esposo ou esposa feliz?” A resposta que gostava de ouvir era: “Para fazer a minha futura esposa ou meu futuro esposo feliz”. Quando se casa pensando em preencher o companheiro (a), essa reciprocidade é abençoadora para ambos. No amor não cabe o egoísmo. O “amor não busca os seus interesses”.
    Este princípio é cada vez mais estranho à nossa sociedade. Como cristãos precisamos reafirmar este princípio divino para a família. “Na saúde ou na doença ou na riqueza ou na pobreza”. O companheirismo é essencial.
AUTOR DESCONHECIDO.
IV - A MULHER VIRTUOSA COMO SERVA DE DEUS
1. Dá um bom testemunho.
Pv 14.1 A mulher sábia edifica a sua casa. Diz aqui o hebraico, literalmente: “a sabedoria da mulher”. Ao que parece, o autor sacro oferece-nos outro versículo sobre a Senhora Sabedoria. Por isso a Revised Standard Version traduz aqui por “A sabedoria edifica a sua casa”. Cf. Pro. 1.20-23; 3.16-18; 4.3-6; 8.1-21 ;9.1-6. Contrastar isso com a Senhora Insensatez, em Pro. 9.13 ss. Alguns intérpretes consideram uma glosa as palavras “a mulher", e, se isso é uma suposição correta, então o assunto do versículo é simplesmente a sabedoria. Seja como for, a Sabedoria edifica um lar que é bom para todos, mas a Senhora Insensatez só deseja derrubar o seu lar.
Antítese. A Senhora Insensatez, com as próprias mãos, derruba a boa casa que a Senhora Sabedoria edificou. Uma casa literal pode estar em pauta; ou então devemos pensar no lar de cada pessoa, que inclui a sua vida; mas não está em vista o lar eterno. A maior parte dos intérpretes considera que o versículo consiste em um mandamento que nos ordena cuidar bem de nossas casas, talvez sugerido por Pro. 13.24. “A mulher insensata, através de sua negligência, má administração, auto-indulgência e descuido com os filhos derruba a própria casa” (Fausset, in loc.). Isso contrasta com a mulher virtuosa de Pro. 31.10 ss.
Este versículo tem sido cristianizado para indicar a casa espiritual que o evangelho edifica, a qual envolve o destino das almas. A casa simboliza aqui a igreja, fonte originária de toda a nutrição para os membros da casa, e o próprio Cristo é o Pai da casa.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2605.
O verso 1 nos faz recuar ao capítulo nono e às casas da Sabedoria e da Loucura. A referência não pode ser à edificação literal de casa, o que dificilmente poderia ser trabalho para mulheres, mas bem pode referir-se à vida doméstica, que pode ser "edificada" ou "derrubada" pela sabedoria ou falta de sabedoria da esposa e mãe.
DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Provérbios. pag. 49.
A mulher sábia... significa que há mulheres que não são sábias, e isto não padece dúvida. Uma edifica a sua casa e a outra a destrói. O ensino deste verso não se contesta. Refere-se à mulher em casa, como administradora, economista e zeladora dos negócios do lar. Nisso, tanto pode construir como destruir. Há maridos que não conseguem equilibrar as finanças domésticas, porque a mulher é perdulária e gastadora. Outras há que desgovernam a casa, e os maridos não conseguem levantar a cabeça. Essas tais não são mulheres sábias. Talvez essas mulheres não sejam das que andam no caminho do Senhor, porque os que andam na retidão temem ao Senhor (v. 2). O que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza. Segundo esta escritura, tudo depende de andar ou não nos caminhos de Deus, pois os que não andam, o desprezam. Para tal gente só o verso 3 tem um remédio: Está na boca do insensato a vara... mas os lábios do prudente o preservarão. A prudência em tudo é construtiva, seja no falar, seja no proceder; mas quantos há que se comportam como esta sentença? De um modo e de outro, a maioria peca. Conversa vã é praga humana.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios. Editora JUERP.
