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11° LIÇÃO 3 TRI 2013 UMA VIDA CRISTÃ EQUILIBRADA


UMA VIDA CRISTÃ EQUILIBRADA
Data: 15/09/2013                            HINOS SUGERIDOS 210, 244, 299
TEXTO ÁUREO
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8).

VERDADE PRATICA
A fim de termos uma vida cristã equilibrada e frutífera, precisamos ocupar a nossa mente com tudo àquilo que é agradável a Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda       - Lc 8.10-15             Cultivando a Palavra
Terça              - Tt 1.13-16              A verdade produz fé saudável
Quarta           - SI 86.11-13            Verdade e misericórdia
Quinta                       - 1 Jo 3.1 5-18         Quem odeia anda em trevas
Sexta             - Ec 7.10 14             O melhor tesouro do homem
Sábado          - SI 50.14-23            Quem anda em retidão será salvo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.5-9
5 - Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
PHILLIPPIANS Chapter 4. 5-9.
5 Let all men know your forbearance. The Lord is at hand.
6 Have no anxiety about anything, but in everything by prayer and supplication with thanksgiving let your requests be made known to God.
7 And the peace of God, which passes all understanding, will keep your hearts and your minds in Christ Jesus.
8 Finally, brethren, whatever is true, whatever is honorable, whatever is just, whatever is pure, whatever is lovely, whatever is gracious, if there is any excellence, if there is anything worthy of praise, think about these things.
9 What you have learned and received and heard and seen in me, do; and the God of peace will be with you.
INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito das virtudes que acompanham aqueles que já experimentaram o novo nascimento. A vida do cidadão do Reino dos Céus é regida por alguns princípios e valores que transcendem a vida terrena. A salvação em Jesus não somente nos garante a vida eterna, ela também nos proporciona um novo caráter, uma nova forma de pensar e agir. O crente deve ter os seus pensamentos e ações pautados segundo os valores do Reino. Na epístola aos Filipenses, Paulo exorta os crentes de Filipos a respeito do cuidado que eles deveriam ter com aquilo que iria ocupar suas mentes. O apóstolo apresenta no capítulo quatro, versículo oito, uma relação do que deve preencher o pensamento do cristão: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama’. Tais coisas devem orientar os nossos pensamentos.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se a respeito da excelência da mente cristã.
Compreender o que deve ocupar a mente do cristão.
Analisar a conduta de Paulo como modelo.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor para introduzir o tópico I da lição escreva no quadro de giz a seguinte afirmação de Myer Pearlman: “O pensamento é o pai da ação”. Discuta com seus alunos o significado desta afirmação. Explique que o cérebro é o quartel general do nosso corpo, por isso temos que ter muito cuidado com a nossa mente, com os nossos pensamentos, pois eles antecedem as nossas ações. Em seguida, peça que os alunos leiam Romanos 12.2 e discuta com eles os efeitos que os pensamentos têm sobre o nosso caráter e as nossas ações. Conclua lendo com toda a classe o texto áureo da lição.
PALAVRA-CHAVE
Mente: Parte incorpórea, inteligente ou sensível do ser humano; pensamento, entendimento.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, veremos algumas virtudes que acompanham aqueles cujas vidas foram transformadas pelo Evangelho de Jesus. O Evangelho não apenas proporciona salvação à humanidade, mas também um conjunto de princípios de vida para cada crente, seja na igreja, na família, na sociedade ou com Deus. Não são meras prescrições ou exigências frias de um código de leis, mas valores que transcendem a vida terrena.
Veremos que o Evangelho é poderoso para mudar o caráter de uma pessoa e torná-la apta a tomar para si o “jugo suave” e o “fardo leve” de Cristo Jesus (Mt 11.30).
I - A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. Nossos pensamentos. O versículo oito da leitura bíblica em classe na versão ARA diz: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.
O apóstolo quer mostrar que a experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus. Paulo exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois “nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16).
Aqui surge uma pergunta inevitável: “O que tem ocupado as nossas mentes no mundo de hoje?” Infelizmente, deparamo-nos com uma geração atraída pela ideologia do consumismo e do materialismo, onde o ter é mais importante do que o ser. Tal postura anula o ser humano, e faz com que os relacionamentos sejam pensados em termos de vantagens, ou seja, se não houver algum benefício imediato, logo são descartados. Esse comportamento nos aproxima do modo de vida mundano, e nos distancia das coisas do Alto.
2. Pensando nas coisas eternas. Além da epístola aos Filipenses, o tema do processo j de pensar é tratado por Paulo em muitas outras ocasiões (Rm 1 2.2; Cl 3.2). Pensar nas coisas que são de cima, por exemplo, não sugere que devamos viver uma espiritualidade irreal, e sim equilibrada, conjugando mente e coração a partir dos valores espirituais na vida terrena (cf. Jo 17.15,18; 1 Co 5.9,10).
Os maus pensamentos são % frutos da inclinação humana para o mal. Daí a recomendação de que a 1 nossa mente deve ocupar-se com a Palavra de Deus, com os princípios eternos do reino divino, “levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 1 0.5).
3. Agindo sabiamente. Sabemos que a sociedade atual é dominada por ideologias contrárias ao Evangelho. Eé exatamente a esse mundo que o Senhor Jesus nos enviou a fazer a sua obra (Jo 17.18; cf. Mt 28.19). Temos de atender o seu chamado! Não com medo, mas com coragem; não com ignorância, mas sabiamente; não como quem impõe uma verdade particular, mas como quem expõe e testemunha verdades eternas. À luz do exemplo de Jesus Cristo, sejamos sal da terra e luz do mundo tendo “luz na mente, mas fogo no coração”.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A Palavra de Deus exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois “nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16).
II - O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
1. “Tudo o que é verdadeiro e honesto”. O apóstolo Paulo inicia a sua reflexão com a verdade. Percebemos que, com essa P virtude, o apóstolo entende tudo o que é reto e se opõe ao falso. É tudo aquilo que é autêntico, não baseado em meras suposições, ou em algo que não possa ser comprovado. Lamentavelmente, o espírito da mentira entrou até mesmo entre os crentes e vem produzindo grandes males. Difamações e rumores negativos acabam sendo comuns entre nós. E isso desagrada profundamente a Deus. Quando o apóstolo dos gentios afirma que devemos pensar “em tudo o que é honesto”, de fato, está nos exortando a desenvolvermos uma conduta transparente e decorosa, digna de alguém que age bem à luz do dia (Rm 13.13). O mundo não pode ver em nós um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente aos princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade. Ele não mente nem calunia seu irmão.
2. “Tudo o que é justo”. Aqui, de acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), as “coisas que são ‘justas’ obedecem aos padrões de justiça de Deus” para desenvolvermos uma relação positiva com os que nos rodeiam.
O padrão de justiça divina deve nortear o nosso comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O verdadeiro cristão deve pautar a sua conduta pela defesa de tudo o que é justo (Mt 5.6), agindo contra tudo aquilo que promove injustiça e gera opressão.
3. “Tudo o que é puro e amável”. Pureza sugere inocência, singeleza ou sinceridade em relação a algo não contaminado ou poluído. Uma mente pura significa uma mente casta. A ideia de “ser puro” é defendia por Paulo na perspectiva de que as palavras, as ações e os pensamentos dos crentes de Filipos fossem francos e sinceros.
A fim de que toda impureza seja eliminada de sua vida, o crente tem de dar lugar para que o Espírito Santo limpe continuamente o seu coração e consciência (Ef 5.3). Assim, estaremos prontos a desejar tudo o que promove o amor fraternal. Desse modo, “tudo o que é amável” é aquilo que edifica os relacionamentos entre irmãos.
4. “Tudo o que é de boa fama”. O sentido de “boa fama” é simples e objetivo, pois a expressão se refere ao cuidado que devemos ter com as palavras e ações em nosso dia a dia. Então, podemos afirmar que boa fama é tudo o que é digno de louvor, de elogio e graça. Algumas versões bíblicas traduzem a mesma expressão por bom nome. Tal se refere ao que uma pessoa é, pois possuir um bom nome é o mesmo que ter um bom caráter.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O crente não deve ter um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente com os princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade.
III - A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. Paulo, uma vida a ser imitada. No versículo nove, o apóstolo dos gentios utiliza cinco verbos que denotam ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer. Paulo utilizou tais recursos para que os irmãos filipenses percebessem que poderiam viver as I virtudes da Palavra de Deus.
Ele, inclusive, assume um papel referencial a ser imitado. Paulo não tem a presunção de uma pessoa que se acha infalível, mas exorta aos filipenses a serem uma carta transparente e exposta a quem quisesse vê-la. Eles deveriam, pois, ser um modelo tanto aos crentes como aos descrentes.
2. Paulo, exemplo de ministro. Os obreiros do Senhor devem aprender com Paulo uma verdade pastoral: Todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1 Pe 5.2,3). Essas qualidades pastorais são indispensáveis na experiência ministerial dos líderes cristãos nos dias de hoje.
3. O Deus de paz. Se buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama, teremos uma preciosa promessa: “E o Deus de paz será convosco”. A presença do “Deus de paz” descreve uma segurança inabalável para aqueles que confiam no seu nome.
Ele nos orienta, guarda e protege. Por isso, devemos experimentar da constante e doce presença do “Deus de paz”, e manter uma vida irrepreensível diante dEle, pois nas circunstâncias mais adversas lembraremos estas palavras: “E o Deus de paz será conosco”.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Se buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama “o Deus de paz será convosco”.
CONCLUSÃO
Disse alguém, certa vez, que “o homem é aquilo que pensa”. Devemos, portanto, guardar a nossa mente de tudo quanto é vil, pernicioso, egocêntrico e imoral. Só desfrutaremos de uma vida cristã saudável e equilibrada se alimentarmos a nossa mente com tudo o que é do Alto. Por isso, leia continuamente a Palavra de Deus.
Apesar de a verdade, a honestidade, a pureza, ajustiça, o amor e a boa fama parecerem estar fora de moda, e até ignorados por grande parte da sociedade, para o Altíssimo continuam a ser virtudes que autenticam os valores do seu Reino. E nós, os que cremos, somos chamados a vivê-las aqui e agora (Mt 5.13-1 6).
AUXILIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
assuntos do pensar
Meus pensamentos produzem maus modos de viver; por outro lado, o pensar correto levará a uma vida correta. Paulo faz uma lista de assuntos que devem alimentar os pensamentos do cristão. ‘Nisso pensai’. (1) ‘Tudo o que é verdadeiro’. As coisas verdadeiras se opõem à falsidade em palavras e conduta. (2) ‘Tudo o que é honesto’. ‘Honesto aqui significa literalmente o que é honroso ou reverente. Refere-se às coisas consistentes com santa dignidade e respeito e corresponde àquele amor que ‘não se conduz inconvenientemente’. (3) ‘Tudo o que é justo’. O trato justo em todos os nossos relacionamentos. O cristão auferirá todos os seus pensamentos com a Regra Áurea. (4) ‘Tudo que é puro’ refere-se à pureza no seu sentido mais lato — pensamentos, motivos, palavras e ações livres de elementos que rebaixam e maculam. ‘Bem-aventurados os limpos de coração’. (5) ‘Tudo que é amável se refere à delicadeza, humildade e caridade que atraem o amor e tornam amáveis as pessoas. (6) ‘Tudo que é de boa fama’ se refere às coisas que todos concordemente recomendam: a cortesia, agradabilidade, justiça, temperança, verdade e respeito pelos pais. É impossível realizar coisas boas com modos tais que lancem opróbrio sobre a causa de Deus. ‘Não seja, pois blasfemado o vosso bem’ (Rm 14.1 6). [...] ‘Se há alguma virtude, [...] nisso pensai”’ (PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, pp. 1 51-52).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
As epístolas escritas na prisão refletem o casamento da profunda teologia de Paulo com as preocupações pastorais. Deus triunfa na cruz e na ressurreição de Jesus. Assim, o Pai estendeu sua libertação àqueles que vão a Ele pela fé. Isso quer dizer que os crentes fazem parte do que Deus usa para refletir a redenção de toda a criação. Essa esperança suprema quer dizer que a vida neste mundo também é transformada. Vida, quer dizer servir a Deus (não a si mesmo), refletindo a cidadania celestial (não a terrena), valendo-se da capacitação concedida por Deus para conquistar o pecado e para resplandecer como luz em um mundo necessitado. É estar disposto a sofrer e a permanecer unidos diante de um mundo de trevas em necessidade, ao mesmo tempo em que revelamos o evangelho, a bondade e o caráter de Deus na forma como nos relacionamentos uns com os outros e com os que precisam da obra redentora de Deus.
Paulo foi um teólogo profundo que escreveu sobre temas de dimensões cósmicas, mas ele não estava tão voltado para o céu a ponto de não ser um bem terreno. Ele era um pastor que guiava os santos em seu chamado. O desejo de Paulo para os crentes é simples: seja um bom cidadão do céu e tenha a mente tão voltada para o céu de forma a ser bom para a terra. Ele também lembra aos crentes que Deus os capacita para realizar a tarefa e que, à medida que eles mantêm o foco em Jesus, podem ir, unidos em seu serviço a Ele, no encalço desse objetivo. Eles nunca devem esquecer que, nEle, são uma nova comunidade. No contexto da obra soberana de Deus e à luz da vitória e capacitação dEle, os crentes devem refletir a presença, o amor e o caráter dEle até que Ele traga esperança da realização e todas as coisas que sejam sintetizadas na restauração que, por fim, Cristo trará ” (ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p.367).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que a experiência de salvação em Cristo produz?
R: A experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus.
2. O que deve ocupar a mente do cristão?
R: A nossa mente deve ser preenchida com aquilo que gera vida e maturidade espiritual.
3. De acordo com a lição, o que significa uma mente pura?
R: Uma mente pura significa uma mente casta.
4. Qual é a verdade pastoral que os obreiros do Senhor devem aprender de Paulo?
4. Todo o ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa
vontade (1 Pe 5.2,3).
5. O que você tem feito para manter a sua mente pura?
R: Resposta pessoal.
Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 54, p.41.
É notório que o sistema de pensamento do mundo se volta contra tudo o que tem haver com Deus. Panoramicamente, três são os pensamentos predominantes na sociedade atual: Materialismo, Hedonismo e Relativismo.
O materialismo, ou naturalismo, é um sistema de pensamento que trabalha com a hipótese de que não há Deus, não há mundo espiritual, nem muito menos juízo final. A ideia central deste sistema é que não há nada transcendente além da matéria, do físico. As pessoas que adotam esse pensamento vivem a vida aqui e agora sem se preocuparem com o além.
O hedonismo é caracterizado por uma busca intensa e transloucada pelo prazer. E um ponto de vista utilitário da vida. Os detentores desse sistema dizem: "Se me dá prazer, eu faço; se me dá prazer, eu compro; se me dá prazer, eu quero".
O relativismo é uma concepção filosófica de meias verdade. Tudo é relativo. Não há verdade absoluta. O absoluto se relativiza. O que é verdade para mim, pode não ser para você. Cada um tem a sua própria verdade.
A mensagem do apóstolo para os filipenses é bem atual para a igreja contemporânea. Ela não nega que a fé cristã tem uma dimensão naturalista, hedonista e até relativista. Naturalista porque Deus encarnou na matéria. Fez-se carne num tempo, numa história e numa região geográfica. Hedonista porque a fé cristã possui uma dimensão de prazer em Deus. É o prazer oriundo de uma vida com Deus, onde o crente se sente preenchido por Ele. E tem uma dimensão relativista porque o Evangelho relativiza a visão de mundo que tínhamos antes de nos encontrarmos com Jesus. O Evangelho relativizou a tradição da lei e a tradição gentílica, trazendo uma novidade de vida indescritível para todo aquele que crê.
Por isso o apóstolo propõe aos crentes de Filipos a pensar aquilo que é do alto, pois o que vem de Deus gera vida. O que vem de Deus é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama. Mas o que oriunda de um sistema filosófico mundano é irremediavelmente oposto. E falso, desonesto, injusto, impuro, odioso, de má fama.
Uma pergunta que cabe a classe, prezado professor, é que tipo de pensamento os alunos tem cultivado nas mentes. E pensamento eterno ou efêmero? Não deixe de esclarecer que o que preencher a nossa mente determinará a nossa a ação. Deus chama os seus servos a relativizar o relativismo mundano.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na escritura dos versículos 8 a 10 temos, na verdade, um complemento da Carta, uma vez que no versículo 7 ele dá a impressão de estar concluindo. A mente de Paulo foi despertada por alguns pensamentos que não podia deixar de comunicar com a igreja de Filipos.
Não eram pensamentos comuns, mas pensamentos que tiveram a contribuição e inspiração do Espírito Santo. O autor Lindolfo Weingartner, teólogo luterano, escreveu sobre esse texto o seguinte: “Ele não prega nenhum ‘poder da mente’, pois ele sabia que a mente humana é tão somente um campo de batalha no qual Cristo obteve a vitória e no qual agora reina a paz”. Precisamos saber que a vida em Cristo significa mudança de pensamento. Antes, sob a égide da carne, mas agora, sob o domínio do Espírito.
O cristianismo é uma religião de princípios que regem os cristãos no comportamento cotidiano, em relação às pessoas, na igreja, na família, na sociedade e em relação a Deus. Paulo apresenta uma lista de virtudes que deixam de ser meras prescrições e exigências que emanam de um código de leis, mas são virtudes que surgem espontaneamente numa vida transformada pelo evangelho. O evangelho tem o poder de mudar a vida de uma pessoa e torná-la apta para obedecer aos princípios cristãos. Na Carta aos Romanos 1.16, Paulo escreveu que o evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.
Mediante a compreensão sobre mente e fé, podemos saber que o cristianismo é não só espiritual, mas também racional.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag.
Vv. 2-9. Os crentes devem ser unânimes e estarem dispostos a ajudarem-se mutuamente. Assim como o apóstolo havia encontrado o benefício da assistência deles, sabia o quão consolador seria para os seus colaboradores terem a ajuda de outros. Procuremos nos assegurar de que os nossos nomes estejam escritos no livro da vida.
O gozo em Deus é de grande importância na vida cristã; é necessário incentivar os cristãos continuamente a que o tenham em sua vida. A alegria supera amplamente todos os motivos que teríamos para estar tristes. Os inimigos deveriam perceber o quão moderados eram em relação às coisas exteriores, e com quanta moderação sofriam as perdas e as dificuldades. O dia de juízo em breve chegará, com a plena redenção dos crentes e a destruição dos ímpios.
É nosso dever demonstrar cuidadosa diligência, em harmonia com uma sábia previsão e com a devida preocupação; porém, há um afã de temor e desconfiança, que é pecado e uma atitude néscia, e que somente confunde e distrai a mente. Como remédio contra a preocupação, recomenda-se a constância em oração. Não somente os tempos estabelecidos de oração, mas constância em tudo por meio da oração.
Devemos unir as ações de graças com as orações e as súplicas; não somente buscarmos provisões daquilo que é bom, mas reconhecermos as misericórdias que recebemos. Deus não precisa que lhe contemos as nossas necessidades ou desejos, porque os conhece melhor do que nós mesmos; mas deseja que valorizemos a sua misericórdia, e que sintamos que dependemos dEle. A paz com Deus, esta sensação consoladora de estarmos reconciliados com Ele, e de termos parte em seu favor e a esperança da bênção celestial, são um bem muito maior do que poderíamos expressar plenamente. Esta paz manterá o nosso coração e a nossa mente em Jesus Cristo; nos impedirá de pecarmos quando estivermos submetidos a tribulações e naufragarmos sob estas; nos manterá calmos e desfrutando de uma satisfação interior.
Os crentes têm que alcançar e manter um bom nome; um nome para todas as coisas com Deus e com os homens bons.
Devemos em tudo percorrer os caminhos da virtude e permanecer neles; então, quer tenhamos ou não o louvor por parte dos homens, certamente o teremos por parte de Deus. O próprio apóstolo é um exemplo. A sua doutrina estava em harmonia com a sua vida. A maneira de termos o Deus de paz conosco é mantermo-nos dedicados ao nosso dever. Todos os nossos privilégios e a salvação procedem da misericórdia gratuita de Deus; porém, gozar deles depende de nossa conduta santa e sincera. Estas são obras de Deus, pertencentes a Deus, e somente a Ele devem ser atribuídas, e a ninguém mais; nem a homens, nem a palavras e nem a obras.
HENRY. Matthew. Comentário Bíblico Matthehw Henry. Editora CPAD. pag. 10-12.
A mente humana posa sempre em algum objeto; Paulo queria assegurar-se de que os filipenses colocassem suas mentes nas coisas devidas. Isto é de suma importância. É uma lei da vida que se um homem pensar em algo com frequência ou persistência chegará um momento em que não poderá deixar de pensar nisso; seus pensamentos correrão como sobre trilhos. Por esta razão é da máxima importância que o homem pense em coisas dignas.
BARCLAY. William. Comentário Bíblico. FILIPENSES. pag. 93.
I - A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. Nossos pensamentos.
O que Deve Controlar a Mente do Cristão
1. O que é a mente de um ser humano?
Para sabermos como controlar a nossa mente, precisamos conhecer o que contém a mente humana. Por trás da mente de cada pessoa está o cérebro, que é o mecanismo mais complexo do mundo e o órgão do corpo que mais influência exerce sobre a vida da pessoa. Nossa mente, dentro do cérebro, pensa, recorda, ama, odeia, sente, raciocina, imagina e analisa. Nosso cérebro, através da mente, supervisiona tudo o que fazemos. Controla nossa audição, visão, olfato, a fala, o alimentar, o descanso, a capacidade de aprender. Nossa mente controla e determina a função de outros órgãos e sistemas no corpo humano. Nossos hábitos individuais, nosso temperamento, personalidade, caráter, tudo é controlado pela mente. Nossa forma de pensar resulta do poder da mente (intelecto) sobre o que herdamos de nossos pais, da escola, da igreja, através do ouvimos, o que lemos e o que vemos. O autor de Provérbios há muito tempo disse: “Porque, como imaginou na sua alma, assim é” (Pv 23.7). A alma é um elemento moral representada pela mente (intelecto), pelas emoções e pela vontade. O coração é, figuradamente, o centro das emoções do ser humano. Não se refere a um órgão físico, visível ou palpável. Trata-se de algo que não tem forma e neurologicamente está unido a todos os órgãos do corpo. Não se pode dimensionar, nem ser detectado em algum lugar do corpo. E a mesma coisa em relação à vontade, que faz com que o homem seja único entre os seres vivos criados por Deus. E com a mente que o homem escolhe o bem ou o mal. Mediante essa realidade, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, apela e diz: “Nisso pensai” (4.8).
2. A batalha da mente
Na batalha da mente, o ser humano recebe muitas impressões exteriores, tanto do campo científico quanto do campo espiritual. O cristão, na sua conversão, recebe uma limpeza total dos antigos pensamentos do homem natural e carnal. O Espírito entra em sua vida operando uma limpeza total, mas o cristão regenerado não está imune aos ataques do mundo espiritual na sua mente (2 Co 5.17). Satanás procura romper a proteção de nossas mentes com pensamentos fúteis e carnais para que não pensemos nas coisas que são de cima, isto é, do céu. Paulo exortou os colossenses: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.2).
Nossa mente absorve muitas coisas do que se vê, se ouve e do que se faz no dia a dia. Por isso, precisamos ter controle sobre a nossa mente. Mentes ocupadas por pensamentos maus produzem coisas más. Porém, mente ocupada com coisas boas produz coisas boas.
3. O que é que ocupa a nossa mente? (Fp 4.8)
Antes de considerar o versículo 8, precisamos entender a expressão do versículo 7 quando diz: “guardará os vossos corações” .
No contexto dessa expressão, a palavra “coração” é a figura da alma humana. E uma palavra que representa o “homem verdadeiramente”, não apenas o seu intelecto, sentimentos e volição. Quando Paulo fala da paz com poder de guardar os corações, está se referindo àquela virtude poderosa da paz de Deus que age com poder protetor e pacificador. O coração, nesse contexto, representa o homem interior, e a guarda do coração tem a ver com a proteção divina daquilo que somos interiormente. Por isso, uma vez guardado o nosso coração das coisas más, podemos pensar, agir, fazer boas coisas. Entretanto, o versículo 8 nos ajuda a colocar nosso homem interior sob a custódia do Espírito Santo para sentir e pensar positivamente.
4. Esvaziando a mente de coisas fúteis
A grande lição desse texto é que devemos esvaziar nossa mente de pensamentos fúteis e enchê-la com pensamentos que se harmonizem com o evangelho. Devemos, em todo o tempo, fazer uma triagem constante dos conceitos e ideias manifestos no nosso dia a dia e dos quais tiramos conclusões e decisões. Então, a pergunta é: O que é que ocupa a nossa mente?
A tradução da ARA enfatiza e exorta dizendo: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. A experiência de salvação em Cristo significa mudança de pensamento contínuo, no sentido de que passamos a evitar as futilidades que ocupam tantas cabeças no mundo secular e passamos a ocupar a mente com coisas úteis e maduras. O apóstolo Paulo disse aos coríntios: “Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). O que é que ocupa a nossa mente nos tempos atuais? Neste novo século nos deparamos com uma geração magnetizada pela vida secular quando as coisas da vida moderna ocupam o seu pensamento. A Bíblia fala dos “amantes do século presente” e a palavra “século” é ayon no grego bíblico, e refere-se ao “pensamento do mundo presente”. Como evitar que nossas mentes sejam invadidas pelo pensamento do século presente? A resposta está no conselho do apóstolo Paulo quanto ao que pensar hoje (Fp 4.8).
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 131-133.
Uma vez tratado o problema imediato (a possível contenda por questões pessoais), Paulo segue ministrando exortações práticas. Que os filipenses possam alcançar uma vida de constante regozijo no Senhor (v. 4); que manifestem “moderação” (ternura, bondade, submissão, paciência e espírito tratável para com todos), à luz da iminente segunda vinda de Cristo (v. 5). Exorta-os também a não se deixarem oprimir pela ansiedade, já que o “Trono da Graça” está sempre acessível às nossas súplicas. Deus “guardará [literalmente: “colocará uma guarnição militar”] os vossos corações e os vossos sentimentos” , outorgando-lhes a sua própria paz, que resultará na maior calma e quietude reparadoras (vv. 6,7).
O Dr. Walker comenta: “O apóstolo mostra que o coração e os pensamentos do cristão, enquanto guardados em Cristo Jesus por sua paz, ainda têm bastante campo para sua plena expressão. Ante seus olhos, estendem-se relvados verdejantes, cheios de belas flores, a serem apreciados pelo servo de Deus. É verdade que existem fronteiras que não devem ser ultrapassadas. Mas tudo que é bom está dentro daquilo que Deus preparou para nós. Além de suas fronteiras é perigoso aventurar-se. Nem em pensamento deve o cristão atravessar seus limites. Este versículo, então, serve de orientação para quem deseja viver de modo consciencioso, debaixo do favor divino e no gozo de sua paz. Fica claro que tal experiência é circunscrita por oito marcos, dentro dos quais há segurança: o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtude e louvor” (v. 8).
Já que o testemunho de Paulo pautava-se pela coerência e integridade, nada havendo em sua conduta digno de censura, ele podia muito bem concitá-los a seguir seu exemplo: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (v. 9).
Boyd. Frank M. Comentário Bíblico. Gálatas. Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses, Hebreus. Editora CPAD. pag. 75-76.
«...seja isso o que ocupe o vosso pensamento...» Que essas coisas dignas de louvor, essas virtudes, sejam as razões de nossa meditação e consideração, para que sejam inclusas em nossa conduta diária. Devem ser substituídos os vãos pensamentos da sensualidade, o lucro e a fama mundanos, buscando cuidadosamente aquelas coisas que contribuem para o bem de nossas almas imortais, o que transcende a qualquer bem terreno que os homens busquem mediante suas mentalidades carnais.
