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6° LIÇÃO 3 TRI 2013 A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR


A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR
Data: 07/08/2013                            HINOS SUGERIDOS 186, 224, 394.
TEXTO ÁUREO
"Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação" (Fp 2.19“ ARA).
VERDADE PRATICA
Os obreiros do Senhor devem estar conscientes quanto à sua responsabilidade no santo ministério
LEITURA DIÁRIA
Segunda       - Jo 10.11.                Jesus, o verdadeiro pastor
Terça             - Jo 10.12,13.          O mercenário é o falso pastor
Quarta           - Jo 10.14,1 5.         O verdadeiro pastor conhece as suas ovelhas
Quinta            - Mt 20.28.                O verdadeiro pastor serve à igreja
Sexta             - 1 Tm 3.3.                O pastor não deve ser materialista
Sábado          - 2 Pe 2.3.                Não se deve fazer comércio com o rebanho
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.19 29
19 - E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios.
20 - Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;
21 - ” porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.
22 - Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.
23 - De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios.
24 - Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco.
25 - Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades.
26 - porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27 - E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28 - Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
29 - Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra [...].
19 I hope in the Lord Jesus to send Timothy to you soon, so that I may be cheered by news of you.
20 I have no one like him, who will be genuinely anxious for your welfare.
21 They all look after their own interests, not those of Jesus Christ.
22 But Timothy's worth you know, how as a son with a father he has served with me in the gospel.
23 I hope therefore to send him just as soon as I see how it will go with me;
24 and I trust in the Lord that shortly I myself shall come also.
25 I have thought it necessary to send to you Epaphrodi'tus my brother and fellow worker and fellow soldier, and your messenger and minister to my need,
26 for he has been longing for you all, and has been distressed because you heard that he was ill.
27 Indeed he was ill, near to death. But God had mercy on him, and not only on him but on me also, lest I should have sorrow upon sorrow.
28 I am the more eager to send him, therefore, that you may rejoice at seeing him again, and that I may be less anxious.
29 So receive him in the Lord with all joy; and honor such men,
INTERAÇÃO
“Eu sou o bom Pastor, o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas" É assim que Jesus é apresentado aos seus discípulos pela narrativa do Evangelho de João. O bom Pastor doa a sua vida às ovelhas. Ele não espera receber nada em troca do seu exercício ministerial, a não ser a alegria e a grata satisfação em ver uma vida, outrora em frangalhos, mas agora em perfeito juízo com a mente e o coração imersos no Evangelho. O verdadeiro pastor sabe bem a dimensão profunda daquilo que significa "apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.2,3).
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Reconhecer a preocupação de Paulo com a Igreja.
Pontuar o modelo paulino de liderança.
Inspirar-se à prática cristã com o exemplo de Epafrodito.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para introduzir o primeiro tópico da lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pergunte aos alunos o que é o ministério pastoral para eles. (2) Ouça as diversas respostas com atenção. (3) Em seguida, discorra acerca das principais características que a lição apresenta sobre a liderança de Paulo: (a) O compromisso com o pastorado; (b) mentoria de novos obreiros; (c) um líder que amava a igreja. Ao concluir o tópico I, o prezado professor deverá deixar bem claro que o modelo de liderança do apóstolo Paulo estava pautado no de Jesus, isto é, um ministério de serviço, jamais de domínio.
PALAVRA-CHAVE Fidelidade: Qualidade de fiel; lealdade.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A preocupação de Paulo com a unidade e a comunhão da igreja filipense era tão intensa que ele desejava estar presente naquela comunidade. Todavia, o apóstolo encontrava-se preso. Impedido de rever aqueles pelos quais estava disposto a “sacrificar-se” (Fp 2.1 7), Paulo envia dois obreiros fiéis, Timóteo e Epafrodito, para cuidar daquela igreja até sua chegada (2.1 9-30).
I - A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
1. Paulo, um líder comprometido com o pastorado. O versículo do texto áureo revela o coração amoroso de Paulo que, apesar de encarcerado, ansiava por notícias dos irmãos na fé. O apóstolo temia que a igreja filipense ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das “ovelhas” a fim de “devorá-las” (Mt 10.16; At 20.29). Paulo se preocupava com a segurança espiritual do rebanho de Filipos e esforçava-se ao máximo para atende-lo.
2. Paulo, o mentor de novos obreiros. O apóstolo apresenta dois obreiros especiais para auxiliar a igreja de Filipos. Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito. Este gozava de total confiança de Paulo, pois preservava a pureza do Evangelho recebido.
O apóstolo Paulo ainda destaca a integridade desses dois servos de Deus contra a avareza dos falsos obreiros (v.21) Estes são líderes que não zelam pela causa de Cristo, mas se dedicam I apenas aos seus próprios interesses.
3. Paulo, um líder que amava a igreja. Ao longo de toda a Carta aos Filipenses, percebemos que a relação do apóstolo Paulo para com esta igreja era estabelecida em amor. Não era uma relação comercial, pois o apóstolo não tratava a igreja como um negócio. Ele não era um gerente e muito menos um patrão. A melhor figura a que Paulo pode ser comparado em seu comportamento em relação à igreja é a de um pai que ama os seus filhos gerados na fé de Cristo. Todas as palavras do apóstolo — admoestações, exortações e deprecações — demonstram um profundo amor para com a igreja de Filipos. Precisamos de obreiros que amem a Igreja do Senhor. Esta é constituída i por pessoas necessitadas, carentes, mas, sobretudo, desejosas de serem amadas pelos representantes da igreja (2 Tm 2.1 -26).
SINOPSE DO TÓPICO (1)
O compromisso pastoral do apóstolo Paulo passava pela mento- ria que ele exercia sobre os novos obreiros e por seu amor pela igreja. Ele não era gerente de uma instituição, mas pastor de uma igreja.
II - O ENVIO DE TIMÓTEO À FILIPOS (2.19-24)
1. Pauto dá testemunho por Timóteo. O envio de Timóteo à Filipos tinha a finalidade de fortalecer a liderança locai e, consequentemente, todo o Corpo de Cristo. Além de enviar notícias suas à igreja, Paulo também esperava consolar o seu coração com boas informações acerca daquela comunidade de fé. Assim, como Timóteo era uma pessoa de sua inteira confiança, considerado peio apóstolo como um filho (1 Tm 1.2), tratava-se da pessoa indicada para ir a Filipos, pois sua palavra à igreja seria íntegra, leal e no temor de Deus). Paulo estava seguro de que o jovem Timóteo teria a mesma atitude que ele, ou seja, além de ensinar amorosa e abnegadamente, pregaria o evangelho com total comprometimento a Cristo (v.20).
2. O modelo paulino de liderança. Timóteo, Epafrodito e Tito foram obreiros sob a liderança de Paulo. Eles aprenderam que o exercício do santo ministério é delineado pela dedicação, humildade, disposição e amor pela obra de Deus. Qualquer obreiro que queira honrar ao Senhor e sua igreja precisa levar em conta os sofrimentos enfrentados pelo Corpo de Cristo na esperança de ser galardoado por Deus. Nessa perspectiva, o principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja. O apóstolo aprendera com Jesus que o líder cristão deve servir à Igreja e jamais servir-se dela (Mt 20.28).
3. As qualidades de Timóteo (2.20-22). Timóteo aprendeu muito com Paulo em relação à finalidade da liderança. Ele se solidarizou com o apóstolo e dispôs-se a cuidar dos interesses dos filipenses como um autêntico líder. Paulo declarou aos filipenses que Timóteo, além de “um caráter aprovado”, estava devidamente preparado para exercer a liderança, pois tinha uma disposição de “servir” ao Senhor e à igreja. Todo líder cristão precisa desenvolver uma empatia com a igreja, tornando-se um marco referencial para toda a comunidade de fé (1 Tm 4.6-16).
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O apóstolo desejou enviar Timóteo a igreja de Filipos visando o fortalecimento da liderança local e, consequentemente, de todo o Corpo de Cristo.
III - EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (2.25-30)
1. Epafrodito, um mensageiro de confiança. Epafrodito era grego, um obreiro local exemplar e de caráter ilibado. O apóstolo Paulo o elogia como um grande “cooperador e companheiro nos combates". Sua tarefa iniciai era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.
Epafrodito também fora encarregado de levar a Paulo uma ajuda financeira da parte da igreja de Filipos, objetivando custear as despesas da prisão domiciliar do apóstolo.
2. Epafrodito, um verdadeiro missionário. Epafrodito não levou apenas boas notícias para o apóstolo, mas também propagou o Evangelho nas adjacências da cidade de Filipos. Em outras palavras, Epafrodito era um autêntico missionário. À semelhança de Silvano e Timóteo (1 Ts 1.1-7), bem como Barnabé, Tito, Áquila e Priscila, ele entendia que, se o alvo era pregar o Evangelho, até mesmo os sofrimentos por causa do nome de Jesus faziam parte de seu galardão.
3. Paulo envia Epafrodito. Filipenses 2.20 relata o desejo de Paulo em mandar alguém para cuidar dos assuntos da igreja em Fifipos. O pensamento inicial era enviar Timóteo, pois Epafrodito adoecera vindo quase a falecer. Deus, porém, teve misericórdia desse obreiro e o curou (v.27), dando ao apóstolo a oportunidade de enviá-lo à igreja em Filipos (v.28). Epafrodito possuía condições morais e emocionais para tratar dos problemas daquela igreja. Por isso, o apóstolo pede aos filipenses que o recebam em Cristo, honrando-o como obreiro fiel (vv.29,30). Que os obreiros cuidem da Igreja de Cristo com amor e zelo, e que os membros do Corpo do Senhor reconheçam a maturidade, a fidelidade e a responsabilidade dos obreiros que Deus dá à Igreja (Hb 1 3.17).
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Epafrodito era um mensageiro de confiança do apóstolo Paulo, um verdadeiro missionário. Foi enviado a Filipos para cuidar de assuntos locais.
CONCLUSÃO
A Igreja pertence a Cristo, e nós, os obreiros, somos os servidores desta grande comunidade espalhada por Deus pela face da terra. Que ou çamos o conselho do apóstolo Pedro, e venhamos apascentar “o rebanho de Deus [...], tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2,3).
VOCABULÁRIO
Empatia: Capacidade de sentir os sentimentos de outra pessoa.
AUXILIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Vida Cristã
“Quando a Igreja nasceu, no Dia de Pentecoste, Deus começou a chamar 'pastores' para apascentar os rebanhos de fiéis que se levantariam ao redor do mundo. Os pastores devem ser responsáveis pelo cuidado, direção e ensinamentos que uma congregação recebe. Eles são dons para a igreja (Ef 4.1 1), líderes necessários que devem ter vidas exemplares. Seu chamado ao ministério é de procedência divina (At 20.28); seu exemplo é Jesus Cristo, e o poder para fazerem esta incrível obra vem do Espírito Santo.
Julgo que os pastores têm de ser pentecostais para que apascentem igrejas também pentecostais. Essa é ordem de Deus. Visto que vivemos num dos tempos mais complicados e plenos de avanços tecnológicos que este mundo jamais viu, é crucial que os líderes da Igreja do Senhor sejam não só cheios mas também guiados pelo Espírito Santo. As pessoas são complexas; suas dificuldades e problemas, também. Somente Deus pode capacitar-nos a entendê-las e ajudá-las. À medida que os pastores empenham-se em auxiliar os que se acham nas garras do alcoolismo, das drogas, do divórcio e de outras incontáveis tragédias, precisam urgentemente de poder e discernimento do Espírito para ministrar. Os métodos para se alcançaras pessoas mudam; entretanto, nossa mensagem não pode mudar" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas (et alI) Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de \Janeiro: CPAD, 2005, p.7).
EXERCÍCIOS
1. Qual era o temor do apóstolo Paulo em relação à igreja filipense?
R: Que ela ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das “ovelhas” a fim de “devorá-las” (Mt 10.1 6; At 20.29).
2. Cite os nomes dos obreiros apresentados por Paulo para auxiliar a igreja de Filipos.
R: Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito.
3. Qual era o principal ensino de Paulo aos seus liderados?
R: O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o
servidor da Igreja.
4, Qual era a tarefa inicial de Epafrodito?
R: Sua tarefa inicial era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.
5. Para você, quais são as características indispensáveis a um obreiro do Senhor?
R: Resposta pessoal.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas (et ali.). Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MACARTHUR JR, John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência no ministério cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ,ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 55, p.39.
Certa feita escrevendo a Timóteo Paulo disse: "os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganado" (2 Tm 3.13). Mas o conselho do apóstolo a Timóteo foi bem contemporâneo: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido" (2 Tm 3.14). Este era o grande desafio para os obreiros de Filipos. Por ser uma igreja nova na fé o perigo de os seus obreiros desviarem-se do alvo era iminente. Falsos ensinadores, os gnósticos e judaizantes, se multiplicavam nas cercanias da igreja filipense.
O apóstolo Paulo apesar de estar longe tinha o seu coração inclinado para comunidade de Filipos. Ele era um verdadeiro pastor. O seu coração era voltado para as ovelhas. Um líder que amava a Igreja. Aqui, salta aos olhos as características basilares de um verdadeiro pastor. É a mesma que pronunciou Jesus de Nazaré: "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 10.11). Não há dúvidas que esta era à disposição do apóstolo. Somente dá a vida por alguém, aquele que compreende o real valor do outro. Para o apóstolo o valor de uma vida era incalculável. Por isso, mesmo preso, Paulo informa o seu plano de enviar Timóteo à Filipos e a ida de Epafrodito.
O que nos chama atenção é que estes obreiros são pessoas da maior confiança de Paulo. Eles haviam aprendido o modelo paulino de liderança. Eles sabiam que o exercício do ministério de serviço (pastorado) deve levar em conta a humildade, a disposição e o amor pelas pessoas que constituem o rebanho. O ministério pastoral nunca pode ser encarado numa perspectiva dominadora; mas servidora, espontânea e voluntária. É naquele "espírito" de Pedro: "apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente [...] nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.2,3).
Nesta lição cabe uma reflexão do pastorado contemporâneo à luz do contexto evangélico atual. A cada ano a igreja evangélica se torna mais forte, midiática, política e numerosa. A tentação de homens desejarem o "episcopado" pela motivação errada é enorme. Não há outro caminho a ser feito para evitar as motivações erradas que o da humilhação, voluntariedade e simplicidade. Por isso todo candidato ao Santo Ministério precisa beber muito dos Evangelhos e dos Apóstolos.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O coração do apóstolo estava cheio de saudades das igrejas que foram plantadas por ele, e não podia minimizar esse sentimento porque estava preso. Mesmo assim ele faz planos de viagem e fala de sua intenção de brevemente ir visitar essas igrejas, especialmente, a igreja de Filipos (2.24). Impedido naquele momento de fazer essa viagem, Paulo planeja enviar Timóteo para levar e ter notícias da igreja.
No capítulo anterior deste livro, destacamos o texto de Filipenses 2.12-18, quando o apóstolo Paulo se preocupa com a igreja em Filipos sem a sua presença física para manter unida a igreja. Não que Paulo se julgasse indispensável, mas porque a igreja era nova e precisava ser tratada como um bebê. Por isso, ele desejava estar com os filipenses, mas não tinha certeza de que estaria vivo. Acomoda-se ao fato de estar preso e não poder estar presente em Filipos, então ele mesmo se oferecia como “libação” (oferta de sacrifício) pela igreja. Ele deixa de focar a si mesmo e declara o cuidado de Deus com a igreja por meio da cooperação de obreiros fiéis como Timóteo e Epafrodito.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 81-82.
Síntese de 2.19-30
Paulo surge nesta seção como administrador solícito que, mesmo de sua prisão em Roma, em Deus, e de maneira sábia, ponderada e generosa dirige os assuntos de seu extenso domínio espiritual. Na primeira subdivisão da presente seção, ele diz que tão logo saiba como estão as coisas, enviará Timóteo aos filipenses, não só com notícias concernentes a ele, mas “a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da situação de vocês.” Cordialmente recomenda Timóteo, cuja desinteressada devoção à causa de Cristo contrasta agudamente com a atitude daqueles outros que podiam ser considerados para esta missão. O apóstolo acrescenta: “E estou persuadido no Senhor de que também eu mesmo em breve irei.”