Pv 31.23 Seu marido é estimado entre os juízes. Nune. A dama nobre tinha um marido nobre, conhecido nas portas da cidade como juiz ou abastado mercador. Ver Pro. 1.21 quanto às portas. A mulher, sábia e industriosa como era, fomentava a posição de seu marido entre os outros homens da comunidade. Por outra parte, ele tinha o seu próprio prestígio, pois a mulher virtuosa não se casaria com qualquer um.
Sinônimo. O bom homem tinha ocupado seu lugar entre os mais importantes da comunidade, os anciãos que administravam a justiça nas portas da cidade. “Embora ela fosse uma mulher obviamente agressiva e competente, agia de maneira que honrava a liderança de seu marido, em lugar de denegri-la. Ela o respeitava e o edificava" (Sid S. Buzzeil, in loc). Cf. Pro. 22.22b. “Não tendo ansiedades domésticas, ele era livre para fazer o que lhe competia na vida pública” (Ellícott, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2694.
Pv 31.23 estimado entre os juízes. Essa mulher contribuía em muito para o sucesso e posição de seu marido na sociedade (vs. 10-12).
A harmonia doméstica de que ele desfrutava promovia a sua honra pública. A boa reputação de um homem começa no seu lar e, dessa maneira, também a virtude de sua esposa (cf. 10.22).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 833.
2. É temente a Deus.
Comentando os versículos 30 e 31 do livro de Provérbios, o expositor bíblico William MacDonald destaca:
Aqui o autor concorda com a afirmação do marido. De fato, algumas mulheres são graciosas, porém não tem sabedoria; são formosas, porém insensíveis; mas a mulher que teme ao Senhor, conforme a descrição acima, será reconhecida publicamente por sua diligência, seu caráter nobre e suas surpreendentes realizações.
É bastante adequado e digno de nota que Provérbios termine exaltando a mulher idônea. Três mulheres se destacaram nesse livro: a personificação da sabedoria e seu convite para o banquete, a mulher imoral ou prostituta e, por fim, a mulher virtuosa (ou esposa exemplar).
Em seu comentário de Provérbios 31, o expositor bíblico F. B. Mayer conclui:
A mulher ideal, aqui retratada, é uma esposa. Ela é o apoio e a segurança do seu marido. Não somente quando chega à sua casa, ainda recém-casada, na glória e beleza de sua mocidade, não somente quando sua beleza feminina prova a admiração dele, mas, muito depois e até ao fim da vida ela lhe faz bem. Ela está sempre atarefada. É econômica na administração dos rendimentos dele. Se ele traz o dinheiro para ela, gasta-o economicamente visando o bem-estar de ambos.
É no lar que o homem acumula forças para sua vida pública. No lar, a mulher lhe comunica a inspiração e a força que o fazem “estimado entre os juízes”. Seu segredo: discreta lealdade, sabedoria e economia inspiram crescente aprofundamento e apreciação, de modo que o homem que na primavera a escolheu dirá dela entre os flocos de neve da velhice: “Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 101-102.
Criadas como obra-prima das mãos de Deus recebemos inteligência para pensar, interpretar e solucionar problemas, sensibilidade para criar laços afetivos, habilidade para desempenhar papéis, capacidade materna para alcançar as necessidades dos filhos e para desenvolver discernimento espiritual na compreensão da vontade de Deus e do seu plano para a nossa vida.
No lar, por meio de um relacionamento saudável, abrimos espaço para semear, cultivar e orientar o desenvolvimento espiritual dos nossos filhos, vivendo com eles valores cristãos que contribuirão para a decisão individual de salvação deles. Quanto ao esposo, é também abençoado. Onde a Palavra de Deus é vivenciada há paz e alegria bem como motivação para cuidar da vida espiritual. Naila é um bom exemplo:
Esta jovem mãe contou-nos como está conseguindo administrar os seus papéis de mãe e esposa, priorizando o ensino e cultivo dos valores cristãos no lar. Casou-se aos 21 anos com um jovem crente. A preocupação de ambos era constituir uma família que servisse a Deus.
Eles são pais de dois meninos, atualmente com 16 e 14 anos, e uma menina de 10 anos. Pedindo sempre sabedoria de Deus, e buscando orientação na sua Palavra, Naila, que também é professora, aproveitou alguns conhecimentos sobre planejamento. Tornou-se muito observadora das necessidades dos filhos e desenvolveu a base para a evangelização deles no lar.