«O que me amedronta é a míngua de ideal que nos abate. Sem ideal, não há nobreza de alma; sem nobreza de alma, não há desinteresse ; sem desinteresse, não há coesão; sem coesão, não há pátria». (Olavo Bilac, discurso).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 64.
A citação aqui apresentada por Paulo foi extraída do trecho de Isa. 40:13, com báse na versão da Septuaginta, mas com algumas modificações, para que ele obtivesse os seus propósitos. A passagem de Rom. 11:34 exibe a primeira parte dessa citação: «Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?»
E ali há comentários completos a respeito. Contudo, nessa passagem de Romanos é omitida a segunda cláusula: .. .que o possa instruir"!
"Paulo deixa entendido, portanto, que a fim de alguém julgar a um homem verdadeiramente espiritual, precisa poder discernir a mente do Senhor de uma maneira simplesmente impossível para a capacidade humana, porque essa citação subentende que ninguém conhece a mente do Senhor. O julgamento contra o homem espiritual ideal, por conseguinte, é algo que está fora das possibilidades do homem carnal; e isso faz parte integrante da apologia paulina contra aqueles que o criticavam, aqueles que tinham procurado solapar a confiança de outros em sua chamada apostólica, no seio da igreja cristã de Corinto. Paulo dizia, portanto, que nenhum dos seus detratores era capaz de julgá-lo, pois somente o Senhor podia fazer isso realmente. Ninguém possui da «mente» do Senhor em dose suficiente para substituí-lo nesse mister. (Com isso se pode comparar o trecho de I Cor. 4:3-5, que é paralelo a esta passagem). Paulo afirma que para ele era questão de pouca monta o ser «julgado» pelos seus detratores de Corinto, pois nem ele mesmo podia avaliar-se devidamente. Toda a avaliação semelhante deve proceder da parte do Senhor. Por conseguinte, diz ele, «...nada julgueis antes de tempo...», pois haverá ocasião em que Deus trará todas as coisas à luz, estabelecendo o julgamento apropriado acerca de todos os homens e suas ações.
Possuidores Da Mente De Cristo
Quais são os significados vinculados a essa expressão?
1. A mente espiritual (possuída por Cristo), não julga nem censura.
Indiretamente, pois, Paulo desfecha um golpe contra a atitude censuradora de seus oponentes.
2. Mais particularmente, o argumento afirma: «Nenhum homem pode julgar-me com retidão. Isso porque ninguém pode instruir ao Senhor, e eu possuo a sua mente». Foi uma ousadíssima assertiva da parte de Paulo.
Portanto, o vs. 15 afirma que o homem espiritual julga a todas as coisas, mas que ele mesmo por ninguém é julgado. Tudo isso é argumento polêmico, naturalmente. Paulo havia sido severamente censurado pelos seus críticos gratuitos, especialmente pelos do partido intelectualizado em Corinto. Estes promoviam um evangelho alicerçado sobre a sabedoria humana; mas ele pregava o evangelho alicerçado sobre a revelação divina da salvação, por meio de Cristo e sua cruz. Essa é a demonstração da sabedoria divina. «Ninguém pode censurar-me», diz Paulo, «porque tenho a mente de Cristo».
3. Popularmente, essa afirmativa de Paulo é usada para apoiar a ideia de que o indivíduo espiritual desenvolve em si mesmo a «mentalidade de Cristo», as suas atitudes, discernimentos e pontos de vista sobre as coisas.
Naturalmente, há nisso uma certa verdade, embora não seja o que está aqui em vista, especificamente.
«A ‘mente de Cristo’ é correlativa ao seu Espírito, que é o Espírito de Deus (ver Rom. 8:9 e Gál. 4:6), e essa mente pertence àqueles que estão com ele, em virtude da união vital que desfrutam com ele (ver Gál. 2:20,21; 3:27; Fil. 1:8 e Rom. 13:14). O pensamento é o mesmo que foi expresso no décimo segundo versículo, embora vazado de outra maneira». (Robertson e Plummer, in loc.).
A palavra «...Nós...», neste caso, é enfática. (Ver esse uso por toda a porção inicial desta epístola, em I Cor. 1:18,23,30 e 2:10,12). Paulo quis apontar para o homem «espiritual», contrastando-o tanto com o homem «natural» (ver I Cor. 2:14) como com o homem «carnal» (ver I Cor. 3:1). Todos os crentes possuem o Espírito Santo, mas nem todos eles são indivíduos suficientemente espirituais para reivindicarem a posse da mente ou consciência de Cristo, o que fica claramente demonstrado na experiência humana diária.
A declaração que o apóstolo dos gentios faz aqui é muito forte. Suas palavras equivalem dizer que aqueles que pretendem julgar ao homem espiritual e avaliar o seu caráter, na realidade estão procurando «instruir ao Senhor», o que, como é óbvio, é um grande absurdo; pois é tão presunçoso esse indivíduo que tenta ocupar uma função que somente o Senhor Jesus pode ocupar, dando a entender que o Senhor não se desincumbiu corretamente dessa missão, necessitando assim da ajuda humana.
«Declarado de forma silogística, esse argumento diria mais ou menos como segue: Ninguém pode instruir ao Senhor. Temos a mente do Senhor.
Portanto, ninguém nos pode instruir ou julgar». (Hodge, in loc.).
A palavra «...Senhor...», neste caso, mui provavelmente é uma referência a Jesus Cristo, o que é comum nos escritos do N.T., até mesmo quando o termo «Senhor» se refere obviamente ao Deus dos judeus, isto é, Yahweh.
(Ver as notas expositivas sobre o emprego do termo «Senhor», com referência a Cristo, em Rom. 1:4, que também expõe o tema do «senhorio de Jesus Cristo». Quanto a notas expositivas sobre a propriedade do uso desse termo para com Cristo, ver I Cor. 1:31).
«Tais intercâmbios deixam entrever a sua ‘convicção mais íntima sobre a deidade de Cristo’». (Findlay, in loc.).
Variante Textual·. Ao invés das palavras «...mente de Cristo...», alguns manuscritos dizem «mente do Senhor». Assim dizem os mss BD(1)FG; e os pais da igreja Agostinho e Ambrosiaster assim citam essa passagem em seus escritos. As palavras «...de Cristo...» aparecem nos mss P (46), Aleph, ACD(3)ELP, nas versões da Vulgata latina, bem como no Si, no Cóp e no Arm, sendo assim também citado este texto por Orígenes. Mui provavelmente esse é o texto correto. A modificação para «Senhor» deve ter ocorrido por atração da mesma palavra, usada neste versículo. (Ver o artigo referente ao estudo dos manuscritos do N.T., na introdução ao comentário).
Espírito Santo, todo divino,
Habita neste meu coração;
Derruba todo o trono idólatra,
Reina supremo e reina sozinho.
(A.Reed).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 37-38.
A palavra, finalmente, indica que Paulo chegou ao clímax de seu ensinamento sobre a estabilidade espiritual. O princípio de que ele está prestes a se relacionar é tanto o somatório de todos os outros e a chave para implementá-las. A frase me debruçar sobre essas coisas introduz uma importante verdade: a estabilidade espiritual é o resultado de como uma pessoa pensa. A forma imperativa de logizomai (morar em) o torna um comando; pensamento correto não é opcional na vida cristã. Logizomai significa mais do que apenas entreter pensamentos, o que significa "avaliar", "considerar", ou "calcular" Os crentes devem considerar as listas de qualidades de Paulo neste versículo e meditar sobre as suas implicações.. A forma verbal exige disciplina habitual da mente para definir todos os pensamentos sobre essas virtudes espirituais.
A Bíblia não deixa dúvida de que a vida das pessoas são o produto de seus pensamentos. Provérbios 23:7 declara: "Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim ele é." O equivalente moderno a que provérbio é o computador sigla GIGO (Garbage In, Garbage Out). Assim como a saída de um computador é dependente da informação que é a entrada, por isso as ações das pessoas são o resultado de seu pensamento. Jesus expressou essa verdade em Marcos 7:20-23: "O que sai do homem, que é o que contamina o homem.
Porque de dentro, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, homicídios, adultérios, atos de cobiça e impiedade, bem como o engano, a sensualidade, inveja, calúnia, orgulho e insensatez. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. "
Chamada de Paulo para o pensamento bíblico é especialmente relevante em nossa cultura. O foco hoje é na emoção e pragmatismo, e da importância de uma reflexão séria sobre a verdade bíblica é minimizada. As pessoas já não perguntam "É verdade?", Mas "Será que funciona?" E "Como é que vai me fazer sentir?" Essas duas últimas perguntas servir como uma definição de trabalho de verdade em nossa sociedade que rejeita o conceito da verdade divina absoluta. A verdade é que funciona e produz emoções positivas. Infelizmente, tal pragmatismo e emocionalismo tem havido até mesmo em teologia. A igreja é muitas vezes mais preocupados em se algo vai ser divisionista ou ofensivo do que se é biblicamente verdadeira.
Tal perspectiva é muito diferente da bereanos nobre, que pesquisaram as Escrituras para ver se o que Paulo dizia era verdade, não se era divisionista ou prático (Atos 17:11). Muitas pessoas vão à igreja não pensar ou raciocinar sobre as verdades da Escritura, mas para obter a sua espiritual semanal elevada; a sentir que Deus está com eles. Tais pessoas são espiritualmente instável porque baseiam suas vidas em sentir, em vez de pensar. Bill Casco escreve, O que me assusta é a filosofia anti-intelectual, anti-pensamento crítico, que tenha derramado sobre a Igreja. Esta filosofia tende a romantizar a fé, tornando a igreja local em um centro de experiência .... O conceito de "igreja" é que eles são consumidores espirituais e que o trabalho da igreja é para satisfazer as suas necessidades sentidas. (Pensando Direito [Colorado Springs, Colo: NavPress, 1985], 66) John Stott também alertou para o perigo de cristãos que vivem em seus sentimentos: "De fato, o pecado tem efeitos mais perigosos para a nossa faculdade de sentir do que na nossa faculdade de pensar, porque nossas opiniões são mais facilmente controlados e regulados pela verdade revelada do que nossas experiências" (Matéria sua mente [Downers Grove, Illinois: Inter Varsity, 1972], 16).
O povo de Deus comandos para pensar. Ele disse a Israel rebelde, "Vinde então, e argui-me" (Is 1:18). Jesus repreendeu os fariseus e saduceus incrédulos para exigir um milagre Dele. Em vez disso, Ele desafiou-os a pensar e tirar conclusões a partir das evidências que eles tinham, assim como eles fizeram para prever o tempo (Mateus 16:1-3). Em Lucas 12:57 Ele disse à multidão: "E por que não você mesmo na sua juiz iniciativa própria o que é certo?" Deus deu Sua revelação em um livro, a Bíblia, e espera que as pessoas usam suas mentes para entender suas verdades .
Pensamento cuidadoso é a marca distintiva da fé cristã. James Orr expressa essa realidade de forma clara:
Se existe uma religião no mundo que exalta o ofício de ensinar, é seguro dizer que é a religião de Jesus Cristo. Tem sido frequentemente observado que nas religiões pagãs o elemento doutrinário é no mínimo uma coisa, o chefe não é o desempenho de um ritual. Mas isso é precisamente onde o cristianismo se distingue de outras religiões, ele contém doutrina. Se trata de homens com ensino, de forma positiva, que afirma ser a verdade; baseia no conhecimento da religião, apesar de um conhecimento que só é possível em condições morais. Não vejo como alguém pode tratar de forma justa com os fatos como eles estão diante de nós, nos Evangelhos e nas Epístolas, sem chegar à conclusão de que o Novo Testamento está cheio de doutrina .... Uma religião divorciada do pensamento diligente e elevado tem sempre, para baixo toda a história da Igreja, tendem a se tornar desinteressante, fraco e insalubre, enquanto o intelecto, privado dos seus direitos dentro da religião, tem procurado sua satisfação fora, e desenvolveu-se racionalismo ateu. (A visão cristã de Deus e do Mundo [New York: Scribner, 1897], 20-21)
Escritura descreve a mente não salvos como depravado (Rm 1:28; 1. Tim 6:5;. 2 Tm 3:8), focado na carne (Rm 8:5), o que leva à morte espiritual (Rm 8 :. 6), hostil a Deus (Rm 8:7; Col. 1:21), tola (1 Coríntios 2:14), endureceu a verdade espiritual (2 Co 3:14), cegado por Satanás (2 Coríntios. 4:4), inútil (Ef 4:17), ignorante (Ef 4:18), e contaminada (Tito 1:15).
Por isso, o primeiro elemento a salvação é uma boa compreensão mental da verdade do evangelho. Jesus disse em Mateus 13:19: "Quando alguém ouve a palavra do reino e não a entende, o Maligno vem e lhe arranca o que foi semeado no seu coração." Romanos 10:17 poderia ser traduzida, "A fé vem de ouvir um discurso sobre Cristo ", enfatizando novamente que a fé envolve o pensamento (cf. Isa. 1:18). É por isso que os crentes Peter comandos para sempre "pronto para fazer uma defesa a todo aquele que pede para você dar uma conta da esperança que há em vós" (1 Pedro 3:15). J. Gresham Machen observou: "O que o Espírito Santo faz no novo nascimento não é para fazer um homem cristão, independentemente das provas, mas, pelo contrário, para limpar as névoas de seus olhos e permitir-lhe assistir à prova" (A Fé Cristã no Mundo Moderno [Grand Rapids: Eerdmans, 1965], 63).
Deus salva as pessoas a serem adoradores, e "os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24). Por isso, é impossível adorar a Deus para além da verdade. Quando Paulo visitou Atenas, a capital cultural do mundo antigo ", seu espírito estava sendo provocado dentro dele enquanto ele estava observando a cidade cheia de ídolos" (Atos 17:16). Mas o que o perturbou tanto como a idolatria flagrante foi que ele "encontrou um altar com esta inscrição:" AO DEUS DESCONHECIDO "(Atos 17:23). Mentes naturais pode ver o mundo e concluímos que existe um Deus. Mas pela razão humana só pode ser conhecido que Ele existe, e não quem Ele é. Para a razão natural Ele é o "desconhecido" e o Deus incognoscível. Ele só pode ser verdadeiramente conhecido pela teologia sobrenatural, a revelação das Escrituras. Deus não aceita adoração baseado na ignorância. Paulo, portanto, começou a explicar aos filósofos atenienses que Deus revelou a Si mesmo (Atos 17:24-31).