No segundo parágrafo, Paulo informa aos filipenses de que ele lhes está enviando (de volta) o homem que era, provavelmente, o portador da carta, ou seja, Epafrodito. Este fora enviado a Roma como e comum presente da igreja de Filipos. Enquanto esteve diligentemente atarefado na obra do evangelho e era ajudante pessoal de Paulo, ele caiu gravemente enfermo, chegando às portas da morte, mas, pela maravilhosa mercê de Deus, ficou completamente recuperado. Ao mandá-lo de volta a Filipos, Paulo teve um tríplice propósito:
(1) Satisfazer a vontade de Epafrodito que anseia voltar a seus irmãos de Filipos para tranquilizá-los.
(2) Alegrar os corações dos filipenses, que se regozijariam quando vissem Epafrodito plenamente restaurado.
(3) Congratular-se com a alegria dos filipenses.
O apóstolo, que bem poderia ter-se valido do valioso serviço de Epafrodito em Roma, alegremente faz esse sacrifício e, para prevenir se das possíveis críticas de alguns, enfatiza que esse fiel servo de Cristo é digno de uma cordial acolhida, e que ele e os que são como ele devem receber a honra que tão profundamente merecem.
HENDRIKSEN. William. Exposição de Filipenses. Editora Cultura Cristã. pag. 520-521.
I - A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
1. Paulo, um líder comprometido com o pastorado.
O apóstolo havia acabado de falar que estava pronto para enfrentar o martírio, mas ao mesmo tempo, uma réstia de esperança de que poderia em breve ir visitá-los o consolava. O versículo 19 revela o coração de Paulo porque, mesmo não estando presente em razão de sua prisão, ele queria ter notícias dos irmãos na fé. Ele temia que a igreja ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitavam da vulnerabilidade e fragilidades das “ovelhas” para devorá-las (Mt 10.16; At 20.29). Paulo se preocupava com a segurança espiritual desse rebanho e dava o máximo das suas forças para atender às necessidades dessas ovelhas. O cuidado pastoral de Paulo por aquelas ovelhas revela o que Charles Jefferson escreveu sobre as funções básicas do pastor genuíno. Ele citou sete funções pastorais: “amar as ovelhas, alimentar as ovelhas, resgatar as ovelhas, cuidar das ovelhas e consolá-las, guiar as ovelhas, guardar e proteger as ovelhas e vigiar as ovelhas”.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 82.
Transparece aqui o interesse de um pastor por sua igreja. Paulo ouvira falar nos acontecimentos últimos na comunidade filipense, a criação de facções (ver Fil. 1:15-17), bem como acerca do progresso do legalismo (ver Fil. 3:1 e ss.). E quis saber qual a verdadeira situação reinante, tendo enviado a Timóteo e Epafrodito para agirem sob sua autoridade, a fim de corrigirem a condição anormal que ali encontrassem.
«...Espero... no Senhor Jesus...» Em outras palavras, «...se o Senhor ficar satisfeito com minhas idéias e meus planos...» O «...Senhor...» era a esfera ou elemento em que a esperança de Paulo se movimentava (ver Fil. 1:8,14; 3:1; Rom. 9:1; 14:14; I Cor. 1:31 e 7:39). A expressão «em Cristo», bem como outras expressões similares, normalmente têm um sentido místico, referindo-se à nossa comunhão com o ser divino, mediante o seu Santo Espírito . Alguma forma de inspiração pode ser subentendida nessa «esperança», isto é, a esperança de Paulo estava alicerçada sobre sua comunhão mística. Todavia, talvez isso não esteja focalizado aqui. Paulo simplesmente confiava que sua esperança, no tocante à missão de seus mensageiros, estivesse de conformidade com a vontade do Senhor Jesus e fosse aprovada por ele.
«... Timóteo.. . »(Quanto a notas expositivas completas sobre o que se sabe acerca dele, sobre suas associações com Paulo, em seu ministério, ver Atos 16:1). Timóteo servira juntam ente com Paulo na área de Filipos, pelo que também era bem conhecido e respeitado pelos crentes filipenses. Portanto, era excelente elemento para a tarefa que Paulo tinha em mente. Por isso também é que, em A tos 16:1-4 e 17:10,14, vemos Paulo e Timóteo a partirem juntos de Derbe para a Licaônia, aparecendo juntos novamente em Beréia e na Macedônia, já perto do término da segunda viagem missionária de Paulo. Por conseguinte, evidentemente Timóteo percorreu com Paulo a área inteira da Macedônia, e certamente esteve por algum tempo em Filipos, embora ele não seja mencionado como quem participou da experiência na prisão de Filipos, historiada no décimo sexto capítulo do livro de Atos. Silas é quem aparece como companheiro de Paulo, nessa oportunidade. Porém, é possível que Timóteo tenha compartilhado de tais experiências também, embora seu nome não seja associado ao daqueles.
O trecho de I Cor. 16:10 mostra-nos que, antes de sua segunda visita à cidade de Filipos, Paulo enviou Timóteo à sua frente. Por conseguinte, Paulo costumava utilizar-se de Timóteo para tais missões; e até mesmo aquela viagem pode ter envolvido uma escala em Filipos. Timóteo, portanto, era homem respeitado e digno de confiança, tanto por Paulo como pelos crentes filipenses; e isso certamente asseguraria o sucesso de sua missão.
«...me sinta animado também ...» Paulo cria que a epístola que escrevia aos crentes filipenses, como também o próprio relatório de Timóteo acerca da situação de Paulo, haveria de encorajá-los e consolá-los; mas também estava interessado em obter segurança para si mesmo, através da atuação de Timóteo entre os filipenses, como também mediante o bom relatório que Timóteo certamente traria de volta, no tocante à melhoria de condição na comunidade cristã de Filipos. O consolo mútuo fica assim salientado, como algo desejável. Paulo queria ouvir, da parte de Timóteo, quais tinham sido os efeitos desta sua epístola, na certeza que quando Timóteo voltasse, a crise que se esboçava teria sido inteiramente eliminada. (Ver os trechos de II Cor. 2:13; 7:6,7 e I Tes. 3:1-9, quanto a outras instâncias nas quais Paulo expressou sua ansiedade pelo bem-estar de várias igrejas locais). Em II Cor. 11:28 o apóstolo menciona a carga do «cuidado por todas as igrejas», como um a das muitas e variegadas cargas que ele tinha de carregar, no decurso de sua missão apostólica.
«...eu me sinta animado também .. . » No grego o verbo é «eupsucheo», que quer dizer «tomar alento», «encher-se de coragem», palavra essa nunca encontrada nos escritos clássicos, mas comumente descoberta nas inscrições dos sepulcros antigos, no sentido de «adeus», segundo a linguagem usual daquela época.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 38.
Paulo tinha esperanças de enviar Timóteo dentro de pouco tempo com as notícias da decisão da corte e então ele mesmo ir o mais cedo possível. Enquanto isso não acontecesse, enviaria Epafrodito de volta – mensageiro deles a Paulo em sua angústia – para aliviar a preocupação dos filipenses e para restaurar a alegria deles.
19. Embora o apóstolo insistisse com eles a que cuidassem de seus próprios negócios (v. 12), ele não os deixaria sem orientação. O propósito de enviar Timóteo era que Paulo poderia ficar animado (eupsikeô, lit., ser encorajado) se recebesse notícias deles, e vice-versa (implícito em eu . . . também).
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Filipenses. pag.18.
2.19 - Paulo equilibrou a passagem sombria anterior (v. 12-18) com a esperança otimista de enviar seu colaborador Timóteo, cujo nome significa aquele que honra a Deus, que era de uma família de cristãos. Sua mãe, Eunice, e sua avó, Lóide, tornaram-se cristãs (2 Tm 1.5). Ele havia acompanhado Paulo na segunda viagem missionária, durante a qual implantaram a igreja em Filipos. Ao que parecia, Timóteo era benquisto pelos filipenses e, por sua vez, demonstrava uma grande preocupação com eles (v. 20-22).
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 530.
2. Paulo, o mentor de novos obreiros.
Quando Paulo pensou em enviar Timóteo, não sabia quando exatamente o seu processo na Corte do Império teria uma solução final. Por isso, o seu desejo era o de enviar Timóteo o mais breve possível, mas esperava ter melhores notícias a seu respeito. No texto dessa escritura, Paulo apresenta dois obreiros especiais, começando com Timóteo, que ele enviaria sob sua autoridade como um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja em Filipos.
Mais tarde, Paulo valoriza outro obreiro conhecido e pertencente à igreja de Filipos. Seu nome era Epafrodito, que gozava de sua total confiança para dar notícias corretas a seu respeito. Ele faz comparação com pseudo-obreiros, como ele os trata no versículo 21, quando diz que são obreiros que não tratam das coisas que são de Cristo, mas de coisas apenas do seu próprio interesse.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 83.
20. Ninguém. Não uma impetuosa condenação dos seus cooperadores. Mas entre aqueles que estavam ali à disposição não havia ninguém que, como Timóteo, estivesse sinceramente (gnêsios, lit., nascido do matrimônio; portanto, "como um irmão") preocupado pelo bem-estar deles.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Filipenses. pag.18.
Ele fala de Timóteo, a quem pretendia enviar aos filipenses, para que tivesse um relato confiável do estado deles. Veja o cuidado de Paulo pelas igrejas e o bom ânimo que tinha no bem-estar deles. Ele ficava angustiado quando não recebia notícias deles por um período prolongado, e, portanto, estava pronto a enviar Timóteo para informar-se e trazer-lhe um relato: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado”. Havia, sem dúvida, muitos bons ministros que cuidavam daqueles a quem pregavam; mas ninguém comparado a Timóteo, um homem de um espírito excelente e coração meigo. Que sinceramente cuide do vosso estado. Observe: Somos beneficiados quando nosso dever se torna natural ou sincero. Timóteo era um filho genuíno do bendito Paulo, e caminhava no mesmo espírito e nos mesmos passos. Sinceramente, isto é, naturalmente, e não somente fazendo de conta: com um coração disposto e uma visão correta, tão de acordo com o seu feitio. Considere:
1. É dever dos ministros cuidar do estado do seu povo e estar interessados no seu bem-estar: “...pois que não busco o que é vosso, mas, sim, a vós” (2 Co 12.14).
2. E algo raro encontrar alguém que o faça sincera ou naturalmente. Alguém assim é notável e distinto entre os irmãos.
“...porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (v. 21). Será que Paulo falou isso de maneira precipitada, como Davi o fez: “...todo homem é mentira” (SI 115.11)? Será que havia uma corrupção generalizada entre os ministros j á tão cedo que não havia uma única pessoa que se importasse com o estado do seu povo? Não devemos entender isso dessa forma: ele se refere à maioria; todos, isto é, a maioria, ou todos em comparação com Timóteo. Observe: Buscar nosso próprio interesse e negligenciar o interesse de Jesus Cristo é um pecado muito sério e muito comum entre os cristãos e ministros. Muitos preferem sua própria glória, seu bem-estar e segurança, em vez da verdade, da santidade e do dever, as coisas que trazem prazer e reputação antes das coisas do Reino de Deus e sua honra e interesse no mundo. Mas Timóteo não era assim: “...bem sabeis qual a sua experiência” (v. 22).
Timóteo era um homem que tinha sido experimentado e tinha provado o caráter do seu ministério (2 Tm 4.5),
além disso ele era fiel em tudo que fazia. Todas as igrejas com as quais estava familiarizado conheciam sua experiência e conduta. Ele era um homem tão genuíno quanto parecia ser; ele servia a Cristo, e “...agradável é a Deus e aceito aos homens” (Rm 14.18). “Vocês não somente conhecem o nome dele e o seu rosto, mas também a sua conduta, além de terem experimentado sua paixão e fidelidade no serviço a vocês”, “...qzte serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.” Ele era o auxiliar de Paulo em muitos lugares onde pregou e serviu com ele no evangelho com todo o respeito que um filho presta ao pai e com todo o amor e alegria com que um filho é útil ao pai. A ministração conjunta deles era feita com muita consideração por um lado e com grande brandura e bondade do outro – um exemplo admirável aos ministros mais experientes e mais jovens, unidos no mesmo serviço. Paulo planejava enviá-lo em breve: “De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios” (v. 23). Ele era agora um prisioneiro e não sabia como seria o desfecho dessa situação; mas, assim que sua situação fosse resolvida, ele enviaria Timóteo. Não somente isso: ele tinha esperança de ir ele próprio (v. 24): “Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco”. Ele esperava ser liberto logo e ter condições de visitá-los. Paulo desejava sua liberdade, não para o seu bel-prazer, mas para que pudesse continuar fazendo o bem. “...confio no Senhor”.
Ele expressa sua esperança e confiança de vê-los, com dependência e submissão humilde à vontade divina. Veja At 18.21; 1 Co 4.19; Tg 4.15 e Hb 6.3
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 620;
Havia sido treinado como servo (v. 22).
Paulo não colocou Timóteo em sua "equipe" no mesmo dia em que o rapaz se converteu.
O apóstolo era sábio demais para cometer um erro desses. Ele o deixou como membro da igreja de Derbe e Listra, uma congregação onde Timóteo cresceu nas coisas espirituais e aprendeu como servir ao Senhor. Quando Paulo voltou à região alguns anos depois, descobriu com grande alegria que "davam bom testemunho [de Timóteo] os irmãos em Listra e Icônio" (At 16:2). Anos depois, Paulo escreveu a Timóteo sobre a importância de permitir que os novos convertidos cresçam antes de colocá-los em cargos de maior responsabilidade no ministério (1 Tm 3:6, 7).
Um cantor famoso de casas noturnas visitou um pastor e anunciou que havia sido salvo e desejava servir ao Senhor.
- O que devo fazer agora? – perguntou o recém-convertido.
- Bem, sugiro que você comece a participar de uma igreja séria e comece a crescer - disse o pastor, e, depois, perguntou: - Sua esposa é cristã?
- Não - respondeu o cantor. – Espero ganhá-la para Cristo. Mas será que devo esperar?
Gostaria de fazer algo para Deus de imediato.
- Você não precisa esperar para testemunhar de Cristo - explicou o pastor. - Envolva-se com o trabalho da igreja e use seus talentos para Cristo.
- Mas você não sabe quem sou eu? – protestou o homem. - Eu sou um cantor famoso...
Todos me conhecem. Quero começar minha própria organização, gravar discos, me apresentar para multidões...
- Se você se precipitar, pode acabar fazendo mal a si mesmo e ao seu testemunho - disse o pastor. - E o melhor lugar para começar a ganhar almas para Cristo é seu próprio lar. Deus lhe dará oportunidades de servir quando você estiver preparado. Enquanto isso, estude a Palavra e dê a si mesmo a chance de crescer.
O homem não seguiu o conselho do pastor. Em vez disso, criou uma grande organização e começou a trabalhar por conta própria. Seu "sucesso" durou menos de um ano. Não apenas perdeu seu testemunho, porque não teve forças para carregar os fardos pesados da obra que se dispôs a realizar, como também se afastou da esposa e do restante da família por causa de suas viagens frequentes. Acabou ingressando em uma "comunidade alternativa" e, falido e humilhado, desapareceu do ministério público.
- Seus galhos espalharam-se demais enquanto as raízes não eram profundas -, comentou um pastor. - Quando isso acontece, a árvore tomba.
Paulo não cometeu esse erro com Timóteo. Deu-lhe tempo para desenvolver raízes profundas e, depois, chamou o rapaz para acompanhá-lo em suas viagens missionárias.
Ensinou a Palavra a Timóteo e deixou que ele observasse como realizava seu ministério apostólico na prática (2 Tm 3:10-1 7). Foi assim que Jesus treinou seus discípulos. Junto com a instrução pessoal, deu-lhes oportunidades práticas de ganhar experiência. A experiência sem instrução pode gerar desânimo, e a instrução sem experiência pode gerar inatividade espiritual. As duas coisas são importantes.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 105-106.
3. Paulo, um líder que amava a igreja.
Ele não tratava a igreja como se fosse um negócio particular. Ele não tratava a igreja como se fosse um profissional. Ele tinha uma relação amorável com a igreja e se preocupava com as suas necessidades.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 83.