Ela e o marido definiram as prioridades a fim de alcançar este propósito: aproveitar sempre oportunidades informais do dia-a-dia com seus filhos para comprovar o cuidado de Deus e o seu amor; demonstrar por meio de gestos e atitudes alegres a satisfação de pertencer ao Senhor; e desenvolver com eles atividades na igreja, valorizando o serviço para Deus. Assim têm feito e já colhem frutos desta prática.
Naila reconhece que a influência como mãe e esposa pode melhorar ou comprometer relacionamentos. Seus filhos são obedientes por conscientização e não por pressão. Valorizam os ensinamentos recebidos porque são coerentes e vivenciados em família. Além disso, há boa comunicação e diálogo em casa. Todos contam as suas experiências, ouvem opiniões, discordam, ponderam e quando algo é difícil para resolver, conhecem o caminho da oração.
Na igreja, os filhos participam de atividades de música, o pai é diácono e a mãe faz parte do grupo de visitas e discipulado. Em casa, se reúnem para um breve culto doméstico. Por meio desse exemplo, torna-se claro a possibilidade de um trabalho silencioso e abrangente que a mulher pode desenvolver dentro do próprio lar, tornando-o feliz para a glória de Deus.
No reino animal, as fêmeas cuidam e protegem seus filhotes enquanto eles não têm condições de defenderem-se sozinhos. A mulher, além de cuidar e proteger, também educa e ensina as suas “crias” zelando pela sobrevivência física e espiritual num mundo tão corrompido (Pv 22.6).
Contar aos filhos sobre Jesus, aproveitando as situações domésticas e dificuldades que surgem é rica oportunidade para solidificar uma postura de desafio frente aos problemas da vida. Assim, evitam que percebam tudo ao seu redor como ameaça, pois Jesus, o Príncipe da Paz, está conosco para nos dar vitória.
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 131-132.
Santidade é a qualidade ou estado daquele que é santo.
Etimologicamente, significa ausência ou separação de tudo o que é impuro ou pecaminoso. Santidade é resultado do processo de santificação.
Santificação — do grego hagiasmos — é o processo de se tornar santo. Implica em uma participação ativa e constante da pessoa, e é abrangente. Atinge espírito, alma e corpo, processando-se de dentro para fora (2 Co 7.1; 1 Ts 5.23). Os versículos mencionados nos exortam a refletir sobre o valor que temos para Deus.
Fomos escolhidas por Ele para uma vida santa (Jo 15.16). Nosso corpo e espírito pertencem a Deus (1 Co 6.20). Porém, o compromisso com o Senhor implica em seguir novos padrões de comportamento, pois o corpo é templo do Espírito Santo. Assim, devemos cuidar dele por dentro e por fora com muito critério para que seja edificado de tal forma que por ele glorifiquemos a Deus (1 Co 6.15).
Por meio da salvação, pelo sangue de Jesus, nossa natureza pecaminosa é transformada. Deixamos de ser escravas do pecado e passamos a ser participantes da natureza divina porque somos filhas de Deus (Rm 8.13) Desta forma, os desejos impuros, a busca por prazeres pecaminosos, a gratificação sensual, e outras concupiscências, serão sanadas e em seu lugar irá aflorar um grande prazer pela íntima comunhão com Deus (2 Co 6.17,18). Quando vivemos em espírito andamos também em espírito (G1 5.25).
No Antigo Testamento, encontramos a importância da santidade para homens e mulheres. Deus sempre, em todos os tempos, esperou que separadas do mundo, por meio de nossas expressões de comportamento e manifestações na sua obra, evidenciássemos a sua natureza divina (Lv 11.45).
Santidade como ordem do próprio Deus, Deus fala com Moisés no Monte Sinai sobre exclusividade e santidade do seu povo (Ex 19.6). Em Levítico 11.45, o Senhor declara o seu poder e ordena que sejamos santos, pois Ele é santo. No capítulo 19.2, Deus coloca a santidade como mandamento a Israel.