Em nítido contraste com a definição contemporânea da fé, a fé bíblica não é um "salto no escuro." Irracional Não é um encontro místico com o "totalmente outro" ou o "fundamento do ser." Também não é auto otimismo, psicológico -hipnose, ou wishful thinking. A verdadeira fé é uma resposta fundamentada a verdade revelada na Bíblia, e salvação resulta de uma resposta inteligente, inspirado pelo Espírito Santo, para que a verdade.
Em Mateus 6:25-34, Jesus repreendeu os discípulos para o pecado da preocupação. Em uma seção notável de seus estudos clássicos de trabalho no Sermão do Monte, D. Martyn Lloyd-Jones destaca que o problema dos discípulos era que eles não conseguiram pensar. Em vez disso, permitiu-se a ser controlado por suas circunstâncias.
Fé, segundo o ensinamento de nosso Senhor neste parágrafo, é principalmente pensar, e todo o problema com um homem de pouca fé é que ele não pensa. Ele permite que as circunstâncias para cacete dele. Que é a dificuldade na vida real. A vida vem a nós com um clube em sua mão e parece-nos sobre a cabeça, e nos tornamos incapazes de pensamento, impotente e derrotado. A maneira de evitar que, de acordo com nosso Senhor, é para pensar. Temos de passar mais tempo em estudar as lições de nosso Senhor em observação e dedução. A Bíblia está cheia de lógica, e nunca devemos pensar em fé como algo puramente mística. Nós não apenas sentar em uma poltrona e esperar que as coisas maravilhosas que acontecem conosco. Isso não é fé cristã. A fé cristã é essencialmente pensamento. Olhai para as aves, pensar sobre eles, e tirar suas deduções. Olhe para a grama, olhar os lírios do campo, considerá-los.
O problema com a maioria das pessoas, no entanto, é que eles não vão pensar. Em vez de fazer isso, eles se sentam e perguntam: O que vai acontecer comigo? O que posso fazer? Essa é a ausência de pensamento, que é entregar, é derrota. Nosso Senhor, aqui, está incitando-nos a pensar, e pensar de maneira cristã. Essa é a essência da fé. A fé, se quiser, pode ser definida assim: É um homem insistir em pensar quando tudo parece estar determinado a cacete e derrubá-lo em um sentido intelectual. O problema com a pessoa de pouca fé é que, em vez de controlar seu próprio pensamento, seu pensamento está sendo controlada por outra coisa, e, como vamos colocála, ele vai girando e girando em círculos. Essa é a essência de se preocupar .... Isso não é pensado, que é a ausência de pensamento, uma falha de pensar.
(Grand Rapids: Eerdmans, 1971, 2:129-30) O pensamento é essencial para a poupança fé, bem como para santificante fé.
Salvação envolve a transformação da mente. Em Romanos 8:5 Paulo escreve: "Aqueles que são segundo a carne cogitam das coisas da carne."
Não-salvos, pessoas carnais têm um incrédulo, carnal mentalidade. Eles pensam como caídas, as pessoas não resgatados. Por outro lado, "aqueles que estão de acordo com o Espírito [definir as suas mentes sobre] as coisas do Espírito." Suas mentes renovadas estão focados em verdade espiritual.
Consequentemente, "a mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz" (Rm 8:6). O Espírito Santo passou a controlar a mente que antes de salvação era depravado, ignorante e cego por Satanás (2 Coríntios. 4:4). A mente resgatados já não pensa no nível carnal, mas no nível espiritual.
Em 1 Coríntios 1:30 Paulo descreve uma das realidades mais incríveis da salvação: "Cristo Jesus ... se tornou para nós sabedoria de Deus". Mentes dos crentes renovados pode mergulhar os pensamentos profundos do Deus eterno (cf. Sl 92.: 5) e nunca atingir o fundo. Em 1 Coríntios 2:11-16 Paulo ampliou esse pensamento:
Para quem conhece os pensamentos do homem, senão o espírito do homem que nele está? Mesmo assim os pensamentos de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Agora nós não temos recebido o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que possamos conhecer as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus, que as coisas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas em ensinadas pelo Espírito, combinando pensamentos espirituais com palavras espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas quem é espiritual avalia todas as coisas, mas ele próprio é avaliado por ninguém. Para quem conheceu a mente do Senhor, que ele irá instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
Em contraste com o "homem natural [que] não aceita as coisas do Espírito de Deus," as subvenções Espírito Santo aos crentes a capacidade de "saber as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus." Na verdade, "nós temos a mente de Cristo ", através do Espírito, os crentes têm conhecimento de Deus, que de outra maneira nunca ter tido. Assim como ato inicial dos crentes da fé salvadora leva a uma vida de fé, assim também a transformação da mente à salvação inicia um longo processo de renovação da mente. Em Romanos 12:2 Paulo escreveu: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente". Aos efésios ele escreveu, "vos renoveis no espírito da vossa mente" (Ef. 4:23 ). Jesus, respondendo à pergunta sobre qual era o maior mandamento da Lei, disse: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma e com toda tua mente" (Mateus 22:37) . Pedro também falou da renovação da mente, quando ele ordenou: "Prepare sua mente para a ação" (1 Pedro 1:13). Paulo chamou os crentes para "definir a [sua] mente [s] sobre as coisas do alto, não nas coisas que estão na terra" (Cl 3:2). Mais de uma dúzia de vezes em suas epístolas Paul perguntou a seus leitores: "Você não sabe?" O apóstolo espera os crentes a pensar e avaliar. E isso não é uma perspectiva exclusivamente do Novo Testamento. Em Provérbios 2:1-6 Salomão aconselhou: Meu filho, se você vai receber as minhas palavras e meus mandamentos tesouro dentro de você, faça o seu ouvido atento à sabedoria, inclina o teu coração ao entendimento, pois se você chorar para o discernimento, levante sua voz para a compreensão, se você procurá-la como a prata e pesquisa para ela como a tesouros escondidos; então você vai perceber o temor do Senhor e descobrir o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento.
O salmista clamou: "Dá-me entendimento, para que eu observe a tua lei e mantê-lo com todo meu coração" (Sl 119:34).
Os crentes devem disciplinar os seus entendimentos espiritualmente sensíveis a pensar sobre certas realidades espirituais. Neste breve lista, catálogos Paul oito virtudes divinas para se concentrar.
JOHN MACARTHUR, JR. Novo Testamento Comentário Filipenses Comentário Expositivo.
2. Pensando nas coisas eternas.
A concentração dos nossos pensamentos nas coisas espirituais
Na Carta aos Colossenses, Paulo foi enfático quando escreveu à igreja, dizendo: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.2). Naturalmente, essa expressão não significa deixar de viver uma vida cristã racional. Também não significa ter a mente livre ou ser bitolado por pensamentos impostos pelo cristianismo. Não! Significa, sim, dominar a própria mente e selecionar o que é melhor para uma vida feliz e equilibrada. Aprendemos nessa escritura que o modo mais equilibrado de viver uma vida vitoriosa em Cristo Jesus é equilibrar coração e mente, priorizando as coisas espirituais. Os maus pensamentos são frutos de uma vida não regenerada. Ser cristão é uma questão de inteligência, porque aprendemos a pensar e ter domínio sobre as coisas do século. Mente e sentimento interagem, ajudados pelo Espírito Santo, para uma vida cristã feliz e vitoriosa.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 138.
«...pela renovação da vossa mente...» Essa «renovação» é de caráter espiritual, assumindo o aspecto de «reforma», em que as faculdades mentais e espirituais—as faculdades imateriais do indivíduo—são afetadas para melhor. Isso é mais do que a renovação «intelectual», porquanto também deve ser ação da própria alma ou espírito, a verdadeira essência intelectual do ser humano.
«A mente é renovada pela novidade do Espírito, e do íntimo o impulso transformador passa a transfigurar a totalidade da vida». (Philip Schaff, no Comentário de Lange).
Deus é intelecto puro, o «nous» dos gregos (que significava a «mente», para eles), o «nous» do universo, o grande ser imaterial. O homem também possui intelecto, cuja espiritualidade é derivada da espiritualidade infinita de Deus. A «...mente...», palavra empregada neste texto e usada constantemente no vocabulário da filosofia grega, a começar por Anaxágoras, reveste-se da ideia de «espiritualidade», e não apenas da ideia de «intelectualidade». Portanto supomos, paralelamente a vários intérpretes, que 0 presente versículo fala mais do que sobre as qualidades intelectuais, dando a entender que mais do que essas faculdades ainda precisam ser transformadas pelo poder de Deus. Na realidade, é a própria alma ou espírito que terá de passar por essa renovação do Espírito, o que, naturalmente, incluirá o processo e as qualidades intelectuais. E assim o «intelecto» humano não mais será escravo ante as influências de um mundo ímpio, embora o sentido da passagem seja mais profundo que esse.
Os Elementos Dessa Renovação
1. Quando do arrependimento, o homem é libertado do domínio do pecado, passando a ter uma nova concepção da vida e seu significado (ver as notas sobre o «arrependimento», em João 3:3).
2. Na santificação, o homem não somente se vai despindo do poder do pecado, mas também vai adquirindo as virtudes espirituais positivas de Deus. Tal homem vai caminhando pelo novo caminho, compartilhando da mente de Cristo, ao invés de ser dominado pela mente carnal. (Ver as notas sobre a «santificação», em I Tes. 4:3; e sobre a «mente de Cristo», em I Cor. 2:16).
3. Essa operação renovadora, naturalmente, é realização do Espírito (ver II Cor. 3:18 e Gál. 5:22), pois é algo divino, e não alguma operação humana. O caminho de Deus é místico, e não legal ou sacramental. Noutras palavras, tal obra é realizada através de um contato com o sobre-humano, conforme a definição básica do misticismo.
4. Essa renovação é fomentada pelo emprego dos meios de desenvolvimento espiritual·. O estudo da Bíblia; a dedicação da mente às questões espirituais através do uso das Escrituras, e outros livros espirituais; a oração, que é a comunhão direta com Deus (ver as notas em Efé. 6:18); a meditação (que é quando Deus fala intuitivamente com os homens); a santificação (pois sem santidade não pode haver qualquer desenvolvimento cristão); a prática da lei do amor (as boas obras), pois o amor é a comprovação da espiritualidade e se deriva do próprio novo nascimento (ver João 4:7,8); e 0 uso dos dons espirituais, que tende por conduzir-nos na direção de nossa perfeição (ver Efé. 4:11 e ss.).
«...para que experimenteis...» A palavra aqui traduzida por «....expertmenteis...» tem sido traduzida também por «proveis», «façais real», «conheçais certamente» ou «tenhais um conhecimento fidedigno de»; porém, a verdade é que deve mesmo significar conhecimento experimental, e não apenas a consciência intelectual. Significa por à prova. E, apesar do conhecimento fazer parte integrante, a experiência faz parte integrante do que aqui é dito, pois faz parte inerente deste pensamento. Mediante a renovação do ser espiritual inteiro do homem, podemos provar e pôr a teste a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus. Somente desse modo, através da renovação do íntimo, segundo foi esclarecido mais acima, é que podemos realmente experimentar a «vontade» de Deus na presente existência.
«O indivíduo regenerado prova, mediante o veredicto de sua consciência, a vontade de Deus, por haver sido despertado e iluminado pelo Espírito Santo». (Meyer, in loc.).
«...vontade de Deus...» Não o atributo divino da vontade, que controla a todas as coisas, a parte volitiva de Deus; mas antes, a «coisa desejada», o «curso correto da conduta», conforme Deus vê as coisas. Esse correto curso de ação deve ser de qualidade «...boa...», como também «...agradável...» e «...perfeita...» Trata-se de um alvo elevadíssimo que é posto à nossa frente. Nenhum homem mortal, entretanto, pode jamais atingi-lo, embora alguns tenham chegado mais perto do grande alvo do que outros.
Alguns intérpretes pensam que os adjetivos «boa», «agradável» e «perfeita», modificam diretamente o substantivo «vontade». Isso é possível, embora a maioria dos estudiosos prefira pensar que a construção da frase deve ser: «...para que experimenteis a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito». Mas, mesmo fazendo desses adjetivos outros substantivos de oposição, esses três vocábulos devem ser compreendidos como qualificações da vontade de Deus, ou seja, aquilo que o Senhor deseja que os homens sejam e façam. Assim o significado da frase redunda na mesma coisa, ainda que, gramaticalmente, seja expressa de forma levemente diferente.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 3. pag. 810.
Rm 12.2 — Conformeis significa formar ou moldar.
Mundo é a palavra normalmente utilizada para era. Em vez de ser moldado pelos valores do mundo, aos cristão é dito transformai vos, ou seja, eles devem mudar pela renovação do entendimento.
A transformação espiritual começa na mente e no coração. Uma mente dedicada às coisas do mundo e às suas preocupações produzirá uma vida lançada de um lado para o outro pelas tendências da cultura. Mas uma mente dedicada à verdade de Deus produzirá uma vida que não se limitará ao tempo. Nós podemos resistir às tentações da nossa cultura meditando na verdade de Deus e deixando que o Espírito Santo guie e molde nossos pensamentos e comportamentos.
Transformar ( gr. metamorphoõ)
(Rm 12.2; Mt 17.2; 2 Co 3.18)
A palavra grega para transformar significa mudar a forma, o mesmo sentido do termo metamorfose da língua portuguesa. No Novo Testamento, essa palavra é usada para descrever uma renovação dentro de nossa mente, através da qual nosso espírito interior é mudado para que assuma a semelhança de Cristo. Paulo recomendou aos cristãos romanos o seguinte: transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Rm 12.2).