Nada caracteriza a vida de Paulo e no ministério mais do que amor para o Senhor, Sua obra e Seu povo. Ele também amava os não crentes, especialmente aqueles entre seus colegas judeus, sobre quem testemunhou:
"Eu não poderia desejar que eu me fizeram anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne" (Romanos 9: 3). Mas ele tinha um amor especial para os crentes, como exemplificado pelo seu testemunho aos de Corinto: "Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que você seria feito triste, mas que você poderia conhecer o amor que eu tenho especialmente para você "(2 Coríntios. 2:4).
Que o amor compelido Paulo para servir incondicionalmente e sacrificialmente. Ele temia que, se não deu o seu máximo esforço, ele seria desclassificado e sua recompensa diminuída (1 Cor. 9:24-27). Ele estava consciente de que ele tinha uma vocação especial, super dotação, e capacitação para que o Senhor iria responsabilizá-lo. Ele escreveu que a responsabilidade aos Coríntios: "Que um homem considerar-nos desta maneira, como servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus.
Neste caso, além disso, se requer dos administradores que um seja encontrado fiel "(1 Cor. 4:1-2). Devido a essa responsabilidade, Paul, auto-disciplina: "Eu disciplino meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de eu ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser desqualificado" (1 Coríntios 9:27.). Ele estava confiante "que no dia de Cristo [ele teria] motivo para a glória, porque [ele] não correr em vão trabalham nem em vão" (Fp 2:16).
Não se pode deixar de se perguntar por que Paulo tinha confiança tão grande no seu próprio exemplo. A maioria dos crentes não estariam dispostos a oferecer-se como um exemplo, acreditando que seria presunçoso e arrogante. Mas o Espírito Santo com poderes Paulo para que a confiança.
Porque Paulo foi liderada pelo Espírito e obedientes, ele não tem o sentido de auto-consciente de inadequação que a maioria dos crentes possuem. Embora ele era humilde e tinha um profundo sentimento de sua fraqueza (1 Tm. 1:15), ele ainda pode usar-se como um exemplo porque seus motivos eram puros e sua vida santa. Com tanto sinceridade e humildade genuína, portanto, ele poderia admoestar os coríntios: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (1 Coríntios 11:1;.. Cf 4:16). Paulo foi um exemplo humano porque ele seguiu o exemplo divino, o Senhor Jesus Cristo. Como o escritor de Hebreus admoesta, Paul fixou seus "olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé" (Hb 12:2).
Mesmo que traduz uma cláusula condicional de primeira classe, que se refere a algo que é conhecido para ser verdade. A tradução mais apropriada, portanto, é "porque eu estou sendo derramado como uma oferta de bebida." Essa frase traduz todo o spendō única palavra grega que significa "para ser derramado em libação" (cf. 2 Tm. 4:6) . O exemplo de Paulo era evidente no preço que estava pagando em derramar sua vida a Deus como uma oferta de bebida do Antigo Testamento.
Ao contrário do que alguns intérpretes sugerem, Paulo não estava aqui falando de seu martírio final. O tempo presente indica claramente que ele estava falando de sua experiência atual como um prisioneiro em Roma. Ele viu a sua vida, não a sua morte, como seu supremo ato de sacrifício ao Senhor. Ele era um sacrifício vivo, não um morto (Rm 12:1). Seus comentários no presente carta indica que ele não previu a execução iminente, embora claramente entendido que isso era uma possibilidade. Ele já havia dito: "Para permanecer na carne é mais necessário, por amor. Convencido disso, sei que ficarei e permanecerei com todos vós para vosso progresso e alegria na fé "(1:24-25). Mais tarde, no presente capítulo ele escreveu: "Eu confio no Senhor que também eu mesmo virá em breve" (2:24).
Ambos judeus e gentios teria entendido o imaginário implícito de uma oferta de bebida, ou libação, um ritual que era familiar a muitos povos antigos (cf. Lv 23:18, 37; 2 Reis 16:10-16, Jer 7..: 18;. Hos 9:4). Depois de colocar o animal sacrificado no altar, os sacerdotes tomaria vinho (ou às vezes de água ou mel) e derramá-lo tanto no sacrifício queima ou no chão em frente ao altar.
Esse ato simboliza o nascer do sacrifício nas narinas da divindade a quem estava sendo oferecido.
Oferta de Paulo bebida também foi feita em nome de seus amados irmãos em Filipos, uma oferta feita sobre o sacrifício e serviço da sua fé. Ele falou como se sua fidelidade era maior do que o seu, que ele descreveu como sendo derramado em sua maior sacrifício e serviço. Aqui o apóstolo reflete a humildade sincera que marca o crente espiritualmente nobre e que foi supremamente exemplificado pelo próprio Senhor, em Sua encarnação (2:1- 8).
Thusia (sacrifício) foi usado de sacrifícios reais (Mateus 9:13, Atos 7:41,. 1 Coríntios 10:18, Hebreus 5:1.). Foi usado também em sentido figurado, como é aqui (cf. 4:18;. Rm 12:1; Hb 13:15;. 1 Pedro 2:5). Serviço traduz leitourgia, que foi mais comumente usado de serviço religioso e é o termo a partir do qual a liturgia Inglês palavra deriva. Em 2 Coríntios, Paulo usou de ofertas financeiras dadas para "suprir as necessidades dos santos" (2 Coríntios. 9:12). Como Pedro, Paulo viu todos os crentes como sendo sacerdotes de Jesus Cristo, "pedras vivas, [que] estão sendo edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Pedro 2 : 5).
Os filipenses eram companheiros de Paulo em serviço sacrificial a Deus (1:25-30; 4:10-19), principalmente através do ministério de Epafrodito (2:25-30). Eles estavam sofrendo severamente por sua fé em um ambiente extremamente hostil pagã. Quanto mais a igreja crescia, mais se ressentiram e perseguidos. Portanto, o apóstolo admoestou-os, "[ser] em nada alarmado com o seu adversário, que é um sinal de destruição para eles, mas de salvação para você, e que também da parte de Deus" (Fp 1:28). Ele passou a explicar:
"Para você que foi concedido por causa de Cristo, não somente crer nEle, mas também de sofrer por causa dele" (v. 29). Sua perseguição também refletia sua própria, pois eles estavam "experimentando o mesmo conflito que [eles] viu em [ele], e [ouviram] para a [ele]" (v. 30). Tinham uma oferta comum; Paulo derramou a sua libação sobre o sacrifício queima da igreja em Filipos.
Portanto, ele escreve, eu me alegro e compartilhar minha alegria com todos vocês. O apóstolo já mencionou várias razões para sua alegria. Ele regozijou-se por causa de seu amor por eles e seu amor por ele (4:1, 10). Basta lembrar os seus amados irmãos em Filipos era motivo de alegria (1:3- 4). Até mesmo suas circunstâncias aparentemente infelizes em Roma havia "virado para fora para o maior progresso do evangelho, de modo que a prisão [sua] na causa de Cristo [tinha] se tornou conhecida em toda guarda pretoriana e a todos os demais" (vv. 12 -13). A maneira pela qual ele gentilmente aceitou que a prisão encorajou os crentes em Roma, Filipos, e em outros lugares "ter muito mais coragem para falar a palavra de Deus sem medo" (v. 14). Mesmo quando o evangelho foi pregado com pretensão e por ambição egoísta e inveja, se alegrou Paulo (vv. 17-18).
Mesmo para além de tais bênçãos, serviço de sacrifício para o Senhor é em si um privilégio e um motivo de regozijo. Os crentes devem regozijar-se não apesar do seu sofrimento por Cristo, mas por causa dele (cf. At 5:41), sabendo que "todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Tm. 3:12). Maior alegria dos crentes vem no ponto de maior sacrifício, pois servir a Deus é o propósito supremo de sua existência. O apóstolo escreveu anteriormente em Filipenses: "[É] a minha ardente expectativa e esperança, que eu não seja envergonhado em nada, mas que com toda a ousadia, Cristo será, mesmo agora, como sempre, engrandecido no meu corpo, quer pela vida ou pela morte. Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro "(1:20-21). Alguns anos antes, ele escreveu: "Nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si mesmo, pois se vivemos, vivemos para o Senhor, ou se morremos, morremos para o Senhor, portanto, se vivemos ou morramos, somos do Senhor "(Romanos 14:7-8).
Infelizmente, muitos crentes experimentar a alegria em muito da mesma forma que o mundo faz. Quando as circunstâncias são favoráveis, eles estão felizes, mas quando as circunstâncias são desfavoráveis, estão tristes e às vezes ressentido. As únicas coisas que lhes trazem alegria são aqueles que promovem seus próprios interesses e bem-estar. Mas quando os crentes procuram fazer a vontade do Pai e agradá-Lo, eles veem o sacrifício por Ele com alegria. A razão pela qual muitos crentes sabem pouco sobre natureza de Paulo de alegria é que eles sabem pouco sobre o seu tipo de sacrifício.
É difícil para a auto-centradas, crentes mundanos para entender como os missionários podem viver por anos em primitivo, exigente e muitas vezes condições perigosas e ainda assim manter a sua alegria. Através de tudo isso eles se regozijam, porque, como Paulo e os filipenses, que oferecem suas vidas como um contínuo sacrifício a Deus. Eles aprenderam que quanto maior o sacrifício, maior a alegria. Eles têm a mesma atitude de Pedro e os outros apóstolos que, depois de ser flagelado e ordenada "para não falar em nome de Jesus, ... seguiram o seu caminho a partir da presença do Conselho, regozijando-se de terem sido considerados dignos de sofrer vergonha pelo Seu nome "(Atos 5:40-41).
O serviço abnegado de Cristo é um sacrifício só no sentido de ser uma oferta a Deus. Nunca é um sacrifício no sentido de ser uma perda. Um crente pode sacrificar nada para o Senhor que não é substituído por algo infinitamente mais valioso e gratificante (cf. 2 Coríntios. 4:17). É sempre uma troca do menor para o maior, levando Paulo a escrever: "Eu considero tudo como perda, tendo em conta o valor sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas as coisas, e contá-los, mas o lixo para que eu possa ganhar a Cristo "(Fp 3:8). O que ele deixou foi "lixo" simples, o que ele ganhou foi de Cristo e as bênçãos imensuráveis de salvação e vida eterna (vv. 9-11). Esta realidade da justificação estende-se até a santificação.
Paulo não só é um modelo para o serviço, abnegado sacrifício, mas também pela alegria que produz serviço. Como ele escreveu aos Coríntios:
"Estou cheio de consolação, eu estou transbordando de alegria em todas as nossas tribulações" (... 2 Coríntios 7:4; cf Ef 3:13) e aos Colossenses: "Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e na minha carne, eu faço a minha parte em nome de Seu corpo, que é a igreja, ao preencher o que falta aos sofrimentos de Cristo "(Colossenses 1:24). Ele assegurou aos tessalonicenses que "por esta razão, irmãos, em toda a nossa necessidade e tribulação ficamos consolados com você através de sua fé, porque agora nós realmente vivemos, se estais firmes no Senhor. Para que ação de graças podemos render a Deus por você em troca de toda a alegria com que nos regozijamos diante do nosso Deus em sua conta "(1 Ts. 3:7-9). Da mesma forma, James advertiu:
"Considere que toda a alegria, meus irmãos, quando passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz perseverança. E a perseverança deve ter a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma "(Tiago 1:2-4). Da mesma forma, Pedro aconselhou os seus leitores, "Na medida em que você compartilhar dos sofrimentos de Cristo, manter a alegria, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis com alegria" (1 Pedro 4:13).
Assim foi com integridade e sinceridade que Paulo podia dizer, eu me alegro e compartilhar minha alegria com todos vocês. Sunchairō (partes alegria ...) é um composto (e, portanto, intensificada) forma do verbo anterior (chairo, alegrai-vos) e descreve uma reciprocidade profunda de propósito e de sentimento. Foi usado por Lucas para descrever os vizinhos e parentes de Elizabeth, que "estavam se alegrando com a sua" sobre o nascimento de João Batista (Lucas 1:58). Foi usado por Jesus sobre o homem que alegrou em encontrar sua ovelha perdida (Lc 15:6) e da mulher que, da mesma forma, alegrou em encontrar sua moeda perdida (15:9, cf 1 Cor 12..: 26; 13:6). Como Paulo e os filipenses haviam sacrificado e servido juntos, eles foram capazes de se alegrar juntos. Usando a mesma palavra (sunchairō) que ele havia usado apenas de si mesmo, agora ele os adverte, Você também, exorto-vos, alegrai-vos da mesma maneira e compartilhar de sua alegria comigo.
JOHN MACARTHUR, JR. Novo Testamento Comentário Filipenses Comentário Expositivo.
II - O ENVIO DE TIMÓTEO À FILIPOS (2.19-24)
1. Pauto da testemunho por Timóteo.
É possível que Timóteo tenha se convertido a Cristo na primeira viagem missionária de Paulo, nos anos 47 e 48 d.C., quando o apóstolo visitou Derbe e Listra (At 14.6-22). Quando voltou àquela região na sua segunda viagem missionária, Paulo ficou impressionado com o jovem Timóteo e passou a investir em seu ministério de modo especial. Na escritura de 1 Coríntios 4.17, Paulo lembra a Timóteo como alguém de sua confiança e com um testemunho pessoal. Ele era filho de Eunice e neto de Loide, que eram judias (1 Tm 1.5). Timóteo conquistou o coração de Paulo, e este passou a tratá-lo como um filho. Paulo percebeu em Timóteo um obreiro em potencial e o adotou ministerialmente, preparando-o para ser um obreiro no qual podia confiar. O plano de enviar Timóteo a Filipos não era para tomar o lugar ou substituir os obreiros locais, mas o de levar notícias e obter outras para consolar o coração de Paulo. Timóteo estaria sob a autoridade apostólica de Paulo para enfrentar algumas situações de partidarismo e vanglória que ameaçavam a unidade da igreja (2.2).
1. Paulo dependia, antes de tudo, da vontade do Senhor.
Ele diz a igreja de Filipos: “Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo” (2.19, ARA). Seu ato de esperar no Senhor Jesus pela oportunidade de fazer o que ele gostaria indicava sua submissão total à vontade divina. Ele não tomava decisões precipitadas quanto às responsabilidades do ministério pastoral. Ele tinha consciência da vontade soberana de Deus e sabia que ninguém pode mudar o curso dos fatos, senão o próprio Senhor. Temos que aprender a depender do Senhor para as decisões importantes da nossa vida e, mui especialmente, da igreja do Senhor.
2. Paulo dá testemunho de Timóteo à igreja de Filipos (2.20)
Paulo, sempre cuidadoso com o que falava, não tem reservas para demonstrar sua confiança em Timóteo quando diz: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento” (v. 20). A expressão “de igual sentimento” referia-se a Timóteo como alguém que havia assimilado a mesma visão e sentimento apostólico. Por isso, ele cuidaria com igual cuidado os assuntos que requeriam soluções.
O apóstolo o trata como um filho, visto que conhecia sua família e tinha uma relação saudável com ela desde a tenra idade de Timóteo. Ora, agir com “igual sentimento” (v. 20) significava que Timóteo teria a mesma atitude de amor, de abnegação, de compromisso com a verdade e com a Palavra de Deus. A alta estima que Paulo tinha por Timóteo indicava que tudo quanto ele dissesse à igreja seria exatamente o que ele diria, porque Timóteo era homem fiel, leal e temente a Deus. O comprometimento de Timóteo não era somente com Paulo, mas, antes de tudo, com sua experiência com Cristo e com a pregação do evangelho. Por isso, ele o trata por “meu verdadeiro filho na fé” (1 Tm 1.2). E interessante notar que Timóteo não era um desconhecido da igreja, pois estava presente com Paulo quando a igreja foi estabelecida (At 16.11-40).
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 83-85.
22. O caráter provado de Timóteo (dokimê, "aprovação obtida por meio de teste") era bem conhecida dos filipenses, porque eles já o tinham observado (Atos 16) quando serviu a Paulo como Filho ao pai, no (interesse do) evangelho.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Filipenses. pag. 18.