No Antigo Testamento, observamos mulheres com as mais diversas características. As que buscam a Deus procurando santificar suas vidas. Como exemplo citamos Sara, esposa de Abraão. Apesar de suas fraquezas, foi honrada por Deus, considerada a mãe das nações (Gn 17.15-16), e foi lembrada na galeria dos heróis da fé como alguém que creu na promessa de Deus (Hb 11.11). Ana, mãe de Samuel, santificou sua vida no altar de Deus e foi recompensada com vitória (ISm 1.15).
No Novo Testamento, a santidade é colocada como pré-requisito para as filhas de Deus. A santificação é uma ordem ou mandamento (Hb 12.14 e IPe 1.16). A Bíblia exorta o crente à santificação (Rm 6.2-19; 2Co 7.1; lTm 1.5). Em I Tessalonicenses 4.3-7 observamos a vontade imperativa de Deus para a vida da mulher cristã. O Senhor nos elegeu e espera que sejamos exclusivamente dEle como nos apresenta os textos de Efésios 1.4 e 2Ts 2.13.
A santificação é o resultado da salvação. Quando aceitamos Cristo, a graça divina opera em nossa vida, resultando em pureza. Abandonamos a vida velha, as práticas mundanas, e passamos a viver separadas do mundo e do pecado em constante renovação (2Co 5.17).
E um processo possível e necessário.
E uma opção pessoal experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para a nossa vida. Para isso, é preciso que haja transformação e renovação do nosso entendimento a fim de que não nos deixemos influenciar pelos falsos modelos de comportamento que a sociedade apresenta (Rm 12.2).
Quando o amor de Deus enche os nossos corações, queremos que a sua vontade prevaleça em nós. Sentimos necessidade de um contato mais íntimo com Deus, buscando estar cheias do Espírito Santo.
Somente pelo poder do Espírito Santo é possível viver para agradar a Deus (Rm 8.2).
O Espírito Santo é capaz de purificar nosso coração de desejos e inclinações más. Conscientes, precisamos resistir e permitir a sua atuação.
Caso contrário, haverá ameaça à vida espiritual, pois o pecado, sendo consumado, gera a morte (Tg 1.14). A santificação é imprescindível na vida da mulher cristã. Sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
Efeitos da santificação
• Nossa percepção, elaboração mental, interpretação da realidade e expressões de comportamento são influenciadas pelo Espírito Santo que nos orienta e guia. Assim a vontade de Deus se torna clara para nós.
• Pela santificação nos tornamos parecidas com Cristo, úteis ao próximo, por intermédio do serviço cristão, e nossa vida honra a Deus.
• A mulher cristã santificada produz frutos e é semelhante a uma espécie de árvore, conforme relata Mateus 7.17.
• A santificação reflete Cristo e está enxertada nEle (Jo 15.5).
• Por meio da santificação possuímos discernimento para nos desviarmos do mal e da aparência do mal (Pv 16.17).
• A santificação desenvolve a visão espiritual e possibilita discernir os propósitos de Deus para sua vida, selecionando comportamentos que agradam a Deus.
• A comunhão com Deus cria distância entre as práticas que são pecaminosas e valores cristãos distorcidos, bem como os costumes mundanos (1 Jo 2.15-16).
E dever da mulher cristã permanecer com modéstia na fé, amor e santificação (1 Tm 2.15). Devemos vigiar e estar alertas para nos mantermos pura. E primordial não perder de vista o objetivo de permanecer seguro à imagem dAquele que nos criou (Cl 3.10).
A mulher cristã não deve manter comunhão espiritual com quem vive voltado para os prazeres do mundo, como orienta 2Co 6.14. A Bíblia nos alerta, em João 16.33 e Mateus 5.10-12, que podemos sofrer tribulações e perseguições por fazer a vontade de Deus e buscar a santificação. Mesmo assim, valerá a pena investirmos na qualidade de nossa vida espiritual.
RAMOS. Sonia Pires,. Entre nós Mulheres. Editora CPAD. pag. 191-194.