Nossa vida cristã deve estar sempre em progresso. A cada dia, devemos procurar viver uma vida segundo a vontade de Deus. A transformação não acontece da noite para o dia. Nossa regeneração é instantânea, mas a nossa transformação é contínua. Quanto mais tempo passamos em intimidade com Cristo, mais som os conformados gradualmente à Sua imagem (2 Co 3.18).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 393-394.
«...Pensai...» No grego é «phroneo», «pensar», «considerar», «fixar a mente sobre», e que certamente é usada enfaticamente aqui no seu sentido de «fixar a mente sobre». Paulo exorta aqui aos crentes que dediquem a Cristo todas as faculdades intelectuais e contemplativas da alma, do homem essencial. Ele esperava a intensidade da concentração no bem, no que é belo, no que é celestial. Ora, isso é impossível se a alma não consagrar-se ao Espírito, o qual pode arranjar e determinar a natureza do processo de raciocínio. Até mesmo isso exige cultivo, pois não se trata de algo automático. Aquele que invade sua mente com coisas mundanas, como se vê nos filmes, na televisão, na literatura detrimente e amoral, etc., ou mesmo aquele que se preocupa exclusivamente com coisas terrenas, embora estas não sejam prejudiciais por si mesmas, dificilmente será capaz de fixar sua mente sobre as realidades do alto, sobre as coisas hígidas e espiritualmente benéficas. Notemos como, em Rom. 12:1,2, a suprema dedicação requerida dos homens se verifica mediante a «renovação da vossa mente». De fato, a dedicação a Cristo é impossível para a mente carnal. Da mente espiritual é que se originam todas as questões da vida eterna; mas da mente carnal só pode provir água pútrida e estagnada.
Minha mente para mim é um reino,
Tantas alegrias presentes ali encontro
Que ultrapassam toda outra felicidade
Que a terra dê ou medre dessa espécie:
Embora muito eu queira do que a maioria desejaria ter,
Contudo, minha mente me proíbe de cobiçar.
(Sir Edward Dyer)
Notemos, no primeiro versículo deste capítulo, a palavra «buscai», e, aqui, o termo «pensai», ambas as quais são imperativos presentes. E como se Paulo tivesse dito: Que vosso hábito seja essa busca e essa fixação da mente em vosso bem-estar espiritual. Convém que sejamos transferidos para as regiões celestiais para estarmos com Cristo; mas isso será impossível se não cedermos ao poder do Espírito mediante o qual somos transformados segundo a sua imagem. Que ninguém se engane acerca disso: sem a santificação, é impossível a alguém ver a Deus (ver Heb. 12:14). O indivíduo colhe aquilo que tiver semeado, a saber, a vida eterna ou seu contrário, que é a corrupção (ver Gál. 6:7,8); e recebemos o que tivermos semeado, de bom ou de mau (ver II Cor. 5:10). Nos escritos de Paulo não há a crença fácil, já que ele requer que a santificação se siga à conversão, porque é mister ligar a corrente de ouro, elo com elo, até que sejamos levados à glorificação. A conversão, a santificação e a glorificação são estágios da salvação. (Ver as notas expositivas em Heb. 2:3, acerca da «salvação»). Poderíamos comparar a salvação a uma corrente de ouro, com vários elos. Essa corrente se estende desde o mais profundo abismo de degradação até ao mais elevado lugar de glória, nos altos céus. Sua extremidade inferior nos encontra onde estivermos, não havendo lugar tão baixo onde ela não nos possa achar.
Podemos agarrar-nos a ela, sem importar onde nos achemos. Ao nos agarrarmos a ela, somos elevados para fora do abismo, e se continuarmos a subir por ela, seremos eventualmente conduzidos à glória, compartilhando da própria glorificação de Cristo. Ora, a santificação é um dos elos dessa
corrente, essencial à salvação, conforme se vê em II Tes. 2:13.
Notemos, quanto a isso, a passagem de Fil. 3:19. Aqueles que só «pensam» nas coisas terrenas, são aqueles que terminam na perdição, pois seu ventre é o seu deus, e se vangloriam em sua vergonha.
Referências e ideias. As afeições:
1. As afeições devem ser supremamente fixadas em Deus (ver Deut. 6:5 e Marc. 13:20). 2. As afeições devem ser fixadas sobre os mandamentos de Deus (ver Sal. 19:8-10; Sal. 119:20,97,103,167). 3. Sobre a casa de Deus e a adoração a ele (ver I Crô. 29:3; Sal. 26:8; 27:4; 84:1,2). 4. Sobre o povo de Deus (ver Sal. 16:3; Rom. 12:10; II Cor. 7:13-15 e I Tes. 2:8). 5. Sobre as realidades celestiais (ver Col. 3:1,2). 6. As afeições devem ser zelosamente concentradas em favor de Deus (ver Sal. 69:9; 119:139 e Gál. 4:18). 7. Cristo reivindica o primeiro lugar em nossas afeições (ver Mat. 10:37 e Luc. 14:26).
«Está em pauta a tendência prática do pensamento e das disposições» (Meyer, in loc.).
Algumas traduções dizem aqui «afeições»; e apesar de não tratar-se de uma tradução correta, é ideia que pode ser inferida, pois a mente determina aquilo que amamos. Paulo nos exorta aos mais elevados pensamentos e intuitos, pois Cristo está não somente nos céus, mas também está à direita de Deus; e ele é o alvo de todo o nosso pensamento, como também é o seu regulador.
«Antecipamos assim aos céus, não somente na nossa esperança, mas também em nossos afetos e em nosso temperamento, ,vendo as coisas como Deus as vê, e encarando tudo em relação a ele... pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o vosso coração!» (Barry, in loc.).
Alguns pensam que Paulo continuava repreendendo à ética rudimentar dos mestres gnósticos, que promoviam uma adoração meramente cerimonial, sacramental e ritualista , de mistura com o ascetismo. Certamente Paulo queria incluir aquele sistema que encoraja o tipo de temperamento e de mentalidade terrenas que deve ser evitado, ainda que, provavelmente, essa não seja a sua referência primária. O que é apenas terreno, deverá perecer (ver Col. 2:22). O povo celestial deve ser dono de uma mentalidade superior a isso, porquanto a mentalidade carnal se concentra no que é perecível.
«Ninguém anela pela vida eterna, incorruptível e imortal, a menos que esteja cansado de sua vida temporal, corruptível e mortal» (Agostinho).
«Estai tão empenhados pelas coisas eternas e celestiais, como antes estáveis por aquilo que é terreno e perecível». (Adam Clarke, in loc.).
Referindo-se ao Cristo, escreveu certo autor: «Ele cria profundamente no fato da ‘conversão’, quando voltamos o rosto para uma nova vereda. Mas o primeiro passo, uma vez dado, segundo ele insistia, é mister insistir sobre a peregrinação extremamente árdua, bem como sobre seus momentos de visão elevada e sua recompensa final. Sua religião era terna e humana, mas também era bem armada. Não tinha amor para os comodistas de Sião».
(John Buchan).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 134.
3. Agindo sabiamente.
SÁBIO (PROFICIÊNCIA)
Um sábio é tão-somente um homem venerável, de grande sabedoria. A raiz latina desse adjetivo é sapiens, «sábio». Por outro lado, trata-se de alguém que obteve um desenvolvimento espiritual incomum, o que distingue dos demais homens. Toda a fé religiosa dá lugar à proficiência, à sabedoria, que é exaltada como um alvo a ser atingido pelos homens. Mas nem todas as religiões creem que todos os seres humanos são capazes de atingir essa meta.
Doutrinas como a da predestinação e a da depravação dos homens impedem a ideia de a graça iluminadora de Deus ser administrada à todos os homens, sem distinção; os dogmas limitam.
Apesar disso, o alvo da vida, segundo o neoconfucionismo, é que todos os homens venham a tomar-se sábios. Chou Tun-I afirmava que um sábio dirige de tal maneira a sua vida que obedece à regra áurea; e que o resultado disso é que ele vem a tomar-se sábio, atingindo aquele elevado alvo. A doutrina do meio-termo requer sinceridade e persistência. Por outro lado, You Yen acreditava que o verdadeiro sábio e a sua condição estão acima de nossas categorias, às quais nomeamos.
No cristianismo, Jesus Cristo é a nossa sabedoria, é o modelo segundo o qual nossa transformação metafísica e moral terá lugar (ver I Cor. 1:30; 11 Cor. 3:18). E, ainda segundo os ensinos bíblicos, o ministério do Espírito deve ser atuante sobre uma vida humana para que aquela pessoa venha a tornar-se um verdadeiro sábio. Não podemos esquecer, por igual modo, o estudo das Sagradas Escrituras, com a absorção de seus princípios espirituais. Diz Paulo a Timóteo: «... desde a infância sabes as sagradas letras, que podem tomar-te sábio para a salvação, pela fé em Cristo Jesus» (11 Tim. 3: 15).A mensagem universal do evangelho de Cristo abriu as portas da proficiência espiritual a todos os homens, posto que nem todos valer-se-ão dessa oportunidade, preferindo permanecer no estado de ignorância espiritual, aquilo que a Bíblia chama de «nesciedade», A participação na própria natureza divina, incluindo a sabedoria divina, é o alvo final dos remidos (ver Col. 9, 10; Efé. 3: 19; 11 Ped. 1:4).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 12-13.
Fp 4.8 Aquilo que colocamos em nossa mente determina o que falamos e fazemos. Paulo nos aconselha a programar nossa mente com pensamentos que sejam verdadeiros, honestos, justos, puros, amáveis, de boa fama, virtuosos e louváveis. Você tem algum problema com pensamentos impuros ou com devaneios?
Examine o que está colocando em sua mente por meio da televisão.
dos livros, das conversas, dos filmes ou das revistas. Substitua toda informação perniciosa por material de valor. Acima de tudo. leia a Palavra de Deus e ore. Peça a Deus para ajudá-lo a direcionar sua mente para aquilo que é bom e puro. Essa atitude requer alguma prática e disciplina, e você certamente é capaz de fazê-lo.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1668.
II - O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
Uma atitude que reflita o pensar positivo e correto
Norman Vincente Peale não foi o primeiro homem a tirar proveito da lei do "pensamento positivo". Paulo já aplicava esta verdade no primeiro século. Nesta carta ele usou uma variedade de palavras para descrever as coisas que são excelentes ou dignas de louvor e nas quais os crentes devem pensar.
Esta lista não é completa, antes, sugestiva e ilustrativa. Também, as palavras são um pouco difíceis de definir isoladamente. Juntas, porém, formam um perfil positivo para o pensamento e ação.
Notem, também, que Paulo não determinou um "conteúdo" específico sobre o qual pensar. Antes, ele deu uma relação das qualidades que podiam ser usadas como critérios em cada cultura e em certo momento da história, assim transformando estas virtudes supraculturais e imemoriais. Paulo perguntou:
a. É verdadeiro? Isto é, é verdadeiro no sentido mais amplo da palavra?
b. E nobre? Isto é. é digno de reverência?
c. É certo? Moral, reto, justo?
d. É puro? Casto, caracterizado pela pureza?
e. É amável? Atraente, agradável, amistoso?
f. E de boa fama? Cativante, amável?
Depois de relacionar estas qualidades, Paulo parece dar a entender: "Vocês podem acrescentar mais coisas a esta relação, se o desejarem, mas certifiquem-se de que suas adições representem a excelência do que é digno de louvor. É este o critério supremo! Seja lá o que for que vocês acrescentarem, meditem cuidadosamente e pensem em coisas que refletem estas virtudes."
Paulo concluiu este parágrafo referindo-se novamente a seu próprio exemplo: "O que também aprendestes, e recebestes, ouvistes e vistes em mim, isso praticai." Paulo arriscou sua própria reputação. Essencialmente ele disse aos Filipenses o que já havia dito aos coríntios: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (1 Coríntios 11:1).
Isto não era um sermão pio, mas uma exortação que podia ser verificada por qualquer pessoa que realmente conhecia a Paulo. Os que o conheciam bem receberam a mensagem pelo que ela significava: uma afirmativa de humildade, refletindo um coração que ansiava por Deus e pela santificação suprema.
Finalmente, Paulo ligou a exortação quanto ao pensar em coisas excelentes e dignas à sua exortação prévia de orar por todas as coisas. "Quando fizerem estas coisas", deixou ele subentendido "isto é, se vocês confiarem em Deus e orarem a respeito de tudo, e se pensarem positivamente sobre coisas excelentes e dignas, experimentarão a presença e a paz de Deus" (4:9).
GETZ. Gene A. A Estatura de um Cristão, Estudos em Filipenses. Editora Vida. pag.  93.
1. “Tudo o que é verdadeiro e honesto”.
Podemos inverter a posição da frase “nisso pensai” (ARC) que está no final do texto (v. 8). Prefiro a tradução da ARA, que diz: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Ralph P. Martin, em Filipenses: Introdução e Comentário, escreveu: “Este versículo é governado pelos verbos seja isso o que ocupe o vosso pensamento, em grego, um único verbo ‘logizesthe’, que significa mais que ‘ter em mente’. O sentido é: ‘levar em consideração’ (logos), ou mesmo ‘fazei destas coisas o logos de seu universo pessoal’, isto é, ‘refleti nessas qualidades da vida e permiti que as mesmas modelem a vossa conduta”’ (p. 172). Na verdade, Paulo deseja que os filipenses tenham em mente as melhores coisas que contribuam para o crescimento moral e espiritual da vida de cada um.
A expressão “tudo o que é verdadeiro” tem na palavra “verdadeiro”, conforme está no grego bíblico como “alethe” que significa “verdade” e refere-se àquilo que opõe ao que é falso, que é irreal e ao que não contém substância. Vivemos em um mundo de mentiras que influencia a vida da humanidade. O papel do cristão é não só proclamar a verdade, mas viver a verdade no seu comportamento cotidiano. Lamentavelmente, a mentira está presente na vida de cristãos e líderes cristãos, e vem maquiada de falsa imagem da verdade, escondendo a realidade moral e espiritual por baixo dessa maquiagem. Deus sempre abominou a mentira. A igreja de Jesus Cristo não pode e não deve permitir que o espírito de mentira domine sua mente (Cl 3.9). Mentes dominadas por sentimentos carnais fantasiam seus pensamentos com mentiras. Deus abomina a mentira e a sua Palavra diz em Salmos 119.163: “Abomino e aborreço a falsidade”.