TIMÓTEO
Nome: No grego, Timótheos, "honrado por Deus". Seu nome ocorre por vinte e quatro vezes nas páginas do Novo Testamento: Atos 16:1; 17:14,15; 18:5; 19:22;20:4; Rom. 16:21,1 Cor. 4:17; 16:10; 11 Cor, 1:1,19; Fil. 1: 1; 2:19; Col. I: 1; 1 Tes. 1: 1; 3:2,6; 11 Tes. 1: 1; 1 Tim. 1:2,18; 6:20; 11 Tim. 1:2; File. 1; Heb. 13:23. Atos 16: 1: Chegou também a Derbe e Listra. E eis que estava ali certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; Um discípulo chamado Timóteo. Provavelmente ele era um dos convertidos de Paulo, conquistados durante a primeira viagem missionária naquela área, ocasião em que devia ser um jovenzinho de não mais de treze anos. Paulo deve ter estado afastado da região por nada menos cerca de seis anos. Dessa maneira, Timóteo deveria ser um jovem entre os dezoito e os vinte anos de idade, quando aqui o encontramos. Cerca de doze anos mais tarde (na passagem de I Tim. 4: 12), a sua juventude é ainda referida.
Durante o tempo em que Paulo esteve ausente dessa região, Timóteo, sem dúvida, fora crescendo na fé e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. (Ver os artigos separados sobre Derbe e Listra). Eram antigas cidades da Galácia.
Quando Paulo ali voltou, Timóteo já havia adquirido maturidade suficiente para ter sido imediatamente reconhecido por Paulo como um ministro potencialmente valoroso. Foi dessa maneira que Timóteo se tornou companheiro do apóstolo no ministério, talvez começando na mesma posição que fora ocupada por João Marcos, quando da primeira viagem missionária, isto é, como assistente do apóstolo. Podemos observar, em 1 Ped. 5: 12, que tanto Marcos como Silas, posteriormente, se tomaram companheiros do apóstolo Pedro, mui provavelmente em Roma.
Timóteo era filho de uma mulher judia, e seu pai era gentio. Vinha sendo instruído nas Santas Escrituras desde a sua meninice. Evidentemente. jamais fora um autêntico prosélito do judaísmo, porque, do contrário, não teria sido encontrado incircunciso por Paulo, segundo somos informados neste capítulo. (Ver o trecho de 11 Tim. 1:5 no NTI, onde há informações sobre a sua família, onde se aprende que tanto a sua avó, Loide, como a sua mãe, Eunice, eram judias devotas). Evidentemente Timóteo era nativo de Lístra, e não de Derbe, o que se depreende pelo simples fato de que, neste versículo, o seu nome aparece em maior proximidade ao nome de Lístra do que ao nome de Derbe. Outros estudiosos, entretanto, têm pensado, com base na passagem de Atos 20:4, que a sua cidade nativa era Derbe.
Desde a sua juventude Timóteo se notabilizou por seu exemplo como jovem crente (ver Atos 16:2). Desde o principio de sua vida adulta que Timóteo deve ter demonstrado considerável habílidade como pregador, e era possuidor do dom profético (ver I Tim. 4: 14 e 11 Tim. 1:6).
A primeira incumbência de Timóteo foi a responsabilidade de encorajar os crentes perseguidos em Tessalônica. E por essa razão que também o vemos associado a Paulo e Silas nas saudações de ambas as epístolas dirigidas aos crentes dali. Timóteo também esteve presente quando do trabalho de Paulo em Corinto. (Ver11 Cor. 1:9). Vemo-lo em seguida, durante o ministério de Paulo em Éfeso, quando foi enviado, com Erasto, em outra missão especial à Macedônia, de onde, posteriormente, foi a Corinto (Ver I Cor. 4: 17). Aparentemente, Timóteo era de disposição tímida, porquanto Paulo achou necessário exortar aos crentes de Corinto a deixá-lo à vontade, não desprezando a sua pessoa (ver I Cor. 16:10 e 4:17 e ss). Também não se há de duvidar que Timóteo foi enviado a Corinto na qualidade de embaixador de Paulo, na tentativa de corrigir algumas das dificuldades que a igreja dali enfrentava, mas a segunda epístola aos Coríntios revela-nos que ele não foi bem-sucedido nessa missão. Por essa razão é que Tito foi enviado, para realizar função similar (Ver 11 Cor. 12: 18).
Isso pode indicar que ou Tito tomou o lugar de Timóteo, como representante de Paulo, ou então chegou a fim de ajudar a Timóteo nessa obra em Corinto. Quando Paulo escreveu a epístola aos Romanos, de Corinto, Timóteo continuava ali, ajudando o apóstolo em seu trabalho (Ver Rom. 16:21).
Timóteo também seguiu em companhia de Paulo, na viagem a Jerusalém, levando a coleta recolhida para os santos pobres daquela cidade (ver Atos 20:4,5). E óbvio que Timóteo acompanhou Paulo a Roma e, pelo menos durante algum tempo, esteve em sua companhia, quando o apóstolo se encontrava aprisionado. Ver Fil. I: I. A epístola aos Filipenses foi enviada da prisão, em nome de Paulo e Timóteo. As epístolas aos Colossenses e a Filemom também foram escritas em nome de Paulo e Timóteo. Após o primeiro período de aprisionamento de Paulo, parece-nos que esse apóstolo deixou Timóteo em Éfeso, a fim de cuidar da questão dos falsos mestres, e também com a finalidade de supervisionar a adoração pública e providenciar para a escolha de oficiais eclesiásticos. Com base nesses fatos, alguns intérpretes bíblicos supõem que Timóteo se tomou o principal líder da igreja de Éfeso e, finalmente, seu pastor ou bispo.
O próprio Timóteo, finalmente, tal como já havia sucedido a Paulo, sofreu aprisionamento, conforme nos indica o trecho de Heb. 13:23. Quando Paulo foi aprisionado pela segunda vez, oportunidade em que, por fim, sofreu o martírio, Timóteo recebeu do apóstolo a solicitação que viesse a seu encontro urgentemente; mas não sabemos se ele chegou a Roma a tempo, antes de Nero ter mandado executar o grande apóstolo dos gentios (Ver 11 Tim. 1:4; 4:11,21).
Nenhum outro líder cristão, dentre os companheiros de trabalho do apóstolo Paulo, foi tão recomendado por ele como Timóteo, especialmente em face de sua lealdade (ver I Cor. 16:10; Fil. 2:19 esse 11 Tim. 3: 10 e ss), e sem dúvida a última das epístolas escritas por Paulo lhe foi dirigida, isto é, a segunda epístola a Timóteo.
Contrariamente à ideia de tantos, nenhum homem é uma ilha, auto-suficiente e completo em si mesmo. Paulo precisava de um assistente.
Segundo já vimos, o pai de Timóteo era grego, isto é, gentio, ao passo que sua mãe era judia. Casamentos mistos dessa natureza, embora raros em Jerusalém e cercanias, repelentes para o sistema religioso judaico, e que muitos rabinos nem ao menos reputavam válidos, eram, a despeito de tudo, muito comuns em regiões distantes de Jerusalém, sobretudo nas áreas gentílicas, onde, apesar de haver alguma população judaica, as sinagogas não exerciam toda a influência que tinham naquele principal centro do judaísmo.
Timóteo é mencionado em todas as epístolas de Paulo, exceto em Gálatas. Foi ele um dos mais constantes e fiéis companheiros de Paulo, até o fim. Juntamente com Silas, Timóteo acompanhou o apóstolo dos gentios em sua segunda viagem missionária, dessa maneira tendo ficado associado a fundação da igreja em Tessalônica. Com frequência é ele chamado de irmão (ver 11 Cor. I: I; CoI. 1:1; I Tes. 3:2 e File. I). Em Fil. I: 1 é chamado de servo (ou escravo) de Cristo., o que indica a sua elevada dedicação. Paulo encarregou-o de diversas missões especiais.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 435-436.
«...um discípulo chamado Timóteo...» Provavelmente ele era um dos convertidos de Paulo, conquistados durante a primeira viagem missionária naquela área, ocasião em que devia ser um jovenzinho de não mais de treze anos. Paulo deve ter estado afastado da região por nada menos de cerca de seis anos. Dessa maneira, Timóteo deveria ser um jovem entre os dezoito e os vinte anos de idade, quando aqui o encontramos. Cerca de doze anos mais tarde (na passagem de I Tim. 4:12), a sua juventude é ainda referida. Durante o tempo em que Paulo esteve ausente dessa região, Timóteo sem dúvida fora crescendo na fé e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.
Quando Paulo ali voltou, Timóteo já havia adquirido suficiente maturidade para ter sido imediatamente reconhecido por Paulo como um ministro potencialmente valoroso. Foi dessa maneira que Timóteo se tornou companheiro do apóstolo no ministério, talvez começando na mesma posição que fora ocupada por João Marcos, quando da primeira viagem Ped. 5:12,13, que tanto Marcos como Silas, posteriormente, se tornaram companheiros do apóstolo Pedro, mui provavelmente em Roma.
Timóteo era filho de uma mulher judia, e seu pai era. gentio. Vinha sendo instruído nas Santas Escrituras desde a sua meninice. Evidentemente jamais fora um autêntico prosélito do judaísmo, porque, do contrário, não teria sido encontrado incircunciso por Paulo, segundo somos informados neste capítulo. (Ver o trecho de II Tim. 1:5, onde há informações sobre a sua família, onde se aprende que tanto a sua avó, Loide, como a sua mãe, Eunice, eram judias devotas). Evidentemente Timóteo era nativo de Listra, e não de Derbe, o que se depreende pelo simples fato que, neste versículo, o seu nome aparece em maior proximidade ao nome de Listra do que ao nome de Derbe. Outros estudiosos, entretanto, têm pensado, com base na passagem de Atos 20:4, que a sua cidade nativa era Derbe.
—Desde a sua juventude que Timóteo se notabilizou por seu exemplo como jovem crente (ver Atos 16:2). Desde o princípio de sua vida adulta que Timóteo deve ter demonstrado considerável habilidade como pregador, e era possuidor do dom profético (ver I Tim. 4:14 e II Tim. 1:6).
A primeira incumbência de Timóteo foi a responsabilidade de encorajar os crentes perseguidos em Tessalônica. É por essa razão que também 0 vemos associado a Paulo e Silas nas saudações de ambas as epístolas dirigidas aos crentes dali. Timóteo também esteve presente quando do trabalho de Paulo em Corinto. (Ver II Cor. 1:19). Vemo-lo em seguida, durante o ministério de Paulo em Éfeso, quando foi enviado, com Erasto, em outra missão especial à Macedônia  de onde, posteriormente, foi a Corinto. (Ver I Cor. 4:17).
Evidentemente Timóteo era de disposição tímida, porquanto Paulo achou necessário exortar aos crentes de Corinto a deixá-lo à vontade, não desprezando a sua pessoa (ver I Cor. 16:10 e 4:17 e ss.). Também não se há de duvidar que Timóteo foi enviado a Corinto na qualidade de embaixador de Paulo, na tentativa de corrigir algumas das dificuldades que a igreja dali enfrentava, mas a segunda epístola aos Coríntios revela-nos que ele não foi bem-sucedido nessa missão. Por essa razão é que Tito foi enviado, para realizar função similar. (Ver II Cor. 12:18). Isso pode indicar que ou Tito tomou o lugar de Timóteo, como representante de Paulo, ou então chegou a fim de ajudar a Timóteo nessa obra em Corinto. Quando Paulo escreveu a epístola aos Romanos, de Corinto, Timóteo continuava ali, ajudando o apóstolo em seu trabalho. (Ver Rom. 16:21).
Timóteo também seguiu em companhia de Paulo, na viagem a Jerusalém, levando a coleta recolhida para os santos pobres daquela cidade. (Ver Atos 20:4,5). É óbvio que Timóteo acompanhou Paulo a Roma, e, pelo menos durante algum tempo, esteve em sua companhia, quando o apóstolo se encontrava aprisionado. Ver Fil. 1:1: a epístola aos Filipenses foi enviada da prisão, em nome de Paulo e Timóteo. As epístolas aos Colossenses e a Filemom também foram escritas em nome de Paulo e Timóteo). Após o primeiro período do aprisionamento de Paulo, parece-nos que esse apóstolo deixou Timóteo em Éfeso, a fim de cuidar da questão dos falsos mestres, e também com a finalidade de supervisionar a adoração pública e providenciar para a escolha de oficiais eclesiásticos. Com base nesses fatos, alguns intérpretes bíblicos supõem que Timóteo se tornou o principal líder da igreja de Éfeso, e, finalmente, seu pastor ou bispo.
O próprio Timóteo, finalmente, tal como já havia sucedido a Paulo, sofreu aprisionamento, conforme nos indica o trecho de Heb. 13:23. Quando Paulo foi aprisionado pela segunda vez, oportunidade em que, por fim, sofreu o martírio, Timóteo recebeu do apóstolo a solicitação que viesse a seu encontro urgentemente; mas não sabemos se ele chegou a Roma a tempo, antes de Nero ter mandado executar o grande apóstolo dos gentios. (Ver II Tim. 1:4; 4:11,21).
Nenhum outro líder cristão, dentre os companheiros de trabalho do apóstolo Paulo, foi tão recomendado por ele como Timóteo, especialmente em face de sua lealdade (ver I Cor. 16:10; Fil. 2:19 e ss. e Tim. 3:10 e ss.), e sem dúvida a última das epístolas escritas por Paulo lhe foi dirigida, isto é, a segunda epístola a Timóteo.
Contrariamente à ideia de tantos, nenhum homem é uma ilha, auto-suficiente e completo em si mesmo. Paulo precisava de um assistente.
Segundo já vimos, 0 pai de Timóteo era grego, isto é, gentio, ao passo que sua mãe era judia. Casamentos mistos dessa natureza, embora raros em Jerusalém e cercanias, repelentes para 0 sistema religioso judaico, e que muitos rabinos nem ao menos reputavam válidos, eram, a despeito de tudo, bastante comuns em regiões distantes de Jerusalém, sobretudo nas áreas gentílicas, onde, apesar de haver alguma população judaica, as sinagogas não exerciam toda a influência que tinham naquele principal centro do judaísmo.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 3. pag. 326-327.
Experiências dolorosas servem geralmente como portas para novas oportunidades. Até o apóstolo Paulo teve muito a aprender. Logo após sua decepcionante experiência com João Marcos, ele recrutou um outro jovem, Timóteo, para ser seu assistente. A forte personalidade de Paulo pode ter sido excessivamente difícil para João Marcos, no convívio cotidiano. Timóteo poderia, facilmente, ter enfrentado o mesmo problema. Mas Paulo parece ter aprendido uma lição sobre a paciência com seu velho amigo Barnabé. Como resultado, Timóteo se tornou um “filho” para Paulo.
Timóteo provavelmente se tomou cristão depois da primeira viagem missionária de Paulo a Listra (At 16.1-5). Ele havia recebido de sua mãe e avó um sólido ensino judaico sobre as Escrituras. Por ocasião da segunda visita de Paulo, Timóteo se tornou um respeitado discípulo de Jesus. Ele não vacilou em unir-se a Paulo e Silas em sua viagem. Seu desejo de ser circuncidado já como adulto é um claro sinal de seu comprometimento. A mistura das raízes gregas e judaicas de Timóteo poderia ter criado problemas em suas viagens missionárias, porque grande parte de seu público era formada por judeus que estavam preocupados em manter o rigor de sua tradição. A submissão de Timóteo ao ritual da circuncisão ajudou a evitar tal problema em potencial.
Além das tensões geradas por suas raízes raciais mistas, Timóteo parece ter lutado contra um caráter naturalmente tímido e contra sua sensibilidade, devido à sua pouca idade. Infelizmente, muitos que compartilham as características do caráter de Timóteo são rapidamente excluídos, por serem considerados um grande risco caso lhes sejam atribuídas muitas responsabilidades. Pela graça de Deus, Paulo enxergou um grande potencial em Timóteo e demonstrou confiança nele, encarregando-o de importantes responsabilidades. Paulo enviou Timóteo como seu representante a Corinto durante um período particularmente tenso e difícil (1 Co 4.14-17). Embora Timóteo tivesse sido aparentemente ineficaz naquela difícil missão. Paulo não desistiu dele. Timóteo continuou a viajar com o apóstolo.