Pv 31.30 Enganosa é a graça e vã a formosura. Chine. A formosura por muitas vezes engana. Rebrilha em alguém e obtém vantagens para si mesma. Por muitas vezes é enganadora, insincera, calculista. O autor sacro falava do famoso encanto feminino, sobre o qual todos nós bem sabemos. O valor de uma mulher não está em sua influência psicológica nem reside em sua beleza física, tão agradável, mas, afinal, algo vão, por não ser uma qualidade real e duradoura. Tanto o encanto como a beleza física são valores transitórios e, mesmo enquanto existem, não são valores autênticos. Ambas as coisas afagam o orgulho, a indolência, a concupiscência e o mau temperamento. “As graças externas não perduram” (Ellicott, in loc.).
Beleza. “Elegância de formas, simetria na fisionomia, dignidade nas maneiras, beleza do rosto, todas essas coisas são vãs. A enfermidade as deforma; o sofrimento as macula e a morte as destrói” (Adam Clarke, in loc.).
Antítese. Em contraste com aqueles “valores” encantadores mas duvidosos, está o verdadeiro valor, o “temor do Senhor"; isso é o que realmente vale para um homem ou uma mulher. Ver as notas de sumário sobre Pro. 1.7; cf. Sal. 119.38, e ver, no Dicionário, o artigo chamado Temor, quanto a detalhes. Esse é o lema do livro de Provérbios, apropriadamente reiterado aqui, no fim do livro. Portanto, esse lema começa e encerra o livro. Reflete a espiritualidade do Antigo Testamento, que tem a lei como guia. Produz a vida, porquanto promove a sabedoria (ver Pro, 4.13). O homem ou a mulher que possuem sabedoria serão elogiados tanto pelos homens quanto por Deus. A mulher que a possui tem favor e beleza duradouros, verdadeira fé e graça, harmonias e simetrias da alma. Ela merece louvor permanente e é dotada de beleza imorredoura. Os olhos de Deus estão sobre ela, comunicando-lhe a Sua graça.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2695.
Pv 31.30 graça... formosura. Santidade e virtude são as qualidades responsáveis pelo respeito permanente e pela afeição, muito mais do que a graça <; formosura do rosto e das formas. Cf. ITm 2.9-10; 1Pe 3.1-6. mulher que teme ao SFNHOR. O livro termina da mesma maneira que começou, com uma referência ao temor do Senhor.
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 833.
Pv 1.7 O temor do Senhor é o princípio do saber. Esta é uma das maiores afirmações da literatura de sabedoria, e não somente do livro de Provérbios. É básica para compreendermos a espiritualidade do Antigo Testamento. Apresento uma nota de sumário sobre essa declaração, em Sal. 119.38, e muito mais ainda no artigo do Dicionário acerca do artigo intitulado Temor. Dou ali uma abundância de referências sobre o assunto. Portanto, forneço aqui apenas uma ideia ou duas, confiando que o leitor obtenha a essência dessa declaração nos lugares mencionados. O temor do Senhor é a “religião do homem sábio” (Rolland W. Schloerb, in loc.). Possivelmente, a base da ideia era o terror que um pobre adorador sentia perante o seu Deus, ou seus deuses ou seus ídolos. Mas o vocábulo acabou adquirindo as ideias de reverência, de profundo respeito, de uma espiritualidade em geral, conhecendo e praticando a lei mosaica, por motivo de profundo respeito ao Legislador. A expressão temor do Senhor ocorre por onze vezes no livro de Provérbios, e a forma imperativa, temei ao Senhor, por outras quatro vezes. O autor se referia a uma “piedade genuína” (Adam Clarke, in loc.). A declaração serve de “nota- chave de todo o ensinamento do livro” (Ellicott, in loc.). Ver Pro, 1.29; 2.5; 3.7; 8.13; 9.10; 10.27; 14.2,26,27; 15.16,33; 16.6; 22.4; 23.17 e 24.21. A leitura desses versículos dará ao leitor uma ideia do que essa expressão significa para o autor-compilador do livro de Provérbios.