É verdadeiro aquilo que é autêntico e não se baseia em suposições, boatos, mentiras e coisas sem comprovação. O espírito de mentira tem entrado no seio da igreja e produzido grandes males. E triste quando percebemos a malícia de alguns cristãos que difamam e espalham rumores negativos de outros irmãos, com a intenção de prejudicar alguém que se constitui um estorvo no seu caminho. Atitudes verdadeiras têm a ver com o caráter de quem as pratica. Paulo começa sua lista com o que é verdadeiro. Na mente judaica, a verdade é aquilo que se opõe à falsidade e à mentira. No pensamento grego da época (Platão), a verdade é aquilo que se opõe ao que é aparente ou passageiro. No pensamento do apóstolo Paulo, naquele contexto, “aquilo que é verdadeiro” era aquilo que era reto e fazia oposição ao que era irreal, falso e que não tinha substância.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 135-136.
As virtudes aqui alistadas fazem todas parte do «fruto do Espírito» (ver Gál. 5:22,23), devendo ser consideradas como algo que surge mediante o cultivo e o desenvolvimento espirituais. Essas virtudes é que devem ocupar as nossas mentes, devendo sempre ser «levadas em conta» por nós, em nossa inquirição espiritual. Deus nos guarda e nos dá paz como um dom; mas também temos obrigações e precisamos cultivar as virtudes espirituais. Sem essas virtudes, o ideal cristão não pode concretizar-se na vida de um a pessoa. Comenta Robertson (in loc.), acerca dessas diversas virtudes: «Elas são pertinentes agora, quando tanta imundícia é exposta perante o mundo, em livros, revistas e filmes, sob o nome de realismo, a fossa mesma das piores iniquidades». Se Robertson tivesse vivido em nossos dias, mui provavelmente ,teria adicionado a «televisão» à lista daquelas coisas que servem de elementos corruptores dos homens.
«...verdadeiro...» No original grego temos o termo «alethe».Deus é a norma de toda a verdade, como também seu padrão e fonte originária. Nas páginas do N.T., a «verdade» é frequentemente sinônimo do «evangelho», a verdade conforme ela é revelada em Cristo ; e Cristo é a verdade personificada (ver João 14:6). Aquelas coisas que concordam com a natureza de Deus, na pessoa de Cristo, são «verdadeiras», em contraste com a falsidade e a hipocrisia. Aquilo que não se assemelha inerentemente a Deus, necessariamente é falso. O oposto de Deus são as coisas «insinceras»,
«hipócritas», «pretenciosas» ou «falsas» (não podendo elas representar a verdade objetiva de Deus em qualquer sentido, espiritual ou não).
« ...respeitável...» No grego é «semna», que significa «honroso», «reverenciável», «venerável». A forma verbal é «sebo», que quer dizer «adorar» ou «reverenciar». Dos diáconos se pede que tenham essa qualidade (ver I Tim. 3:8); mas aqui essa mesma virtude é requerida de todos os crentes. Os crentes devem «exibir um a dignidade que se deriva da salvação moral, assim convidando o respeito. Nos escritos clássicos, esse é um dos epítetos dos deuses» (Vincent, in loc.).
«Nobres e sérios, em oposição da kouphos, que significa a quem falta seriedade intelectual» (Matthew Arnold, in loc.).
«Há muita coisa nos códigos de honra que é estúpido e artificial; mas existem modos de agir que sabemos ser corretos, segundo nossos mais profundos instintos. ·Agir contrariam ente a isso é ofender a Deus». (Scott, in loc.). Essa palavra se encontra no N.T., somente aqui e nos trechos de I Tim. 3:8,11 e Tito 2:2.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 63.
4.8 - O termo honesto se refere àquilo que tem caráter honroso. A palavra puro está intrinsecamente ligada ao vocábulo grego usado para santo e, portanto, significa sagrado ou imaculado. Com o verbo pensai, Paulo ordena aos filipenses que deliberem, avaliem, considerem repetidas vezes o que é bom e puro. Desse modo, os cristãos podem renovar sua mente para que não se conformem com os maus hábitos deste mundo (Rm 12.2).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 535.
Fp 4.8 verdadeiro. Tudo o que é verdadeiro se encontra em Deus (2Tm 2.25), em Cristo (Eí 20.21), no Espírito Santo (Jo 16.13) e na Palavra de Deus (Jo 17.17). respeitável. O termo grego significa "digno de respeito". Os cristãos devem meditar cm tudo aquilo que é digno de respeito e adoração, ou seja, o sagrado em oposição ao profano.
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 1623.
Esses conselhos se integram no cômputo dos verdadeiros valores da vida. Pensai nessas coisas significa «tomai essas coisas na devida conta». Tem a força de um apelo ao julgamento moral. Que valores são esses? O apóstolo dá uma lista de sete: real (verdadeiro), venerável (honesto), direito (justo), puro, amável (tudo o que é de boa fama), respeitável (tudo o que for de valor moral digno de louvor). Tais virtudes, na acepção de Paulo, eram mais excelentes que todas as demais, por isso ele exorta os crentes a ocuparem seus pensamentos com elas e a fazerem norma prática de seu modo de viver. Isso porque a mera contemplação daquelas coisas não é suficiente. O pensamento deve ser traduzido por ação, de acordo com o próprio ensinamento e exemplo de Paulo (9). Se deste modo andarem, o Deus de paz será com eles (cf. verso 7).
DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Filipenses. pag. 35.
2. “Tudo o que é justo”.
Na língua grega, a palavra “justo” é dikaios, que implica praticar as coisas certas e retas. Significa fazer tudo aquilo que não prejudique o seu irmão, o seu próximo. Significa não buscar atalhos nem ter atitudes iníquas para fazer e proceder o que é correto. A Bíblia diz que o homem iníquo maquina o mal na sua cama durante a noite para fazer o mal durante o dia. O profeta Amós profetizou a esse respeito e aclara a nossa mente sobre o pensar justo. Ele disse:
Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado e destruís os miseráveis da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão? E o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganadoras, para comprarmos os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sapatos? E, depois, vendermos as cascas do trigo. (Am 8.4-6)
Esse é o retrato do pensar e do agir injustamente. Pensar e ocupar a mente em tudo o que é justo significa desenvolver uma relação positiva com Deus e com os homens. Os padrões de justiça de Deus norteiam o comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O cristão verdadeiro cumpre as leis de justiça e equidade na vida da família, da sociedade e da espiritualidade. Temos uma história bíblica acerca de Acabe, rei de Israel, que se deitou com a ideia fixa e má de adquirir a vinha de Nabote, porque este havia se recusado a negociar sua vinha com o rei. Em vez de pensar com atitude de justiça e respeitar o seu semelhante, mesmo sendo um súdito do seu reino, ele deu vazão aos maus pensamentos. A mulher de Acabe, Jezabel, tão má quanto ele, planejou e ordenou a morte de Nabote e tomou posse da sua vinha, apenas para satisfazer um desejo egoístico do coração injusto de Acabe. Porém, a justiça de Deus não os deixou impunes e pagaram caro pelo ato de injustiça que nasceu de pensamentos maus (1 Rs 21.17-26).
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 137-138.
<...justo...> No original grego temos a palavra «dikaia», que significa «equitativo», satisfatório em todas as obrigações para com Deus, para com nossos semelhantes e para conosco mesmos. Essa é a forma adjetivada da «retidão salvadora», que nos é dada pela fé, a saber, a própria retidão de Deus (ver Rom. 3:21),a qual é lançada na conta dos homens, e realmente é também formada pelo Espírito Santo no homem interior. Todas as nossas ações devem concordar com essa nossa natureza inata.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 63-64.
Tudo o que é justo. A palavra grega dikaios enfatiza aqui uma correta relação com Deus e com os homens. Tendo recebido de Deus tanto a justiça imputada quanto a comunicada, os crentes devem pensar com retidão, diz Hendriksen. William Barclay diz que essa é a palavra do dever assumido e do dever cumprido. O reverso disso encontramos no homem iníquo que “maquina o mal na sua cama”, a fim de executá-lo depois, à luz do dia (Am 8.4-6).
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 236.
Tudo o que é respeitável e justo. Ou seja, tudo o que é "digno de respeito e correto". Muitas coisas não são respeitáveis, e os cristãos não devem pensar nelas. Isso não significa enterrar a cabeça na areia e evitar tudo o que é desagradável, mas sim não dedicar atenção a coisas desonrosas nem permitir que elas controlem os pensamentos.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 125.
3. “Tudo o que é puro e amável”.
Pureza implica limpeza, algo não contaminado ou poluído. Na língua grega do Novo Testamento, a palavra “puro” advém de hagnos. Essa palavra grega sugere e descreve aquilo que é moralmente puro e livre de sujeiras, de manchas, assim como os sacrifícios de gratidão que faziam parte dos rituais sacerdotais do povo de Israel tinham que ser limpos, perfeitos e puros de qualquer impureza, antes de serem colocados sobre o altar. Desta forma, também, tudo que fazemos para Deus e tudo quanto oferecemos a Deus precisa ser puro. Uma mente pura significa uma mente casta. A primeira ideia de “ser puro” é ser inocente em relação a ter pensamentos, palavras e ação puros. O crente deve permitir ao Espírito a limpeza contínua no coração, na consciência, nas afeições e nos motivos da vida. Toda sorte de impureza deve ser eliminada no meio do povo de Deus (Ef 5.3). Ora, a que se refere a expressão “tudo o que for puro?”. Refere-se a ter pureza na vida pessoal: coração purificado, consciência pura, pensamentos puros, afeições puras, possessões puras, sem motivos impuros. Precisamos ser puros na palavra e nas ações cotidianas para termos uma vida equilibrada em Cristo Jesus.
“Tudo o que é amável”
Ora, tudo o que é amável é tudo aquilo que se pode amar para sermos dignos de sermos amados por aquEle que nos amou com amor profundo (Jo 3.16; Rm 5.8). As coisas amáveis são coisas que atraem e causam prazer a todas as pessoas. Significa pensar naquilo que promove o amor fraternal e à amizade.
Amizade representa o que mais valorizamos na vida, por isso, “tudo o que é amável” é tudo quanto constrói emocional e espiritualmente nas relações entre os irmãos. Aquilo que é amável não é aquilo que desmerece os outros, que desqualifica os irmãos ou aquilo que faz discriminação.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 138-139.
«...puro...» No grego é «agna», que significa «puro», em sentido moral. A pureza de motivos e nas ações está aqui em foco. Originalmente, a raiz era «agos», palavra que indicava qualquer questão que envolve «respeito» religioso. E essa palavra veio eventualmente a significar, especificamente, um «sacrifício expiatório» a ser oferecido aos deuses. Daí o termo veio indicar «algo separado para os deuses». Então , visto que os deuses supostamente seriam santos, surgiu a ideia de «santidade», de «pureza».
Assim, pois, aquilo que é «puro» é aquilo que foi consagrado a Deus, que não está maculado pelo pecado. Tal palavra também significava, frequentemente, «castidade» ou «inculpabilidade moral». (Ver Fil. 1:17, onde a forma adverbial é usada para indicar a pregação do evangelho, por motivos sinceros e incorruptos. Na Septuaginta (tradução do original hebraico do A.T. para o grego) essa palavra indicava pureza «cerimonial», com a ideia de purificação. E esse sentido também é preservado nas páginas do N .T. (ver João 11:55; Atos 21:24,26 e 24:18). Nas passagens de Tia. 4:8; I Ped. 1:22 e I João 3:3, o termo indica a purificação espiritual do coração e da alma. Pensamentos puros, palavras e ações puras, provenientes de um a alma pura, são aqui indicados.
«...amável...» No grego temos o vocábulo «prosphile», que significa «digno de amor», indicando aquilo para o que somos atraídos, devido à sua beleza de caráter. Esse termo é usado exclusivamente aqui, em todo ο N.T., indicando aquilo que, por sua própria beleza, atrai o amor e se tom a caro para alguém. Deus é o grande magneto da bondade, que atrai o amor; por conseguinte, essa qualidade realmente é algo de Deus, insuflado em algo ou em alguém, para que esse algo ou esse alguém possua encantamento. Mas essa palavra também era usada como sentido de «amigável», de «agradável». Platão, em seu diálogo Simpósio, assevera que aquilo que nos atrai, nas pessoas ou nas coisas, é a «beleza», porquanto amamos ao belo; mas que, em última análise, esse amor à beleza é, realmente, amor a Deus, pois ele é o clímax de toda a beleza, como seu grande modelo e fonte originária. Por isso mesmo é que o Senhor Jesus disse que se ele fosse levantado da terra, atrairia a si mesmo todos os homens; e isso mostra até que ponto ele possuía a beleza divina. Ver o trecho de João 12:32 e as notas expositivas a respeito, onde se explica como isso pode tornar-se realmente verdade, e não apenas em parte. Trata-se de uma feliz condição a do homem para quem são atraídos outros homens, por ter ele, em si mesmo, algo da beleza de Deus, o que merece amor.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 64.
...tudo o que é puro. A palavra grega hagnos descreve o que é moralmente puro e livre de manchas.
Ritualmente descreve algo purificado de tal maneira que se faz apto para ser oferecido a Deus e usado em seu serviço.
Pureza de pensamento e de propósito é condição preliminar indispensável para a pureza na palavra e na ação, diz E F. Bruce.
....tudo o que é amável. A palavra grega prosphiles traz o significado de agradável, aquilo que suscita amor. Trata-se de algo que se auto-recomenda pela atração e encanto intrínsecos. São aquelas coisas que proporcionam prazer a todos, não causando dissabor a ninguém, à semelhança de uma fragrância preciosa, diz F. F. Bruce.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 236.