Os últimos retratos de Timóieo vêm das cartas mais pessoais do Novo Testamento: 1 e 2 Timóteo.
O apóstolo Paulo, já com idade avançada, estava próximo do final de sua vida; mas seu desejo ardente de continuar sua missão não se apagou. Ele estava escrevendo para um de seus amigos mais íntimos — eles viajaram, sofreram, choraram e riram juntos. Compartilharam a intensa alegria de ver as pessoas responderem ao evangelho e a agonia de ver o evangelho rejeitado e distorcido.
Paulo deixou Timóteo em Éfeso para supervisionar a jovem igreja que ali estava (1.3,4). Ele escreveu para encorajar Timóteo e dar-lhe as diretrizes necessárias. Estas cartas têm fornecido conforto e auxílio para outros incontáveis “Timóteos” ao longo dos anos. Quando você enfrentar um desafio que pareça estar além de suas habilidades, leia 1 e 2 Timóteo, e lembre-se de que outros compartilharam a mesma experiência.
Pontos fortes e êxitos:
• Tornou-se crente durante a primeira viagem missionária de Paulo e se uniu a ele em suas outras duas viagens.
• Foi um cristão respeitado em sua cidade.
• Foi um representante especial de Paulo em várias ocasiões.
• Recebeu duas cartas pessoais de Paulo.
• Provavelmente conhecia Paulo melhor do que qualquer outra pessoa, tendo se tornado como um filho para o apóstolo.
Fraquezas e erros:
• Lutou contra uma natureza tímida e reservada.
• Permitiu que os outros o tratassem com desprezo devido a sua juventude.
• Foi aparentemente incapaz de corrigir alguns dos problemas da Igreja em Corinto quando Paulo o enviou para lá.
Lições de vida:
• A juventude não deve ser uma desculpa para a ineficácia.
• Nossas insuficiências e falta de habilidade não devem nos afastar de Deus. nem nos tornar indisponíveis para Ele.
Informações essenciais:
• Local: Listra.
• Ocupações: Missionário e pastor.
• Familiares: Mãe - Eunice; avó - Lóide e pai grego.
• Contemporâneos: Paulo. Silas. Lucas, Marcos, Pedro e Barnabé.
Versículos-chave:
"Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado: porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus. Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai" (Fp 2.20-22).
A história de Timóteo é contada em Atos. começando no capítulo 16. Ele também é mencionado em Romanos 16.21; 1 Coríntios 4.17; 16.10,11; 2 Coríntios 1 1.19; Filipenses 1.1: 2.19-23: Colossenses 1.1; 1 Tessalonicenses 1.1-10: 2.3,4; 3.2-6: 1 e 2 Timóteo; Filemom 1; Hebreus 13.23.
APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1706.
2. O modelo paulino de liderança.
Jeff Caliguire escreveu o seguinte em seu livro Os Segredos de Liderança de Paulo: “Ele comprometeu a sua vida inteira à sua missão, usou de cada oportunidade para compartilhar a sua visão, investiu em líderes que despontavam e aguentou firme quando a maioria teria jogado a toalha”.
Alguns dos obreiros nos quais Paulo investiu tempo e ministério foram Timóteo, Tíquico e Tito. Na equipe de Paulo nas suas viagens missionárias sempre havia líderes como Lucas, Aquila e Priscila e outros, os quais, sob a liderança de Paulo, aprenderam que o exercício do ministério do evangelho é feito pelo caminho da abnegação, da humildade, da disposição para trabalhar e pelo amor à obra de Deus. Está escrito em 2 Timóteo 4.10-12 acerca de alguns obreiros que estavam com Paulo. Um deles, Demas, o desamparou; porém, Crescente, foi enviado por Paulo à Galácia; Tito, para a Dalmácia; e Tíquico foi para Éfeso. Agora, Paulo resolve enviar Timóteo, que estava com ele em Roma, para Filipos. Todos esses eram obreiros que trabalhavam com Paulo, e ele passou para seus liderados o ardor pela obra de Deus e a disposição para sofrer por essa obra com a garantia do galardão na presença de Deus. Uma das principais lições ensinadas por esse apóstolo foi a capacidade de ser um líder-servidor. Mesmo tendo uma personalidade forte, Paulo aprendeu com Cristo que a obra maior do líder cristão é servir.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 85.
Timóteo, o filho fiel (2.19-24)
Há seis verdades preciosas, listadas neste texto, que vamos considerar acerca de Timóteo.
Em primeiro lugar, Timóteo, o enviado de Paulo (2.19,23).
Quem era esse mensageiro de Paulo chamado Timóteo?
Homens imitadores de Cristo
Sua mãe e sua avó eram crentes (2Tm 1.5), e seu pai grego (At 16.1). Ele conhecia a Palavra de Deus desde a infância (.3 Tim 3.15). Converteu-se na primeira viagem missionária de Paulo e cresceu espiritualmente, pois passou a ter bom testemunho em sua cidade antes de unir-se ao apóstolo em sua segunda viagem missionária (At 16.1,2). Timóteo era filhoo de Paulo na fé (lTm 1.2), cooperador de Paulo (Rm 16. 21), e mensageiro de Paulo às igrejas (lTs 3.6; lC o 4.17; 16. 10,11; Fp 2.19). Ele esteve preso com Paulo em Roma (Fp 1.1; Hb 13.23). Era jovem (lTm 4.12), tímido (2Tm 1.7,8) e doente (lTm 5.23). Ele tinha um caráter provado (Fp 2.22) e cuidava dos interesses de Cristo (Fp 2.21) e dos interesses da Igreja de Cristo (Fp 2.20).
E ainda digno de nota que Timóteo esteve presente quando a igreja de Filipos foi estabelecida (At 16.11-40; 1 Tes 2. 2) e, ainda, subsequentemente também os visitou, mais de uma vez (At 19.21,22; 20.3-6; 1 Co 1.1). Portanto, cie era a pessoa indicada para ser enviada novamente à igreja de Filipos.
Longe de proceder de forma egoística, procurando manter perto de si o maior contingente possível de amigos, Paulo enviou Tíquico a Efeso, Crescente à Galácia e Tito à Dalmácia (2Tm 4.10-12). Werner de Boor diz que é maravilhoso saber que Paulo pretende, agora, enviar Timóteo a Filipos, o melhor colaborar de que dispõe.
Em segundo lugar, Timóteo, um homem singular (2.20a). Havia muitos cooperadores de Paulo, mas Timóteo ocupava um lugar especial no coração do veterano apóstolo. Ele era um homem singular pela sua obediência e submissão a Cristo e ao apóstolo como um filho a um pai. A palavra grega que Paulo usa para “igual sentimento” só aparece aqui em todo o Novo Testamento. E a palavra isopsychos, que significa “da mesma alma”. Esse termo foi usado no Antigo Testamento como “meu igual” e “meu íntimo amigo” (LXX SI 55.13). E E Bruce, citando Erasmo, diz que ele parafraseia esta passagem assim: “Eu o enviarei como o meu alter ego”.
Em terceiro lugar, Timóteo, um homem que cuida dos interesses dos outros (2.20b). Timóteo aprendeu o princípio ensinado por Paulo de buscar os interesses dos outros (2.4), princípio esse exemplificado por Cristo (2.5) e pelo próprio apóstolo (2.17).
Timóteo, de igual modo, vive de forma altruísta, pois o centro da sua atenção não está em si mesmo, mas na Igreja de Deus. Ele não busca riqueza, nem promoção pessoal.
Ele não está no ministério em busca de vantagens; ele tem um alvo: cuidar dos interesses da Igreja.
E uma pena que os cristãos de Roma estivessem tão envolvidos com os próprios problemas e desavenças (1.15,16) a ponto de não ter tempo para a obra importante do Senhor. Warren Wiersbe diz que essa é uma das grandes tragédias causadas pelos problemas internos das igrejas; eles consomem tempo, energia e preocupação que deveriam estar sendo dedicados a coisas mais essenciais.
Jacó, depois de converter-se, passou a ter uma grande sensibilidade para lidar com os outros (Gn 33.13,14).
Timóteo era assim também. Meu querido amigo, você se preocupa com o povo de Deus? Você trata as pessoas de forma gentil? Você conduz sua família, seus filhos, sua classe de Escola Dominical, seus irmãos em Cristo de forma gentil? Concordo com Robertson, quando afirma: “O melhor caminho para ser feliz é fazer os outros felizes”.
Em quarto lugar, Timóteo, um homem que cuida dos interesses de Cristo (2.21). Só existem dois estilos de vida:
Homens imitadores de Cristo daqueles que vivem para si mesmos (2.21) e daqueles que vivem para Cristo (1.21). Estamos em Filipenses 1.21 ou, então, estaremos em Filipenses 2.21. Timóteo queria cuidar dos interesses de Cristo, e não dos seus próprios. Sua vida estava centrada em Cristo (2.21) e nos irmãos (2.20b), e não no seu próprio eu (2.21).
Corretamente Werner de Boor afirma:
Quem busca o que é seu, sua própria fama, seu próprio conforto, esquiva-se do esforço e da dor de ir a fundo nas questões em uma igreja e solucionar as mazelas com mão paciente, afetuosa, e por isso também firme.
James Montgomery Boyce diz que é fácil colocarmos outras coisas primeiro em nossa vida. Você pode colocar sua própria reputação em primeiro lugar. Pode colocar seus prazeres em primeiro lugar. Pode colocar em primeiro lugar seus planos, sua família, seu sucesso ou outra coisa.
No entanto, se você fizer isso, todas essas coisas ficarão distorcidas, e você perderá a maior de todas as bênçãos da sua vida. Porque Timóteo colocou Cristo em primeiro lugar, as outras coisas se estabeleceram naturalmente.
Havia muitos que colocavam seus interesses acima e antes dos interesses alheios, ou estavam muito preocupados, buscando mais “o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus”. Embora alguns em Roma pregassem o evangelho “por amor” (1.16), de todos quantos estavam disponíveis perante Paulo, nenhum era tão destituído de egoísmo quanto Timóteo. Para Timóteo, como para Paulo, a causa de Cristo Jesus envolvia o bem-estar de seu povo.
Em quinto lugar, Timóteo, um homem de caráter provado (2.22). Timóteo desfrutava de um bom testemunho antes de ser missionário (At 16.1,2), e agora, quando Paulo está para lhe passar o bastão, como continuador da sua obra, dá testemunho de que ele continua tendo um caráter provado (2.22). É lamentável que muitos líderes religiosos que são grandes em fama e riqueza sejam anões no caráter. Vivemos uma crise avassaladora de integridade no meio evangélico brasileiro. Precisamos urgentemente de homens íntegros, provados, que sejam modelo do rebanho. Em sexto lugar, Timóteo, um homem disposto a servir (2.22b). E digno de nota que Timóteo serviu ao evangelho.
Ele serviu com Paulo, e não a Paulo. Embora a relação entre Paulo e Timóteo fosse de pai e filho, ambos estavam engajados no mesmo projeto. Hoje, muitos líderes se colocam acima de seus colaboradores. A relação não é de parceria no trabalho, mas de subserviência pessoal.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 168-172.
3. As qualidades de Timóteo (2.20-22).
Quando Paulo fala que Timóteo tinha “igual sentimento” (2.20), usou uma palavra importantíssima para significar essa expressão: isopsychos. O significado de isopsychos é “da mesma alma”. Essa qualidade singular de Timóteo revelou-se no interesse pela situação dos filipenses e, por isso, dispôs-se a cuidar dos interesses dos filipenses como um autêntico líder. Todo líder cristão precisa desenvolver simpatia e empatia com a igreja, de modo a se tornar um referencial para todos.
O texto de Filipenses 2.22 indica que Timóteo tinha “um caráter provado e aprovado”, no sentido de que estava devidamente preparado para exercer liderança. Ele desfrutava de um bom testemunho como homem e como cristão. Paulo previa que o seu tempo de vida e ministério estava chegando ao fim; por isso, podia ter em Timóteo o continuador da sua obra. Ele tinha uma disposição para cooperar na obra do evangelho com um espírito servil. Ele sabia que na obra do evangelho não há lugar para senhores, mas para servos.
Timóteo demonstrava humildade em servir à igreja de Cristo como ao Senhor. Ele pensava como servo, porque demonstrava preocupação natural com as pessoas e por suas necessidades. Seu interesse não era político, nem egoístico. Ele importava-se sinceramente com o bem-estar físico e espiritual dos irmãos de Filipos, bem como de todos os cristãos nas regiões que visitava. A preocupação de Paulo com a igreja de Filipos estava no fato de que estava ocorrendo desavença e conflito entre alguns cristãos (Fp 1.15,16). Paulo confiava no caráter de Timóteo. Sabia que, a despeito de pouca experiência, Timóteo sabia manter-se fiel aos princípios do evangelho e não apoiaria qualquer facção no seio da igreja. Mesmo com pouca experiência, Timóteo não era um neófito na obra do evangelho. Depois da conversão dele, quando Paulo voltou a Derbe e Listra, alguns anos depois, percebeu o amadurecimento espiritual de Timóteo (At 16.2; 1 Tm 3.6,7).
Paulo ensinou a Timóteo as verdades do evangelho e o treinou para ser um futuro líder. O apóstolo uniu instrução pessoal e oportunidade para que Timóteo pusesse em prática o que havia aprendido. Indiscutivelmente, Timóteo tornou-se um obreiro qualificado porque foi bem preparado para o exercício do ministério pastoral.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 86-87.
Pensava como servo (vv. 19-21).
Em primeiro lugar, Timóteo demonstrava preocupação natural pelas pessoas e por suas necessidades. Não estava interessado em "fazer amigos e influenciar pessoas"; importava-se sinceramente com o bem-estar físico e espiritual dos outros. Paulo preocupava-se com a igreja de Filipos e desejava enviar alguém para transmitir essa preocupação e descobrir exatamente o que se passava ali.
Por certo, havia centenas de cristãos em Roma (Paulo saúda 26 pelo nome em Rm 16); no entanto, nenhum deles se mostrou disposto a fazer essa viagem! "Todos eles buscam p que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Fp 2:21). Em certo sentido bastante real, todos vivemos em Filipenses 1:21 ou em Filipenses 2:21!
Mas Timóteo importava-se com o bem estar de seus semelhantes e pensava como servo. É uma pena que os cristãos de Roma estivessem tão envolvidos com os próprios problemas e desavenças (Fp 1:15,16) a ponto de não ter tempo para a obra importante do Senhor. Essa uma das grandes tragédias causadas pelos problemas internos das igrejas; eles consomem tempo, energia e preocupação que deveriam estar sendo dedicados a coisas mais essenciais. Timóteo não estava interessado em apoiar um partido nem em promover alguma causa que provocasse divisões, mas apenas na situação espiritual do povo de Deus; e essa preocupação lhe ocorria naturalmente. De que maneira essa preocupação espontânea se desenvolveu?
A resposta encontra-se na característica seguinte desse jovem extraordinário.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 105.
Recebeu a recompensa de servo (vv. 23, 24). Timóteo sabia, por experiência própria, o que significava sacrificar-se e servir (Fp 2:1 7), mas Deus o recompensou por sua fidelidade.
Em primeiro lugar, Timóteo teve a alegria de ajudar a outros. Por certo, houve tribulações e dificuldades, mas também houve bênçãos e vitórias. Pelo fato de Timóteo ser um "servo bom e fiel" (Mt 25:21), teve a alegria de trabalhar com o grande apóstolo Paulo e ajudá-lo em algumas de suas incumbências mais difíceis (1 Co 4:1 7ss; Timóteo é mencionado pelo menos 24 vezes nas epístolas de Paulo).
Mas talvez a maior recompensa que Deus deu a Timóteo foi tê-lo escolhido para ser substituto de Paulo quando o apóstolo foi chamado para junto do Senhor (ver 2 Tm 4:1-11). Paulo desejava ir a Filipos pessoalmente, mas teve de enviar Timóteo em seu lugar. Uma honra e tanto! Timóteo não apenas serviu a Paulo e foi como um filho para ele, mas também assumiu seu lugar! Hoje, cristãos de toda parte o têm em alta consideração, algo que o jovem Timóteo jamais imaginou enquanto estava ocupado servindo a Cristo.