O princípio do saber. Ter conhecimento não consiste apenas em estar informado sobre as coisas. Antes, é conhecer as realidades espirituais e ser transformado por elas. Para os hebreus, naturalmente, a lei era básica para alcançar tal forma de conhecimento. A lei era a primeira fonte do conhecimento. Um homem bom tem um bom começo no empreendimento do conhecimento, quando começa com seu fundamento e inspiração, “o temor a Yahweh”. A mente de tal homem, pois, é condicionada a compreender e a prosseguirem seu aprendizado. A palavra aqui usada, “princípio”, pode significar “parte seleta”. O termo hebraico é reshith, o ponto inicial de qualquer coisa. Quanto a esta palavra como porção seleta, ver Jer. 49.35 e Amós 6.6. Cf. também Sal. 9.10; Jó 28.28 e Eclesiástico 1.14. Pirke Aboth
3.26 também contém algo similar. Essa palavra foi usada em Gên. 1.1 para indicar o ponto inicial da criação física. Portanto, ela também marca o ponto inicial da criação espiritual.
“A reverência é a reação da alma à presença divina, uma reação não somente ao poder, mas também ao valor. Trata-se da atitude da alma para com Deus, em Quem a bondade e o poder são uma coisa só. E é despertada no homem sempre que ele encontra aqueles valores que considera santos. Tudo mais cede caminho e torna-se subordinado a isso” (Harris Franklin Rali, em seu livro, Chrístianity, pág. 11).
Em contraste com o bom aprendiz, que firmou seus pés no caminho para cima, está o insensato, que tropeça ao longo de seu caminho de ignorância e negligência. Os insensatos vivem sem levar Deus em conta. Eles são corruptos e cada vez se corrompem mais. Também guiam outros pelo caminho errado. Tais homens desprezam a verdadeira sabedoria e fazem da vida uma cruzada de fazer dinheiro, ou a tentativa de alcançar algum outro alvo trivial.
Quando Deus, antigamente, desceu do céu, em poder e ira, os homens não Lhe deram atenção. Tais homens são ateus praticantes. Eles podem acreditar na existência de algum Ser Supremo, que vive em algum lugar, mas isso não faz diferença alguma em sua vida. Pois vivem como se Deus não existisse. Ver Sal. 14.1, que usa a palavra “insensato”, para caracterizar tais indivíduos.
Exortações e Advertências (1.8-19) Primeiro Discurso: O Valor da Sabedoria nas Honrarias. Exortação para que se Ouçam as Instruções (1.8,9)
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2538.
O verso 7 forma uma espécie de lema para o livro, e descreve seu princípio fundamental. Princípio (heb., reshith), implica tanto ponto de partida como essência. Sem o conhecimento e o temor de Jeová, o único verdadeiro Deus, a sabedoria que proporciona orientação para a vida inteira não pode nem começar a ser adquirida.
DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Provérbios. pag. 11.
Pv 1.7 o temor do Senhor. O tema que se estende acima de todos nesse livro, particularmente nos nove primeiros capítulos, é apresentado — a reverência a Deus (veja v. 29: 2.5; 3.7; 8.13; 9.10; 14.26-27; cf., também, ]ó 20.20; SI 34.11; At 9,31).
Essa admiração reverente e temor submisso são fundamentais para todo conhecimento espiritual e sabedoria (cf. 2.4-6; 9.10: 15.33: Jó 28.28; SI 111.10: Ec 12.13). Conquanto o não crente possa fazer declarações sobre a vida e a verdade, ele não terá o conhecimento verdadeiro e absoluto até que: desfrute de um relacionamento redentor com Deus que inclua a admiração reverente. Observe esta progressão: 1) ensinando sobre Deus; 2) aprendendo sobre Deus; 3) temendo a Deus; 4) conhecendo Deus; e 5) imitando a sabedoria de Deus. O temor do Senhor é um estado mental em que as atitudes, desejos, sentimentos, ações e objetivos de uma pessoa são substituídos pelos de Deus (cf. SI 42.1).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 796.

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

Um comentário:

  1. Muito bom irmão Alessandro, se queremos um mundo para Deus, devemos não somente termos a Palavra, mas leva-La por qualquer meio (permitido por Deus) para que as pessoas sejam limpas de toda iniquidade (Jo 15,3) e separadas para andar na vontade de Deus (Jo 17.17,19).

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