Tudo o que é puro, amável e de boa fama. "Puro" refere-se, provavelmente, à pureza moral, uma vez que as pessoas daquela época, como as de hoje, eram constantemente tentadas pela impureza sexual (Ef 4:17-24; 5:8-12). "Amável" significa "belo, atraente".
"De boa fama" refere-se ao que é "digno de ser comentado, atraente". O cristão deve encher a mente com os pensamentos mais nobres e elevados, não com os pensamentos abjetos deste mundo depravado.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 125.
4. “Tudo o que é de boa fama”.
A expressão “boa fama” aparece no grego bíblico como euphemos, um adjetivo que sugere um sentido ativo de “falar bem de” em vez de “ter boa reputação” como a maioria interpreta. A tradução da NVI traduz a expressão como “aquilo que é admirável”. O sentido é simples e objetivo porque se refere ao cuidado com as palavras e ações em relação às pessoas do nosso convívio. Por isso, o que é de boa fama é o que é digno de louvor, de elogio e gracioso. Algumas versões traduzem a expressão “boa fama” por “bom nome”. Um bom nome significa a representação daquilo que uma pessoa é. Ter um bom nome significa ter um bom caráter. Muito mais que admirar alguém pelo seu caráter, o pensar em coisas de boa fama significa rejeitar na mente qualquer coisa ou pensamento que desonrem ou que tragam descrédito às outras pessoas. Devemos, sim, pensar em tudo o que é “de boa fama”. Aquele que ocupa sua mente com coisas boas acerca de seu irmão “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” (1 Co 13.6). A inveja, o ciúme, a presunção são elementos que permeiam a mente de crentes carnais que não conseguem pensar bem acerca do seu irmão.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 139.
«...de boa fama...» No grego é «euphema», palavra usada somente aqui em todo ο N.T., e que significa, literalmente, «que soa bem», ou seja, «conquistador», «gracioso». Também podia indicar aquilo que é «louvado com palavras», sendo assim que alguns intérpretes entendem esse vocábulo.
Também pode significar «digno de louvor», «atrativo». Assim, pois, o crente deve buscar aquelas coisas que criam, para ele, a boa «reputação», aquilo que é «digno de louvor» aos olhos dos outros homens e aos olhos de Deus.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 64.
...tudo o que é de boa fama. A palavra grega euphemos significa literalmente “falar favoravelmente”. No mundo, há demasiadas palavras torpes, falsas e impuras. Nos lábios do cristão e em sua mente, devem existir somente palavras que são adequadas para ser ouvidas por Deus.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 237.
III - A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. Paulo, uma vida a ser imitada.
No texto do versículo 9, Paulo usa cinco verbos que promovem ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer (4.9). Ele os utiliza como se abrisse uma janela do seu interior para que os irmãos filipenses pudessem perceber. Ele assume o papel de referencial para ser imitado. Ele queria que os irmãos filipenses seguissem o seu exemplo. Não há nenhuma presunção da parte de Paulo, mas há uma transparência e exposição, no sentido de que ele não esconde nada dos seus irmãos em Cristo. E uma qualidade pastoral que precisa ser vivida na experiência de muitos líderes cristãos hoje.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 140.
Neste ponto, de maneira enfática, Paulo se oferece um a vez mais como exemplo a ser seguido. (Ver as notas expositivas completas a esse respeito, em F il.3:17 e ICor. 11:1). Quando alguém se torna seguidor do exemplo de Paulo, torna-se também seguidor do exemplo de Jesus Cristo, conforme se vê na passagem de I Cor. 11:1. Isso porque o apóstolo dos gentios ensinava preceitos verazes, vivendo-os pessoalmente, de modo que ninguém podia desculpar-se de não haver compreendido as exigências cristãs de ordem moral, em contraste com aquilo que os cristãos primitivos estavam acostumados a ver no paganismo.
Pode-se observar aqui como Paulo usa quatro verbos que frisam como os discípulos deveriam seguir-lhe o exemplo, e sobre quais bases: «aprender» e «receber» formam um par, e «ouvir» e «ver» formam outro par. E note-se que, no original grego, todos esses verbos estão no aoristo, assinalando que todas as experiências passadas dos crentes são aqui vistas como um a única instância completa desse aprendizado. Os quatro verbos demonstram quão completa fora aquela experiência dos crentes filipenses, de modo a não terem qualquer desculpa, como se ainda não houvessem sido informados.
Os crentes filipenses tinham aprendido, da parte de Paulo e de outros líderes cristãos, mediante instruções orais e escritas e mediante a força do exemplo pessoal. E haviam recebido o que tinham aprendido, aprovado e apropriado, para efeito de aplicação pessoal. Sim, aqueles crentes aprovavam a excelência das instruções em que haviam sido ensinados.
Tinham ouvido a Paulo pessoalmente, como também, mais tarde, tinham aprendido aquelas instruções mediante cartas; e no apóstolo viam o exemplo correto.
Há não muito tempo, ouvi falar de um pastor, que, numa reunião, declarou: «Eu não hesitaria em ter a minha vida inteira projetada num a tela diante desta congregação». Um a declaração surpreendente! Ou este homem era louco ou era um gigante em espiritualidade! Mas, Paulo disse algo essencialmente igual a isto no texto diante de nós. Imite, então, este gigante em espiritualidade, e terá Cristo formado em você. Use os meios do desenvolvimento espiritual, tais como: oração, meditação, treinamento do intelecto, o uso dos dons espirituais e a prática da lei do amor, boas obras práticas.
«...em mim...», isto é, como um exemplo vivo. «Paulo ousou apontar para a sua própria conduta diária, em Filipos, como ilustração desse elevado pensamento. O pregador é o intérprete da vida espiritual, devendo também ser o seu grande exemplo». (Robertson, in loc.).
«...praticai...» Os crentes não devem apenas fazer de suas instruções morais razão de suas considerações; antes, que essas instruções sejam poderosa influência sobre todas as suas ações, a base mesma de suas vidas diárias. O caráter dos crentes deve ser repleto das virtudes enumeradas por Paulo, para que possam pôr em prática aquilo que viam ser praticado por ele.
No original grego encontramos o verbo «prassein», que significa «praticar», em contraste com o verbo «poiein», que significa apenas «fazer», embora essa distinção nem sempre seja uniformemente mantida. Não obstante, neste ponto, a prática é recomendada, não podendo haver dúvidas sobre isso.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 64.
Warren Wiersbe diz que não é possível separar atos exteriores de atitudes interiores.433 Há uma íntima conexão entre “Seja isso que ocupe o vosso pensamento” (4.8) e “praticai” (4.9). A dinâmica do cristianismo deriva-se da união desses dois imperativos. Tais imperativos estão corporificados na coleção de qualidades éticas (4.8), nas tradições apostólicas (4.9a) e nos ensinos exemplificados na própria vida de Paulo (4.9b).
Paulo considera quatro atividades: aprender, receber, ouvir e ver. Uma coisa é aprender a verdade, e outra, bem diferente, é recebê-la e assimilá-la. Não basta ter fatos na cabeça; é preciso ter verdade no coração. Ao longo do seu ministério, Paulo não apenas ensinou a Palavra, mas também a viveu na prática para que os seus ouvintes pudessem vê-la em sua vida. Há uma íntima relação entre a palavra e a pessoa que a pronuncia.
O apóstolo Paulo conclui esse parágrafo falando da necessidade de praticar o que se aprendeu. Acumular conhecimento sem o exercício da vida cristã não nos torna crentes maduros. Precisamos ter olhos abertos para ver, ouvidos atentos para aprender e disposição para praticar o que aprendemos.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 237-238.
Fp 4.9 em mim. Os filipenses tinham de seguir a verdade de Deus proclamada, juntamente com o exemplo dessa verdade vivida por Paulo diante deles (veja nota em Hb 13.7).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 1623.
Fp 4.9 Em aditamento deviam continuar praticando (praticai; o imperativo prassete está no tempo presente) tudo aquilo que pertencia à ética e moral notadamente cristãs conforme aprenderam com a vida e doutrina do apóstolo.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular  Filipenses. pag. 28.
Fp 4.9 - O verbo aprendestes expressa não só o conceito de crescer no conhecimento intelectual, mas também a ideia de aprender por meio da prática habitual. Em algumas áreas de seu desenvolvimento cristão, os filipenses foram excelentes discípulos de Paulo, praticando o que ele havia ensinado. O sentido literal do verbo recebestes (gr. paralambano) é levar consigo mesmo. Indica receber sem rejeição ou desobediência. Ao ordenar aos filipenses fazei, Paulo os exortou a pôr em prática ou encarregar- se de fazer tudo o que haviam obtido dele.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 535.
2. Paulo, exemplo de ministro.
Ele diz: “O que também aprendestes... em mim” (4.9) nos ensina que é importante termos referenciais, modelos que podemos imitar.
No ministério cristão, é indispensável que tenhamos esses referenciais. Quando fui para o Instituto Bíblico de Pindamonhangaba - SP, em 1964, meu sonho de realização focava o exemplo de homens de Deus especiais que me marcaram com o testemunho de suas vidas. Paulo tinha a coragem moral de incentivar aos seus filhos na fé, nas igrejas plantadas por ele, que o imitassem, em termos de vida e testemunho cristão. Paulo envia essa carta aos filipenses e os lembra de tudo quanto haviam aprendido com ele. Por isso, ele podia declarar com segurança: “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo” (1 Co 11.1).
A lição que aprendemos com o apóstolo Paulo nessa Carta é que todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça o alcançou e o perdoou em Cristo para ser um servo exemplar, assim também o mesmo Deus de paz estará com os demais cristãos fiéis.
Devemos praticar o que temos aprendido dos obreiros antigos e fiéis que serviram a Cristo com fidelidade. Paulo deu o mesmo conselho aos filipenses, dizendo-lhe: “isso praticai” (4.9, ARA). Devemos tomar posse dessas qualidades que exprimem o comportamento que deve nortear o cristão.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 140-141.
Paulo, igualmente, mostra que devemos ser criteriosos acerca dos nossos modelos. Não devemos imitar os falsos mestres. Não devemos seguir as pegadas dos que vivem desregradamente nem seguir o exemplo dos que vivem buscando os seus próprios interesses. Ao contrário, Paulo se apresenta como exemplo para os crentes de Filipos (3.17; 4.9). Paulo entende que o exemplo pessoal é parte essencial do ensino. O mestre deve praticar a doutrina que professa e demonstrar em ação a verdade que expressa em palavras.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 238.
Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.
Quase todos os intérpretes reconhecem que este primeiro versículo do décimo primeiro capítulo desta epístola pertence ao parágrafo anterior, e não ao que se segue. Em outras palavras, pertence ao décimo e não ao décimo primeiro capítulo.
Paulo havia deixado exemplo de como se deve agir para com todos os homens (ver o versículo anterior), visando a salvação de todos quantos fosse possível salvar. Ele se fazia de tudo para todos, a fim de que pudesse ao menos conquistar alguns para Cristo. (Ver I Cor. 9:21,22). Ele olhava para o benefício espiritual deles; não agradava a si mesmo; pouco se importava com seu conforto físico e com sua prosperidade individual. Pelo contrário desgastava as suas energias para obter a vantagem espiritual de outros.
Ora, isso é o cumprimento prático da lei do amor. Paulo dava porque amava; da mesma maneira que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu próprio Filho unigênito. E essa atitude de Paulo é digna de ser imitada e seguida, de ser considerada como um exemplo da conduta cristã ideal. Por sua vez, o apóstolo seguia a Jesus Cristo. Esse serviço tão destituído de egoísmo não era idéia dele, de Paulo, não era invenção sua. O próprio Senhor Jesus é o exemplo supremo dessa atitude e ação de que Paulo fala aqui. (Ver João 13:12-16, mormente o décimo quinto versículo, sobre a questão do «exemplo de Cristo». Ver também os versículos seguintes sobre o tema do exemplo·. Mat. 11:29; 16:24; 13:15; Rom. 15:5; II Cor. 10:1; Fil. 2:5; Col. 3:13; Heb. 3:1; 12:2; I Ped. 2:21; II Tes. 3:9; I Tim. 4:12; Tiag. 5:10. Acerca dos maus exemplos que devem ser repelidos, ver Lev. 20:23; Pro. 22:24,25; Heb. 4:11 e II Ped. 3:17. Há notas expositivas especiais dadas sobre o «exemplo de Cristo», que precisa ser emulado pelos crentes, em Rom. 15:3).
A.B. Davidson disse de certa feita a seus estudantes: «Uma vida ordinária, mas bem vivida, é o maior de todos os feitos». (Esse autor foi um célebre comentador escocês das Sagradas Escrituras). Sim, essa forma de vida é a maior prova que existe acerca da doutrina e da teologia moral, maior que muitos volumes escritos, melhor que os mais hábeis argumentos.
Esse foi o grande e real argumento daqueles pescadores simples da Galileia, como Pedro, Tiago e João. As pessoas tinham de dar atenção a eles, quando andavam pelas ruas (ver Atos 4:13), não porque fossem enumerados entre os eruditos rabinos, mas porque tinham aprendido certa sabedoria secreta, tendo estado em companhia do Senhor Jesus, e essa sabedoria havia transformado as suas vidas.
«É fato bem reconhecido que a fé cristã depende da crença em algum guia ou conselheiro espiritual, que se eleve com mais eficácia do que qualquer realidade meramente religiosa. As aspirações pelas quais lutamos podem ser reforçadas, as dúvidas vagas podem ser solucionadas, e a lealdade à causa pode ser revivificada e purificada, na medida em que os homens forem capazes de ver seu fim almejado na personalidade de alguém para quem possam prestar homenagens gratas». (Moffatt, in loc.).
Não podemos deixar de ficar impressionados com a desproporção entre a duração da vida de um homem e a duração de sua influência nas gerações futuras.
«E, assim sendo, -a influência de um homem se propaga, não como uma corrente, elo após elo, em uma sucessão inquebrantável, mas antes, como um incêndio, fagulha após fagulha, saltando de vida para vida, atravessando continentes e cruzando os séculos. Estêvão apanhou esse fogo de seu Senhor, e passou-o para Paulo; e de Paulo se tem espalhado entre homens e mulheres em cada recanto do mundo». (Gerald R. Cragg, comentando sobre Atos 8:3).