Não é possível gerar uma atitude submissa com uma hora de sermão, uma semana de retiro espiritual ou mesmo um ano de serviço. Como no caso de Timóteo, a submissão desenvolve-se dentro de nós à medida que nos entregamos ao Senhor e procuramos servir aos outros.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 106.
2.20 - De igual sentimento. Timóteo e Paulo tinham o mesmo tipo de preocupação com os filipenses (leia a segunda ordem de Paulo no versículo 2 para que os filipenses sentissem o mesmo).
2.21 - O termo todos é uma forma exagerada para dar ênfase. A maioria das pessoas muitas vezes é egoísta, mas Paulo sabia que Timóteo era diferente. Ele exorta os filipenses (v. 3) a também se libertarem desse modo de vida, se tiverem a mente de Cristo (Fp 2.5-8). Essa ainda é a vontade de Cristo para nós.
2.22 - Timóteo mostrou sua experiência fiel aos filipenses, que sabiam de seus dez anos de ministério com o apóstolo Paulo. A expressão como filho foi usada porque, na época do Novo Testamento, o filho servia ao pai para aprender os negócios da família. Servir dessa forma significava aprender tudo sobre o assunto e dispor-se a obedecer ao mestre para se tornar o mais habilidoso possível no trabalho.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 530.
III - EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (2.25-30)
1. Epafrodito, um mensageiro de confiança.
Epafrodito ganha espaço nas páginas do Novo Testamento por seu apanágio exemplar apresentado por Paulo. O apóstolo fala dele como “meu irmão, cooperador, e companheiro nas lutas” (Fp 2.25). Enquanto Paulo era “hebreu de hebreu”, Timóteo era meio judeu e meio gentio (At 16.1), e Epafrodito era totalmente gentio. Existem poucas informações acerca de Epafrodito no Novo Testamento. Alguns teólogos o veem como apóstolo, pregador, mas não há nada que prove que ele tivesse sido pregador, profeta ou mestre da Igreja. Ele é mencionado por nome porque era um homem fiel a Cristo e à igreja que servia. Ele gozava da estima do apóstolo Paulo, por isso foi enviado especial da igreja de Filipos para lhe dar notícias e levar uma oferta de amor para o seu sustento. Subtende-se que Epafrodito era um obreiro local da igreja em Filipos. Visto que nem Paulo nem Timóteo podiam viajar imediatamente para Filipos, o apóstolo Paulo contou com a cooperação de Epafrodito, que deveria voltar a Filipos, como pessoa de confiança, para dar notícias à igreja. Paulo dá testemunho acerca dele e o trata carinhosamente por “meu irmão” (2.25). Na verdade, esse tratamento de “irmão” tornou-se um excelente costume no seio da igreja.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 87.
25. Epafrodito (encantador) é um dos heróis mais atraentes do N.T. Ele fora encarregado de levar o presente em dinheiro (4:18) e de servir Paulo no interesse dos filipenses. Paulo o chama de irmão (enfatizando o laço do amor familiar cristão), cooperador (um termo emprestado da oficina, que destaca o espírito de companheirismo), e companheiro de lutas (sistratiôtês representa os cristãos lutando lado a lado contra os furiosos ataques do paganismo. Phillips traduz companheiro de armas). Julguei. Na correspondência de antigamente era costume o escritor adotar a perspectiva do leitor (cons. também mandá-lo, v. 28).
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Filipenses. pag. 19.
EPAFRODITO
No pego. «encantadon, belo». Foi um mensageiro da igreja de Filipos para o ap6stolo Paulo, quando este encontrava-se em Roma, passando necessidades.
A igreja cristã de Filipos enviou Epafrodito a Roma, levando ofertas a Paulo que, provavelmente, constituíram tudo quanto ele ganhou enquanto estava ali. Ver Fil. 2:25-30 e 4:18. Esse nome grego é o equivalente ao latim Venustus, que significa «pertencente a Vênus», o que, mui provavelmente, indica que ele era um gentio, e não de origem judaica. Alguns identificam-no com o Epafras (que vide) de Col. 1:7 e 4:12 (cujo nome é uma contração de Epafrodito), mas não há qualquer evidência em favor dessa conjectura.
O fato de que ele foi comissionado para entregar ofertas enviadas pela igreja de Filipos S. Paulo indica que ele era um dos lideres da igreja dali, embora. Não saibamos dizer se ele era pregador do evangelho.
Chegando em Roma, Epafrodito adoeceu e esteve à beira da morte. A cansativa viagem talvez tenha sido um fator contribuinte, tendo enfraquecido a sua resistência, pois as viagens, na antiguidade, eram perigosas e cansativas. Em Filipenses 2:30, Paulo diz que Epafrodito «se dispôs a dar a própria vida .., a fim de desincumbir-se de sua missão em favor de Paulo.
Recuperou-se lentamente e foi enviado de volta a Filipos, Paulo enviou a epístola aos Filipenses pelas mãos de Epafrodito, o que é uma interessante informação histórica. A epistola aos Filípenses, pois, é uma espécie de expressão de agradecimento missionário, embora, como é claro, Paulo tenha aproveitado a oportunidade para escrever uma missiva repleta de instruções, algumas delas positivas e outras corretivas. Paulo chamou-o de «irmão.., de «cooperador.. e de «companheiro de lutas» (Fil, 2:25), descrições essas que parecem indicar que ele era pregador do evangelho, - e não apenas um mensageiro da igreja. Um bom sinal de um servo autêntico de Cristo é que ele chega a arriscar a própria vida a fim de realizar a sua tarefa. A vida de um crente assim é usada e desgastada no serviço do Senhor. Jesus ensinou que o discipulado cristão requer que o individuo perca a sua própria vida, a fim de encontrá-la (Mar. 8:35).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 400.
Normalmente Paulo enviava mais de um representante, quando havia necessidade de enviar mensageiros, porquanto em dois há maior força e autoridade do que em um só. Além disso, quando os enviados são dois, um tenta fortalecer ao outro. (Com parar com II Cor. 12:18 e também com II Cor. 8:18,22). Alguns grupos religiosos modernos têm seguido essa prática, quer como um princípio de doutrina, quer como um a prática sábia, conforme sucede entre os mórmons e os cooneyitas.
«...Epafrodito...» Esse companheiro de Paulo, nas lides do evangelho, é mencionado exclusivamente aqui e em Fil. 4:18, bem como no sobrescrito, conforme alguns manuscritos. Não há base histórica para o identificarmos com o «Epafras» aludido em Col. 1:7 e 4:12 e File. 23: Epafras foi um dos fundadores e um dos principais obreiros da igreja de Colossos, ao passo que Epafrodito foi um dos elementos de maior vulto em Filipos. Portanto, são dois personagens inteiram ente diversos. «Epafrodito» significa «encantador », «simpático». É interessante que ele é chamado de «...mensageiro...», ou seja, «apóstolo», mas isso deve ser compreendido somente no que se relaciona ao fato de ter sido enviado em missão por Paulo, não querendo dar a entender que ele tivesse esse ofício ministerial.
A passagem de Fil. 4:18 mostra-nos que Epafrodito foi o enviado pela igreja de Filipos para levar as ofertas que enviavam a Paulo, usando aliviar a situação premente do apóstolo, em Roma. Além disso, o texto à nossa frente mostra-nos que Epafrodito adoeceu, talvez durante a viagem de Filipos a Roma, e isso com gravidade. Talvez tenha apanhado alguma enfermidade ao longo do caminho. Paulo elogia calorosamente a Epafrodito porquanto ׳ estava disposto a arriscar a própria vida a fim de cumprir a missão que a igreja de Filipos lhe indicara; os versículos vigésimo quinto até trigésimo se ocupam desse elogio, o mais longo elogio de todo o N.T., dado por Paulo, a qualquer de seus companheiros de trabalho. Foi a sua dedicação suprema ao trabalho de Deus que provocou essa recomendação calorosa. Deus recompensará a dedicação de seus filhos, e Paulo foi capaz de reconhecer o valor de Epafrodito, sendo ele mesmo, o apóstolo, homem altamente dedicado ao Senhor e à sua causa.
«...meu irmão...» Talvez Paulo nem o conhecesse antes daquela ocasião em que foi enviado pela igreja de Filipos para levar um a oferta em dinheiro ao apóstolo aprisionado em Roma. Não obstante, era irmão de Paulo em Cristo, co-herdeiro das riquezas próprias da divina família. Trata-se de um titulo tão elevado como qualquer crente merece na igreja.
«...cooperador...» Não é pequeno o privilégio de alguém trabalhar na causa do evangelho, mormente ao lado do grande apóstolo dos gentios. «...companheiro de lutas...» ou «companheiro de armas», que era um dos títulos favoritos dos cristãos primitivos, o qual envolve a idéia de estar alguém em conflito espiritual contra as trevas e o mal, correndo o risco de perder a vida, visto que todos os obreiros cristãos têm de enfrentar um mundo hostil. Epafrodito manteve-se ao lado de Paulo durante a refrega, talvez primeiramente em Filipos, e agora novamente em Roma, defendendo a causa de seu grande Capitão, o Senhor Jesus. (Ver o trecho de Efé. 6:12 e ss., onde se desenvolve e comenta a metáfora do «soldado cristão»),
«...vosso mensageiro...» Epafrodito foi o elemento enviado pelos crentes filipenses para transportar a dádiva que enviavam a Paulo (ver Fil. 4:18). O título que Paulo lhe confere aqui, entretanto, não significa que ele tivesse algum ofício apostólico no seio da igreja. Não obstante , embora não pertencesse ele aos «doze», e nem mesmo necessariamente aos «apóstolos» de categoria inferior aos doze primeiros, é possível que ocupasse alta posição (ver Atos 14:4 quanto ao uso secundário, mas ainda elevado, da palavra «apóstolo», nas notas expositivas ali existentes). A palavra deve ser considerada aqui simplesmente como um «mensageiro», pois esse é o seu significado básico.
»...vosso auxiliar nas minhas necessidades...» Em outras palavras, Epafrodito foi o representante dos crentes filipenses, enviado para ministrar a Paulo, tanto para levar-lhe as dádivas que aqueles irmãos mandavam ao apóstolo como para permanecer ao seu lado, durante aquela grave crise por que passava Paulo em Roma. Epafrodito, pois, continuou ajudando ao apóstolo dos gentios em suas necessidades físicas, mas também com seu apoio moral, com sua simpatia e com seu companheirismo.
A palavra « ...auxiliar...» é tradução do termo grego «leitourgos», derivado da raiz de onde se deriva nossa palavra moderna «liturgia». Essa palavra era empregada para indicar os «sacerdotes», aqueles que praticavam formalmente ritos religiosos; mas também era empregada para indicar vários oficiais seculares do governo. Paulo utiliza-se desse vocábulo para referir-se aos «ministros do evangelho». Esse vocábulo é normalmente usado em conexão com algum serviço público e social; e esse significado parece ser retido na maior parte das vezes em que a palavra é empregada.
Aqui pode haver alguma sugestão que a dádiva dos crentes filipenses a Paulo era um «sacrifício», administrado fielmente por Epafrodito, que seria então um «ministro» correto. (O trecho de Fil. 4:18 se utiliza desse mesmo simbolismo para descrever a questão).
«...mandar...» No grego temos o aoristo (tempo passado). Talvez se trate de uma instância do chamado «aoristo epistolar». Em outras palavras, Paulo ainda não tinha enviado a Epafrodito, mas pôs o verbo «mandar» no passado, ־vendo a questão do ponto de vista daqueles que receberiam a epístola. Quando estes recebessem a missiva, o envio de Epafrodito por Paulo já seria acontecimento passado; por isso Paulo pôs o verbo no passado. Isso nos mostra, um a vez mais, que Epafrodito foi o portador desta epístola, como também mostra-nos que ele estava prestes a ser enviado de volta aos filipenses, ao passo que Timóteo só seria enviado um pouco mais tarde.
«...necessário...» Paulo teria de enviar aos filipenses imediatamente a Epafrodito. Mas as visitas, dele mesmo e de Timóteo poderiam esperar algum tempo mais.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 40.
2. Epafrodito, um verdadeiro missionário.
Paulo o elogia como um “cooperador e companheiro nos combates”. Sua tarefa inicial era o de ajudar a Paulo enquanto estivesse na prisão, animando-o e conversando sobre todas as coisas, boas e ruins, acerca da igreja de Filipos. Entretanto, a principal finalidade de Epafrodito na sua viagem ao encontro de Paulo foi a de levar uma ajuda financeira, da parte da igreja, a fim de que o apóstolo pudesse custear as despesas da prisão domiciliar. Porém, o mais importante da visita de Epafrodito à prisão de Paulo era o de trazer boas notícias do povo de Deus. Epafrodito era um gentio especial, grego de nascimento, que demonstrou ter um caráter ilibado e exemplar.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 87-88.
O servo terceiro modelo espiritual descrito em 2:17-30 é Epafrodito, outro pupilo e colega de trabalho de Paulo. Ele não era um estadista apóstolo e espiritual, como Paulo, ou, tanto quanto se sabe, até mesmo um velho, como Timóteo. Não há registro de qualquer um excelente trabalho que ele realizou.
Nada se sabe de sua família, sua história pessoal, sua conversão, quanto tempo ele tinha sido um crente, ou as suas funções específicas nas igrejas em Filipos, Roma, ou em outro lugar.
O Epafrodito nome significa "pertencente a", ou "favorecido por Afrodite," a deusa grega do amor (a quem os romanos chamavam de Vênus), indicando que, como Timóteo, ele foi provavelmente nascido e educado na cultura grega. O nome era comum e, posteriormente, veio a significar "amor" ou "lindo". Embora Epafrodito foi muitas vezes abreviado para Epafras, não há provas de que ele era o homem com esse nome mencionado em Colossenses 1:7 e 4:12. Seu nível de serviço de sacrifício para o Senhor é especialmente instrutivo e estimulante para o crente, para quem os exemplos de grandes pregadores e pastores como Paulo e Timóteo pode parecer fora de alcance. Ele exemplifica o espírito de sacrifício pela causa de Cristo que não envolve nenhuma aclamação pública, nenhuma proeminência, nenhum alto cargo, sem grandes talentos ou dons. Ele não era um notável pregador, professor, ou líder, portanto, o seu exemplo parece ser mais relevante e viável.
Porque eles escolheram Epafrodito para trazer o seu presente para Paul e para ministrar a ele (Filipenses 2:25, 4:18), Filipenses, obviamente, segurou-o na mais alta consideração e confiava nele implicitamente. Embora ele não pode ter mantido uma posição oficial em sua igreja, eles sabiam que ele conheceu o apóstolo elevados padrões morais e espirituais. Ele tinha a alma de um servo, indo de bom grado a Roma para ajudar a Paulo de qualquer maneira que pôde, por enquanto ele era necessário.
Que ele estava disposto a ir a Roma, enquanto Paulo ainda estava preso também mostra uma grande coragem (cf. 2 Tm. 1:16-17). Embora o apóstolo foi autorizado a viver em seus próprios quartos alugados e teve liberdade ilimitada para receber visitantes (Atos 28:30-31), Epafrodito entendido que esta situação pode mudar durante a noite. Se César decidiu que Paul era realmente uma ameaça para ele como havia sido acusado, ele não hesitaria em ordenar sua execução imediata. Isso faria com que os associados de Paulo em perigo de prisão, detenção e talvez execução. Epafrodito sabia que o risco que ele estava tomando era real.
Depois de declarar sua intenção de enviar Epafrodito de volta para Filipos, Paulo primeiro dá cinco títulos que revelam caráter deste homem (v. 25) e depois menciona várias razões para mandá-lo de volta (vv. 26-30).
Seus títulos
Mas eu pensei que é necessário para enviar a vocês Epafrodito, meu irmão e colega de trabalho e outro soldado, que também é seu mensageiro e ministrar a minha necessidade; (2:25)
Os três primeiros títulos (introduzido pelo meu) referem-se a relação Epafrodito para o próprio apóstolo irmão, colega, camarada. Os dois últimos (introduzido pelo seu) dizem respeito ao seu relacionamento com a igreja em Filipos-mensageiro, ministro.
Ao utilizar o pronome possessivo meu, Paulo manifesta um relacionamento profundo e amoroso com este homem notável. O apóstolo era o líder mais respeitado e querido na igreja primitiva. No entanto, ele se dignou a chamar um crente comum e praticamente desconhecida não só seu irmão, mas também sua colega de trabalho e outro soldado a serviço do Senhor.
Acima de tudo, Epafrodito, como todos os outros crentes, era o irmão espiritual de Paulo, uma criança companheiro de Deus. Mas os dois homens também havia se tornado irmãos, no sentido de ter um profundo afeto pessoal para o outro. Eles tinham desenvolvido uma amizade duradoura e camaradagem como eles serviram ao Senhor juntos.
Em segundo lugar, Epafrodito foi colega de Paulo, destacando seu esforço espiritual comum para além da sua vida espiritual comum. Sunergos (colega de trabalho) é um termo distintamente Paulino. Dos treze vezes ele é usado no Novo Testamento, todos, exceto um (3 John 8) são, por Paul. Em cada caso tem a idéia de uma parceria afetiva, não apenas a de uma relação impessoal oficial (cf. Rm 16:9, 21;. Col. 4:11;. 1 Tessalonicenses 3:2;. Flm 24). Paulo duas vezes inclui especificamente as mulheres piedosas entre seus companheiros trabalhadores-Prisca (ou Priscila, Rom. 16:3) e Evódia e Síntique, dois piedosos mas os membros brigando da igreja em Filipos que havia compartilhado "luta pela causa do evangelho" de Paulo (Filipenses 4:2-3). Em 1 Coríntios, ele chama todos os crentes "de Deus colegas de trabalho" (1 Cor. 3:9).
Em terceiro lugar, Epafrodito era soldado do companheiro de Paulo, sugerindo suas lutas conjuntas contra inimigos comuns espirituais. Soldado companheiro traduz os compostos sustratiōtēs substantivo grego (usado apenas duas vezes no Novo Testamento;.. Cf Flm 2)., Que é formado a partir de domingo ("com") e stratiotes, a palavra comum para soldado (cf. Mt 08:09 ; 28:12, João 19:2, 23; Atos 10:7; 12:6). Paulo estava acorrentado a uma stratiotes em Roma quando escreveu Filipenses (Atos 28:16). Usando a palavra metaforicamente, Paulo admoestou Timóteo a sofrer dificuldades com ele "como bom soldado de Cristo Jesus" (2 Tm. 2:3). O apóstolo olhou em Epafrodito não como um subordinado, mas, com humildade, como um guerreiro espiritual no serviço do Senhor Jesus Cristo.
No segundo conjunto de títulos, Epafrodito é chamado seu Messenger e ministrar a minha necessidade. Como mencionado acima, a palavra indica o seu relacionamento com a igreja em Filipos e vê seu trabalho a partir de sua perspectiva. Paulo agora julgou necessário para enviar de volta para Filipos o amado irmão, colega de trabalho, e outro soldado que tinha tanto amor lhe enviou.
Apóstolos pode se referir a um mensageiro comum, como ele claramente faz aqui. O termo é usado para o cargo de apóstolo, realizada pelos Doze (inclusive Matias, Atos 1:21-26) e Paulo (cf. Rm 1:1;.. Gal 1:1, 19;. Ef 1:1) . Eram homens que tinham visto o Senhor ressuscitado e que foram diretamente escolhidos por ele. De uma forma completamente original, Jesus é "o Apóstolo [apostolon] e Sumo Sacerdote da nossa confissão" (Hb 3:1). Apostolos também pode se referir a mensageiros especiais que foram escolhidos e enviados pelas igrejas (cf. Atos 14:14;. 2 Coríntios 8:23).
Claramente Epafrodito era um mensageiro, enviado a Roma pela igreja em Filipos.
Epafrodito foi também um ministro enviado de Filipe para atender a necessidade de Paulo. Leitourgos é uma das várias palavras gregas traduzidas por vezes ministro no Novo Testamento. Novamente, é o termo a partir do qual é derivado liturgia; mas tem uma ampla gama de significados e aplicações. Foi usada pelos antigos gregos de um funcionário público que foi tão apaixonadamente dedicados a suas funções que desempenharam à sua própria custa. A palavra muitas vezes descrita fazendo um serviço que tinha uma aura de importância especial, e um leitourgos foi, portanto, altamente respeitado e homenageado pelos seus concidadãos. Paulo refere-se aos governantes humanos em geral como "servos [leitourgoi] de Deus" (Rm 13:6), que devem ser respeitados e obedecidos (vv. 1-5, 7).
No Novo Testamento, leitourgos foi mais comumente usado de serviço ao Senhor. Paulo falou de si mesmo como "um ministro de Cristo Jesus para os gentios, ministrando como sacerdote o Evangelho de Deus" (Rm 15:16). O autor de Hebreus chama de anjos de Deus "Seus ministros" (Hb 1:7) e até mesmo se refere a Jesus Cristo como "um ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro" (8:2). Para Paulo para chamar Epafrodito um ministro era um grande elogio, de fato. Epafrodito era ele mesmo o presente mais valioso que veio a Paulo de Filipos, uma auto-doação, servo, incansável sacrificial, e humilde de mais alto calibre.
Por esse motivo, deve ter sido extremamente difícil para Paul para enviar de volta para eles este querido irmão, colega de trabalho, e outro soldado. E porque a igreja enviou Epafrodito para ficar com o apóstolo indefinidamente e servir as suas necessidades, Paulo sentiu-se obrigado a explicar por que ele estava enviando de volta. Ele articula essas razões nos versículos 26-30.
JOHN MACARTHUR, JR. Novo Testamento Comentário Filipenses Comentário Expositivo.
3. Paulo envia Epafrodito.
Mediante tudo o que Epafrodito havia contado ao apóstolo, a preocupação maior no coração de Paulo era a de que alguém precisava estar em Filipos o mais breve possível. Essa preocupação de não reter por mais tempo a Epafrodito era em consideração aos irmãos filipenses. Ao enviar de volta esse amigo aos filipenses, Paulo o via como um verdadeiro mensageiro, um embaixador de Cristo. Ele representaria não apenas o apóstolo, mas ao Senhor Jesus. Sua presteza e amor demonstrados por meio de um serviço sacrificial para suprir as necessidades do apóstolo. Era um representante confiável, a quem a igreja podia receber. No versículo 27, Paulo fez questão de informar aos filipenses que Deus havia poupado a vida de Epafrodito para que o seu testemunho fortalecesse a fé de muitos irmãos.
Depois de estar curado da sua enfermidade, Paulo o envia de volta a Filipos e pediu à igreja que o recebesse no Senhor (2.29) e honrasse a Epafrodito como obreiro fiel e devidamente preparado para fazer o que precisava ser feito.
Esses obreiros, especialmente, Timóteo e Epafrodito, são exemplos de homens comprometidos com a causa do evangelho sem qualquer espírito mercenário. Pelo contrário, Timóteo e Epafrodito dedicaram suas vidas por amor ao Senhor.
CABRAL. Elienai. FlLIPENSES A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Editora CPAD. pag. 88.
26. A intensa saudade que Epafrodito sentia dos cristãos lá em Filipos transformara-se em desespero quando soube que a notícia de sua doença já chegara até eles. O verbo traduzido para estava angustiado normalmente deriva de ademos, "não à vontade", isto é, "não à vontade intimamente"; portanto angustiado, fora de si. Foi usado, por exemplo, para descrever a profunda consternação do Getsêmani (Mc. 14:33).
27. O apóstolo afirma a seriedade da crise. A condição de Epafrodito fora muito séria (tomando paraplesion, mortalmente, como advérbio). Mas Deus tivera misericórdia de ambos. Epafrodito se recuperou, e esta aflição não fora acrescentada às outras preocupações de Paulo. Tristeza sobre tristeza significa "onda sobre onda de circunstâncias angustiantes".
28. Vos alegreis . . . novamente. Lightfoot (pág. 124) traduz, possa recuperar vossa alegria. O alívio da ansiedade deles diminuiria a de Paulo. Assim, ele enviou Epafrodito de volta mais depressa (ou spoudaiateros pode indicar "com grande ansiedade") do que deveria tê-lo feito.
29. Alguns comentadores vêem uma nota de apreensão na "carta de recomendação" de Paulo. Não haveria em Filipos aqueles que julgariam que, tendo retomado prematuramente, Epafrodito teria desertado de suas obrigações? Entretanto, o versículo irão precisa ser tomado como um apelo. Moule sugere, "Aceitem-no como presente meu para vocês" (pág. 54).
30. Ele era digno de honra porque, no cumprimento de suas obrigações, quase morreu. Às portas da morte reflete uma atitude igual a de Cristo (cons. mesma frase em 2:8). E isso aconteceu a fim de completar a tarefa que eles lhe impuseram de servir a Paulo. O contexto mostra que a condição crítica de Epafrodito foi devida a esforço excessivo, mais do que à perseguição ou aos fiscos da viagem. Se dispôs a dar a própria vida. De parabolos, "ousado, arrojado". Em Alexandria surgiu uma associação de homens conhecidos como os Parabolani. Entre as arrojadas obrigações desse "'esquadrão suicida" estava incluído o cuidado dos doentes durante as epidemias.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Filipenses. pag. 19-20.
Epafrodito, o companheiro de milícia (2.25-30)
Paulo, o administrador solícito da obra missionária, agora se volta de Timóteo para Epafrodito. Este valoroso obreiro só é citado na Carta aos Filipenses neste parágrafo e em Filipenses 4.18, mas é o suficiente para compreendermos seu profundo amor por Jesus e pela Igreja.
Paulo era um “hebreu de hebreus”; Timóteo era em parte judeu e em parte gentio (At 16.1). E, tanto quanto sabemos, Epafrodito era inteiramente gentio. Todavia, todos eles tinham a mesma característica: estavam dispostos a viver para Cristo e dar a sua vida pelos irmãos. O nome Epafrodito significa “encantador”, “amável”. Sua vida refletia o seu nome. Destacamos seis marcas desse precioso homem:
Em primeiro lugar, Epafrodito, um homem pronto a servir, mesmo correndo grandes riscos (2.25,30). Epafrodito foi o portador da oferta da igreja de Filipos a Paulo e o portador da carta de Paulo à igreja de Filipos. Ele viajou de Filipos a Roma para levar uma oferta da igreja ao apóstolo (2.30; 4.18) e também para assistir o apóstolo na prisão (2.25).
Paulo o chama de irmão, cooperador e companheiro de lutas. Como diz Lightfoot, Epafrodito era um com Paulo em afeto, em atividade e em perigo. Isso mostra que Epafrodito era um homem equilibrado. Warren Wiersbe apropriadamente comenta:
O equilíbrio é importante para a vida cristã. Alguns enfatizam tanto a “comunhão” que esquecem do progresso do evangelho. Outros se envolvem de tal modo com a defesa da “fé evangélica” que não desenvolvem a comunhão com outros cristãos. Epafrodito não caiu nessas armadilhas. Era como Neemias, o homem que reconstruiu os muros de Jerusalém segurando a pá em uma das suas mãos e a espada na outra (Ne 4.17). Não podemos construir com uma espada nem combater com uma pá! Precisamos desses dois instrumentos para realizar a obra do Senhor.
Vejamos a descrição que Paulo faz de Epafrodito: Ele era um irmão (2.25). Se nós estamos em Cristo, há um elo de amor fraternal que nos une uns aos outros. Essa é uma palavra que destaca a relação de família. Ele era um cooperador (2.25). Epafrodito era um trabalhador na obra de Cristo e um ajudador de Paulo. A palavra grega usada por Paulo é synergos, denotando que Paulo e Epafrodito estão no mesmo serviço do Reino de Deus.
Ele era um companheiro de milícia (2.25). A vida cristã não é um parque de diversões, uma colônia de férias, mas um campo de guerra. Epafrodito estava no meio desse campo de lutas com o apóstolo Paulo. O pano de fundo é o de uma metáfora geral, em que ambos são “companheiros no conflito”, na guerra contra o mal. Epafrodito é um companheiro de milícia, um companheiro de armas.
William Hendriksen diz que um obreiro deve ser também um guerreiro, porque na obra do evangelho terá de combater contra muitos inimigos: mestres judaizantes, gregos e romanos escarnecedores, adoradores do imperador, sensualistas, governadores deste mundo tenebroso etc. Em segundo lugar, Epafrodito, um homem pronto a servir à Igreja de Cristo (2.25b). Paulo descreve Epafrodito de duas maneiras em relação ao seu serviço à igreja: Ele é um mensageiro da igreja (2.25b). A palavra grega que Paulo usa é apóstolos. Aqui a palavra “apóstolo” tem o sentido “daquele que é enviado com um recado”. A missão de Epafrodito não foi apenas a de trazer a Paulo o donativo da igreja filipense, mas também a de servir a Paulo de qualquer forma que fosse requerida. Portanto, Epafrodito fora enviado tanto para levar uma oferta quanto para ser uma oferta dos filipenses a Paulo.
Ele é um auxiliar da igreja para ajudar Paulo (2.25b).
A palavra grega usada por Paulo é leitourgos, de onde vem a nossa palavra “liturgia”, que significa serviço ou culto sagrado. Lightfoot diz que essa palavra tem uma vasta história: 1) Era um serviço civil. 2) Depois passou a significar qualquer tipo de função ou ofício. 3) Em seguida, recebeu o significado de uma ministração sacerdotal, especialmente entre os judeus. 4) Também significou os serviços eucarísticos. 5) Finalmente, passou a significar as formas da divina adoração. A idéia, portanto, do apóstolo é que o crente é um sacerdote que ministra um culto a Deus enquanto atende às necessidades dos outros. Epafrodito fazia do seu serviço prestado à igreja uma liturgia e um culto a Deus.
William Barclay ainda traz mais luz para o entendimento dessa palavra. No grego secular, leitourgia era uma palavra nobre. Nos dias da Grécia antiga, muitos amavam tanto a sua cidade que com seus próprios recursos e a suas próprias expensas se responsabilizavam por certos deveres cívicos importantes. Podia tratar-se de bancar os gastos de uma embaixada, ou o custo da representação de um importante drama de algum dos famosos poetas, ou o entretenimento dos atletas que representariam a cidade nos jogos, ou o equipamento de um barco de guerra e os gastos de uma tripulação a serviço do Estado. Eram sempre dons generosos para o Estado. Esses homens eram conhecidos como leitourgoi.
Esta é a palavra que Paulo adota e aplica a Epafrodito.
Bruce Barton afirma que Epafrodito tinha vindo a Roma não apenas para trazer recursos financeiros para Paulo, mas também para ministrar às necessidades espirituais de Paulo sem prazo determinado para voltar. Igual a Timóteo, esse homem colocou as necessidades dos outros acima de suas próprias (2.4; 2.20).
Em terceiro lugar, Epafrodito, um homem sem imunidades especiais (2.26,27). Destacamos aqui três coisas: Epafrodito, mesmo fazendo a obra de Deus, ficou doente (2.26). Paulo Lockmann diz que aqui é introduzido um tema em geral muito mal trabalhado na igreja: a enfermidade. Uns dizem que crente não fica doente, outros dizem que não existem mais curas vindas de Deus milagrosamente, e outros afirmam que toda doença é do diabo. Todas essas posições são biblicamente erradas.
Em Roma, Epafrodito caiu enfermo, possivelmente vítima da conhecida febre romana que às vezes varria a cidade como uma epidemia e um açoite. A enfermidade o havia levado às portas da morte. Não estamos livres como cristãos das intempéries naturais da vida. Paulo não disse que ele ficou doente porque isso foi um ataque de Satanás nem que ele ficou doente porque tinha uma fé trôpega, nem ainda porque estava em pecado. Aqueles que pregam que um crente não pode ficar doente e que toda doença é obra maligna estão equivocados.