«Cada vida humana é uma profissão de fé, exercendo uma propagação inevitável, embora silenciosa... Tende por transformar o universo e a humanidade segundo a sua própria imagem... Cada indivíduo é um centro de irradiação perpétua, semelhante a um corpo luminoso, semelhante a um farol que atrai o navio contra os recifes, se porventura não o guia em direção ao porto. Todo homem é um sacerdote, ainda que involuntariamente; a sua conduta é um sermão mudo, mas que ele não cessa de pregar a outros, mas existem sacerdotes de Baal, de Moloque e de todos os demais deuses falsos.
Tal é a elevadíssima importância do exemplo». (Diário de Amiel, Londres: Macmillan and Co., 1890, págs. 24 e 25).
«...imitadores...» Temos aqui uma correta tradução, que é melhor do que «seguidores», conforme dizem outras traduções. Vemos aqui alguém que duplica um padrão de conduta, que reproduz alguma coisa, que é cópia fiel de uma ideia, de uma atitude.
«...como também eu sou de Cristo...» Nenhum espírito de arrogância levou o apóstolo dos gentios a solicitar que outros crentes o imitassem. Antes, assim agia a fim de que a imagem de Cristo se formasse neles, visto que era imitando a ele, o apóstolo de Cristo, que poderiam imitar automaticamente a Jesus Cristo. Tão-somente ele lhes mostrava um exemplo prático de como essa imitação é possível para o crente. Note-se que Paulo nos deixou um exemplo de auto-sacrifício; porque esse é o aspecto da imitação de Cristo que realmente impressiona os homens, como também é comum que esse era o aspecto da vida e da personalidade de Cristo que é exposta aos leitores do N.T. como o nosso grande exemplo. (Ver Rom. 15:2,3; II Cor. 8:9; Efé. 5:2 e Fil. 2:4,5). A vida cristã, quando é bem vivida requer uma dedicação suprema às realidades espirituais, com a negação de tudo quanto é meramente material e terreno. O crente precisa reconhecer e desenvolver os poderes de sua alma remida, para glória de Jesus Cristo. O Exemplo Do Viver Espiritual
1. Cristo deixou-nos exemplo, na perfeição (ver Heb. 7:26), na santidade (ver I Ped. 1:15), na pureza (ver I João 3:3), na humildade (ver Fil. 2:5,7), na obediência (ver João 15:10), na autonegação (ver Rom. 15:3), na ministração às necessidades alheias (ver Mat. 20:28).
2. O exemplo deveria ser dado por cada crente, para os demais crentes, nos campos da santidade (ver Gál. 5:22,23), do zelo (ver I Cor. 15:10), e da vida segundo a lei do amor (ver I João 5:7).
3. O exemplo supremo se verifica no terreno do altruísmo, em imitação a Cristo. Os místicos que têm atingido elevados níveis de desenvolvimento espiritual informam-nos que, quanto ao lado prático da fé religiosa, ninguém pode deixar de lado a necessidade simples de amar e ser amado.
4. Estabeleçamos o exemplo da diligência: cada indivíduo é ímpar e se reveste de uma missão ímpar (ver as notas em Apo. 2:17).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 166.
Este versículo introduz um elemento final que é essencial para a estabilidade espiritual. Os últimos sete atitudes não devem ser vistos como meros princípios abstratos; pensamento divino não pode ser divorciado do comportamento. Quando tudo estiver dito e feito, a estabilidade espiritual se resume a viver uma vida disciplinada de obediência a padrões de Deus.
Pessoas em quem a Palavra de Deus ricamente habita (Col. 3:16), e que, portanto, viver obediente, fique firme quando os ventos da dificuldade, a tentação, e golpe compromisso em torno deles.
Prassō (prática) refere-se a repetição ou ação contínua. A palavra Inglês pode ter a mesma conotação. Falamos de um advogado ou um médico como tendo uma prática, porque a sua profissão mantém uma rotina normal.
Os cristãos devem fazer a sua prática para conduzir vidas piedosas e obedientes.
Vida santa só pode ter lugar quando as atitudes certas e policiais pensamentos direito da carne. É por isso que Paulo confrontou a prioridade de pensamentos (4:2-8) antes de exortar a igreja a um comportamento justo (4:9). Compreender e abraçar a lei de Deus vem em primeiro lugar, seguido pela conduta habitualmente controlada por essa devoção à verdade. Ao fazê-lo, "vencer o mal com o bem" (Rm 12:21).
Antes da conclusão das Escrituras do Novo Testamento, os apóstolos se foram a fonte da verdade divina. Após o nascimento da igreja no Dia de Pentecostes, os crentes "E perseveravam na doutrina dos apóstolos" (Atos 2:42). Em Efésios 4:11-13 Paulo escreveu sobre a natureza fundamental do ministério dos apóstolos:
Ele deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros como pastores e mestres, para o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, para um homem adulto, à medida da estatura que pertence à plenitude de Cristo.
Os apóstolos eram mais do que a fonte de conhecimento doutrinário, mas também como modelo os padrões de comportamento cristão. Por essa razão, Paulo exortou os Filipenses anteriormente nesta carta: "Irmãos, se juntar em seguir meu exemplo, e observar aqueles que andam segundo o modelo que tendes em nós" (3:17;.. Cf 1 Cor 4:16; 11 : 1, 1 Tessalonicenses
1:6; 1 Pedro 5:3).. Paulo repete que a exortação aqui, exortando os Filipenses para colocar em prática as coisas que haviam aprendido e recebido e ouvido e visto nele. Sua vida exemplifica os deveres espirituais para que ele os chamou. Os termos aprendido, recebido, ouvido e visto cada foco em um aspecto importante do ministério de Paulo aos Filipenses.
Aprendidas traduz uma forma de o manthanō verbo, que está relacionado com as mathetes substantivo (discípulo). Manthanō refere-se ao ensino, aprendizagem, instruindo e discipulado. Paulo está se referindo aqui à sua instrução pessoal e discipulado dos filipenses. Sua prática onde ele ministrava era não só para ensinar "publicamente", mas também "de casa em casa" (Atos 20:20). Paulo escreveu a seu filho na fé, Timóteo: "Você seguiu meu ensino, conduta, propósito, fé, paciência, amor, perseverança" (2 Tm 3:10.). Antes da conclusão do Novo Testamento, tal ensinamento era vital.
Paralambano (recebido) às vezes é usado no Novo Testamento como um termo técnico para a revelação de Deus (por exemplo, 1 Coríntios 11:23;. 15:1, 3; Gal 1:9, 12;.. 1 Ts 4:1-2 ; 1 Tm 6:20).. Para tessalonicenses, Paulo escreveu: "Por esta razão, nós também sempre agradeço a Deus que quando recebeu a palavra de Deus que de nós ouvistes, você aceita não como palavra de homens, mas por aquilo que ele realmente é, a palavra de Deus , que também realiza o seu trabalho em vós que credes "(1 Ts. 2:13). Paul chamou os filipenses a praticar em suas vidas as verdades da Palavra de Deus que ele tinha entregue a eles. Eles não eram apenas para receber essas verdades, mas também de transmiti-las. Como Paulo escreveu a Timóteo: "As coisas que você já ouviu falar de mim na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar outros" (2 Tm. 2:2).
A palavra ouvida acrescenta outra dimensão à discussão de Paulo. Ele já cobriu o que ele ensinou aos filipenses como Deus lhe revelou. Aqui Paulo fez alusão ao que os filipenses tinham ouvido falar dele de outras pessoas.
Sua reputação foi impecável, e eles certamente havia ouvido de outras pessoas sobre o caráter de Paulo, estilo de vida e pregação. Eles também foram para imitar a virtude divina que o apóstolo tinha-se tornado conhecido.
Ao lembrar os filipenses do que tinham visto nele, Paulo apelou para a sua primeira experiência com ele. Eles haviam observado seu personagem durante a estada do apóstolo em Filipos, e eles sabiam que não havia falta de credibilidade entre a mensagem que ele pregou ea vida que ele viveu. Porque ele modelou os padrões que ele pregou, Paulo podia exortar os filipenses a padrão de suas vidas após a sua.
A promessa anexado à obediência como é que o Deus da paz estará convosco. O Deus cujo caráter é a paz é o doador de paz. O título de Deus da paz é um dos favoritos de Paulo (cf. Rm 15:33;. 16:20,. 2 Coríntios 13:11;. 1 Tessalonicenses 5:23). É um lembrete de que aqueles que têm atitudes piedosas, pensamentos e ações será vigiado pela paz de Deus e pelo Deus da paz. Sua presença é essencial para a força, tranquilidade e satisfação necessária para a estabilidade espiritual.
Mas isso não vai acontecer para além da auto-disciplina. D. Martyn Lloyd-Jones escreveu:
Eu desafio você a ler a vida de qualquer santo que já adornaram a vida da Igreja, sem ver uma vez que a maior característica na vida daquele santo era a disciplina ea ordem. Invariavelmente é a característica universal de todos os homens e mulheres notáveis de Deus. Leia sobre Henry Martyn, David Brainerd, Jonathan Edwards, o Wesley irmãos, e Whitfield leitura de seus diários. Não importa o que ramo da Igreja a que pertenciam, todos eles têm disciplinado suas vidas e têm insistido sobre a necessidade deste, e, obviamente, é algo que é completamente bíblica e absolutamente essencial.
(Depressão Espiritual: Suas Causas e Cura [Grand Rapids: Eerdmans, 1965]) Os crentes devem ser disciplinados para adicionar à sua fé, as atitudes corretas, pensamentos e ações descritas nesta passagem. Só então eles vão desenvolver a estabilidade espiritual em suas vidas.
JOHN MACARTHUR, JR. Novo Testamento Comentário Filipenses Comentário Expositivo.
3. O Deus de paz.
«...o Deus da paz será convosco...» (Quanto à expressão «Deus da paz», ver as notas expositivas sobre Rom. 15!33; 16:20; I Tes. 5:23 e Heb. 13:20).
Não está em foco apenas a calma e a tranquilidade, mas também a paz interior, devido à reconciliação com Deus e com os outros homens, que também foram assim reconciliados com o Senhor. Esse senso de bem-estar, baseado na realidade do bem-estar da alma, vem da parte de Deus. Paz, neste caso, não é apenas um a atitude emocional, e, sim, moral. Quando a correção moral lança raízes na alma de um homem, ele sente descanso consigo mesmo e com Deus, e então com os seus semelhantes. Por essa exata razão é que o «Deus da paz» é apresentado como o «santificador» da personalidade inteira do crente. O Messias é chamado de «a paz de Deus» (em Miq. 5:5), porquanto é ele quem infunde a correção moral em seu reino, como também bênçãos pacíficas (ver Sal. 77:7 e 85:10). O evangelho é uma boa mensagem que anuncia a paz. (Ver E fé. 2:17; 6:15 e Rom. 10:15). Através da agência do evangelho é que Deus estabelece a paz à face da terra, entre ele mesmo e os homens, e entre o homem e os seus semelhantes. Cristo é também' chamado de «Senhor da paz» (ver II Tes. 3:16), porque, quando aceitamos o seu senhorio, encontramos a paz com Deus. E a justificação pela fé é a origem de toda a nossa paz com Deus. (Ver Rom. 5:1). «É por intermédio de Deus, como autor e doador da paz, que o homem se vê capaz de achar a harmonia que procurava nos elementos conflitantes de sua própria natureza, bem com o em suas relações com o mundo, sem falarmos em suas relações com o próprio Deus». (Westcott, comentando sobre Heb. 13:20).
Não há que duvidar que há aqui um lançar de olhos lateral a vários problemas que haviam surgido na igreja dos filipenses, motivados pela inveja, pelas facções e pelas contendas (ver Fil. 1:15-17 e 4:2). Aqueles crentes que estão avançando espiritualmente viverão muito acima dessas coisas, porquanto o seu Deus é o Deus da paz.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 64-65.
A conclusão do apóstolo Paulo é majestosa. Além de termos a paz de Deus para nos guardar, agora temos o Deus da paz para nos guiar. Não apenas temos uma harmonia bendita em lugar da ansiedade, mas temos também a companhia divina na caminhada.
Corretamente Bruce Barton diz que muitas pessoas hoje procuram ter paz com Deus sem ter um relacionamento com Deus, que é o autor da verdadeira paz. Isso, porém, é impossível. Para experimentar a paz, precisamos primeiro conhecer o Deus da paz.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 238.
A "paz de Deus" é um parâmetro que nos ajuda a determinar se estamos dentro da vontade de Deus. "Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração" (Cl 3:15). Se estivermos andando no Senhor, a paz de Deus e o Deus da paz exercerão sua influência sobre nosso coração. Sempre que desobedecemos, perdemos a paz e sabemos que fizemos algo de errado. A paz de Deus é o "árbitro" que "nos dá um cartão amarelo"! Orar corretamente, pensar corretamente e viver corretamente: essas são as condições para ter segurança e vitória sobre a ansiedade. Se Filipenses 4 é o "capítulo da paz" do Novo Testamento, Tiago 4 é o "capítulo da guerra" e começa com a seguinte pergunta: "D e onde procedem guerras e contendas que há entre vós?". Tiago explica as causas da guerra: orações incorretas ("Pedis e não recebeis, porque pedis mal"; Tg 4:3); pensamentos incorretos ("vós que sois de ânimo dobre, limpai o vosso coração"; Tg 4:8); e uma vida incorreta ("não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus?"; Tg 4:4). Não há meio termo.
Ou nos entregamos inteiramente ao Espírito de Deus e oramos, pensamos e vivemos corretamente, ou nos entregamos à carne e ficamos divididos e ansiosos.
Não há com que se preocupar! E a preocupação é pecado! (ver Mt 6:24-34). Com a paz de Deus para nos guardar e o Deus da paz para nos guiar, que motivos temos para nos preocupar?
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 125-126.

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

Um comentário:

  1. Parabéns... foi de grade utilidade!!!
    Deus o abençoe.

    silvio

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