Epafrodito, mesmo fazendo a obra de Deus, adoeceu mortalmente (2.27). Ele não apenas adoeceu, mas adoeceu para morrer. Sua enfermidade foi algo grave. Os crentes não são poupados de enfrentar as mesmas dores, as mesmas tristezas e as mesmas enfermidades. Paulo não considera a doença grave de um irmão como uma falha na vida de fé, diz Werner de Boor. Nessa mesma linha de pensamento, James Montgomery Boyce diz: Algumas pessoas têm ensinado que a saúde é um direito inalienável do cristão e que a doença é resultado do pecado ou da falta de uma fé robusta. Outros, como os falsos consoladores de Jó, dizem que a doença é sempre um sinal do castigo e da disciplina de Deus. Esses pensamentos não são verdadeiros, e o caso de Epafrodito os refuta.
Epafrodito era um homem que devia receber as maiores honras na igreja (2.29). No entanto, ele caiu enfermo no meio do trabalho abnegado do serviço cristão. Ainda mais, ele ficou doente por um longo período. Filipos ficava a 1.080 quilômetros de Roma. Naquele tempo, gastava-se pelo menos seis semanas para se viajar de Roma a Filipos. Ele ficou doente o tempo suficiente para que os crentes de Filipos soubessem disso e a notícia de volta acerca da tristeza da igreja chegasse a ele em Roma. Assim, ele esteve doente pelo menos por uns três meses. E mais: ele estava na companhia de Paulo, porém o apóstolo não tinha indicações do Senhor para curá-lo.
Epafrodito, mesmo sendo um servo de Deus, sofreu profunda angústia (2.26). Paulo descreve a angústia de Epafrodito usando a mesma palavra que os evangelistas utilizaram para a angústia de Cristo no Getsêmani (Mt 26.36). Essa palavra no grego, ademonein, denota uma grande angústia mental e espiritual (Mc 14.33), a angústia que se segue a um grande choque. A saudade dos irmãos, a apreensão acerca da sua condição e a impossibilidade de cumprir plenamente o seu trabalho em relação ao apóstolo Paulo afligiram-lhe a alma sobremaneira.
Em quarto lugar, Epafrodito, um homem curado pela intervenção de Deus (2.27). A cura de Epafrodito foi um ato da misericórdia de Deus. Não há aqui qualquer palavra de Paulo acerca da cura pela fé. Simplesmente o apóstolo afirma que Deus teve misericórdia dele e de Epafrodito.
Em última instância, toda cura é divina (Sl 103.3). Deus cura por intermédio dos meios, sem os meios e apesar dos meios. Deus curou Epafrodito por amor a ele, a Paulo e à igreja de Filipos (2.27,28). Deus ainda tem todo o poder de curar. Ele, ainda, tira muitos das portas da morte. Contudo, precisamos nos acautelar acerca dos embusteiros que enganam os incautos com falsos milagres e se enriquecem com promessas vazias. Em quinto lugar, Epafrodito, um homem que merece ser honrado pela igreja (2.29). Paulo estava preocupado que algumas pessoas pudessem criticar Epafrodito pela sua volta prematura à igreja sem cumprir plenamente seu papel em relação à assistência a Paulo na prisão. O apóstolo, então, com seu senso pastoral, antecipa a situação e instrui a igreja a receber esse valoroso irmão com alegria e com honra. Não há nada de errado em um servo receber honra. Aliás, esse é um princípio bíblico que precisamos obedecer.
Escrevendo aos crentes de Tessalônica, Paulo diz: “Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros” (lTs 5.12,13).
O mundo honra aqueles que são inteligentes, belos, ricos e poderosos. Que tipo de pessoa a igreja deve honrar? Epafrodito foi chamado de irmão, cooperador, companheiro de lutas, mensageiro e auxiliar. Esses são os emblemas da honra. Paulo nos encoraja a honrar aqueles que arriscam a própria vida por amor de Cristo e o cuidado dos outros, indo onde não podemos ir por nós mesmos.
Em sexto lugar, Epafrodito, um homem que se dispôs a dar sua vida pela obra de Cristo (2.30). A viagem de Filipos a Roma era uma longa e árdua jornada de mais de mil quilômetros. Associar-se a um homem acusado, preso e na iminência de ser condenado também constituía um risco sério. Entretanto, Epafrodito se dispôs a enfrentar todas essas dificuldades pela obra de Cristo a favor da assistência material e espiritual a Paulo na prisão.
A palavra grega que Paulo usa neste versículo 30 para: “... dispôs-se a dar a própria vida...” é paraboleuesthai. Essa palavra se aplica ao jogador que aposta tudo em uma jogada de dados. William Barclay diz que o que Paulo está dizendo é que Epafrodito jogou sua própria vida pela causa de Jesus Cristo arriscando-a temerariamente.
O mesmo escritor ainda ilustra: Nos dias da Igreja primitiva, existia uma associação de homens e mulheres chamadosparabolanv. os jogadores. Tinham como propósito e objetivo visitar os prisioneiros e enfermos, particularmente os que estavam prostrados por uma enfermidade perigosa e infecciosa. Em 252 d.C., explodiu uma peste em Cartago; os pagãos lançavam os corpos de seus mortos nas ruas e fugiam aterrorizados. O bispo cristão Cipriano reuniu seus fiéis em uma assembleia e os encorajou a enterrar os mortos e cuidar dos enfermos na cidade açoitada pela praga. Agindo dessa maneira, arriscando a própria vida, eles salvaram a cidade da destruição e da desolação. A igreja sempre necessita dos parabolani os que entregam sua vida para o serviço de Cristo e dos outros.
Paulo, assim, apresentou três exemplos da mesma atitude de auto-renúncia, o mesmo sentimento que houve em (Cristo Jesus” (2.5). Ele escreveu sobre sua própria prontidão para sofrer o martírio (2.17). Ele menciona o trabalho altruísta de Timóteo a favor de Cristo e da Igreja (2.18- 23) e, finalmente, ele fala sobre a devoção de Epafrodito à missão que lhe fora confiada de ir a Roma para levar-lhe uma oferta da igreja e assisti-lo em sua prisão (2.30).312 O julgamento de Paulo se aproximava. Alguns já o haviam abandonado. Estavam ainda com ele Timóteo e Epafrodito. O que ele está pensando fazer? O que Paulo está pensando acerca dos dias sombrios que precederão a sua execução? Sobre si mesmo? Sobre seu futuro? Não!
Ele está pensando nas necessidades de seus irmãos e está pronto a sacrificar seus próprios interesses para enviar a eles seus dois grandes colaboradores. Paulo era um imitador de Cristo. E Cristo deixou a glória para vir ao mundo morrer em nosso lugar. Cristo viveu para os outros, deu a Sua vida pelos outros (Jo 3.16) e nos ensinou a fazer o mesmo (1 Jo3.16), como o fizeram Paulo, Timóteo e Epafrodito.
LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 172-179.
MOTIVOS QUE FIZERAM PAULO ENVIA DE VOLTA EPAFRODITO
Pois ele tem saudade de todos vocês e está angustiado porque ficaram sabendo que ele esteve doente. De fato, ficou doente e quase morreu. Mas Deus teve misericórdia dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, logo o enviarei, para que, quando o virem novamente, fiquem alegres e eu tenha menos tristeza. E peço que vocês o recebam no Senhor com grande alegria e honrem a homens como este, porque ele quase morreu por amor à causa de Cristo, arriscando a vida para suprir a ajuda que vocês não me podiam dar. (2:26–30)
Não que Epafrodito estava cansada de servir Paul. Ele não era apenas saudade ou agitado para uma mudança de trabalho ou de cenário. Nem era medo do mal que possa acontecer a ele se ele ficasse mais tempo. Os títulos Paul deu-lhe mostrar que ele era um trabalhador fiel, que jamais deixaria um trabalho incompleto e um soldado leal que nunca iria deixar o cargo em face do perigo.
Mas Epafrodito estava com saudades de seus companheiros crentes de Filipos, e estava angustiado porque eles ouviram que ele estava doente. Ele não era de todo angustiado com sua própria condição ou bem-estar, mas apenas cerca de Filipenses. Traduz uma forma participial afligidas do adēmoneō verbo, que refere-se a profunda angústia, ansiedade ou agitação emocional. Tanto Mateus e Marcos usou para descrever a angústia de Jesus como Ele orou no Jardim do Getsêmani. Ele se tornou tão "triste e angustiado [adēmonein]" que Ele clamou a Pedro, Tiago e João, "Minha alma está profundamente triste, a ponto da morte" (Mateus 26:37-38; cf Mc 14.: 33-34).
Ele orou com agonia tão intensa que "seu suor tornou-se como gotas de sangue, caindo sobre a terra" (Lucas 22:44).
Angústia Epafrodito não era que extremo, mas era, no entanto, muito real e profundo. Ele pode, acidentalmente, tornaram-se distraídos a ponto de ser menos útil para Paulo. Seu coração doía, porque ele tinha aprendido que os crentes de Filipos tinha ouvido falar que ele estava doente e estavam preocupados com ele. Ele não estava apreensivo sobre sua doença com risco de vida, mas foi afligido pela sua angústia! Astheneō (estava doente) traduz um verbo composto composto pela negativa e sthenos ("força") e significa literalmente "sem força". Ele foi usado para descrever as fraquezas de diversos tipos e graus variados. Substantivos relacionados foram utilizados de fraqueza física geral (2 Coríntios. 12:10), bem como de fraqueza espiritual (Mt 26:41). Paulo mesmo usado astheneō para descrever a fraqueza, por causa do pecado da carne (Rm 8:3), da Lei Mosaica para produzir justiça.
Mas astheneō foi mais comumente usado de doença física. Foi usado no Novo Testamento para descrever doenças milagrosamente curada por Jesus (cf. Marcos 6:56, Lucas 4:40, João 5:3; 11:2-3), os discípulos (Mt 10:8), e os apóstolos depois de Pentecostes (cf. At 9:37; 19:12).
Os filipenses tinham boas razões para estar preocupado com a saúde Epafrodito, porque ele tinha estado doente a ponto de morte. Se não tivesse Deus teve misericórdia dele, ele teria morrido. É interessante notar que, embora ele já tivesse exercido o dom da cura (cf. Atos 28:8), Paul evidentemente não usá-lo para curar Epafrodito, talvez porque a era do miraculosos sinais apostólicos estava quase no fim (cf. 2 Tm. 4:20).
Quando Deus poupa uma pessoa da morte é sempre um reflexo de Sua misericórdia, porque "o salário do pecado é a morte" (Rm 6:23) e cada ser humano é um pecador (Rom. 3:23). Os dois homens cegos que pediam Jesus para restaurar a visão percebeu que sua única esperança era através da Sua misericórdia. Seu grito inicial, na verdade, foi por misericórdia, não tem cura (Mt 9:27). Da mesma forma, os dez leprosos primeiro clamar ao Senhor foi: "Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós" (Lucas 17:12-13). Da mesma forma, a mulher cananéia (Mateus 15:22), o homem com o filho demente (Mt 17:15), e os Bartimeu mendigo cego (Marcos 10:47, Lucas 18:39) tudo foi ter com Jesus perguntar primeiro por misericórdia.
A cura de Deus de Epafrodito não foi apenas do benefício óbvio para ele, mas também para Paulo, que observa que Deus teve misericórdia ... não somente dele, mas também em mim. Junto com os filipenses, ele teria tristeza sobre tristeza experiente tinha Epafrodito morreu. Paulo não ficaria triste como fazem os incrédulos, "que não têm esperança" (1 Ts. 4:13), mas sua tristeza pela morte de Epafrodito o que no entanto ter sido real, profundo e duradouro.
Apesar da perda pessoal, ele iria experimentar, enviando-lhe de volta, Paul escreveu prazer, Por isso eu mandei-o mais ansiosamente para que quando você vê-lo novamente, você pode se alegrar e posso estar menos preocupado com você. Os filipenses não pediu que Epafrodito ser enviado de volta para eles. Seu retorno foi ideia de Paulo e foi realizada exclusivamente por sua iniciativa. Ele sabia que a sua perda seria seu ganho. Mas sua felicidade em ter Ephaphroditus de volta em sua bolsa traria alívio Paulo. Tal é o poder notável e recompensa do amor altruísta. Paulo, Epafrodito, e os crentes de Filipos eram de fato "da mesma mente, mantendo o mesmo amor, unidos em espírito, com a intenção de um propósito," fazer "nada de egoísmo ou vanglória, mas com a humildade de espírito" quanto "um outro como mais importante "do que eles, e" não apenas olhar [ing] para fora [deles] próprios interesses pessoais, mas também para os interesses dos outros "(Filipenses 2:2-4). Paulo exortou os Filipenses desinteressadamente, recebe-o, em seguida, no Senhor com toda a alegria.
Prosdechomai (receber) refere-se a aceitação favorável e feliz. Os fariseus e os escribas usado pejorativamente de Jesus "receber e comer com aqueles que consideram pecadores vil (Lucas 15:2). A raiz (dechomai) tem a mesma conotação. Jesus usou para descrever a maneira que os crentes humildes, infantil (Mt 18:5), pregadores fiéis do Evangelho (Mt 10:14), e do próprio evangelho (Lucas 8:13; Cf. Atos 8:14; 17:11) deve ser recebido.
Prosdechomai descreve como Phoebe, a irmã de Paulo no Senhor e um «auxiliar de muitos", era para ser recebidos pela igreja em Roma (Romanos 16:1-2) e como a igreja em Filipos foi agora para receber os ilustres Epafrodito no Senhor com toda a alegria. Mais do que isso, os filipenses estavam a deter homens como ele em alta conta, porque ele chegou perto da morte para a obra de Cristo, arriscando a sua vida, como ele sacrificialmente procurou completar o que era deficiente, ou seja, ainda não concluído, no serviço de Filipos igreja de Paul.
Arriscando traduz uma forma participial de paraboleuomai, que significa literalmente "jogar de lado." Ela fala de uma arriscando voluntariamente o bem-estar e, assim, se expor ao perigo. Ela foi utilizada algumas vezes do jogo, e é por essa razão que o título desta seção refere-se a Epafrodito como "o jogador amoroso." Com total desprezo para seu bem-estar próprio, ele sempre colocou sua vida em risco para a obra de Cristo .
Logo após tempos do Novo Testamento, um grupo de cristãos se uniram em uma associação que chamaram Parabolani, que significa "os jogadores." Levando Epafrodito como seu modelo, eles visitaram os prisioneiros e ministrados aos doentes, especialmente aqueles com doenças transmissíveis perigosas quem ninguém mais poderia ajudar. Eles corajosamente proclamou o evangelho de Jesus Cristo onde quer que fossem (William Barclay, As Cartas aos Filipenses, Colossenses e Tessalonicenses [ed rev, Louisville, Kentucky:.. Westminster, 1975], 50). Quando a cidade de Cartago, na costa mediterrânea da África do Norte, sofreu uma praga grave no ano 252, os habitantes pagãos eram tanto medo de contágio que se recusavam a tocar os corpos dos mortos ainda para enterrá-los. Cipriano, bispo da igreja de lá, levaram os cristãos na tarefa árdua e perigosa de ministrar aos doentes e moribundos e de enterrar os milhares de cadáveres. A influência espiritual de que o testemunho silencioso, mas poderoso em seu incrédulos e os vizinhos hostis, sem dúvida, antigamente era imensurável (Barclay, 50).
Talvez Paul estava aqui jogando no Epafrodito nome, que, como mencionado acima, significa "favorecido por Afrodite." Porque ela era a deusa do jogo, bem como do amor, os homens muitas vezes gritam "Epafrodito", como eles jogou os dados, na esperança de ser favorecido por ela. Em contraste com esses homens, amado irmão Paulo, operário companheiro, e colega soldado estava arriscando sua vida por algo infinitamente mais valioso do que dinheiro. Sua vida de riscos  associados, mas não era jogo. Sem reserva, ele poderia sinceramente testemunhar com Paulo que "tudo o que eram ganho para mim, essas coisas que eu considerei perda por causa de Cristo. Mais do que isso, eu conto tudo para ser perda de vista do valor sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas as coisas, e contá-los, mas o lixo para que eu possa ganhar a Cristo "(Filipenses 3:7-8).
Paulo, Timóteo e Epafrodito havia três pessoas muito diferentes: Paulo o líder corajoso, destemido, Timothy seu assistente, tranquila consagrado; diligentes uma Epafrodito, trabalhador por trás das cenas. No entanto, todos os três manifestaram a característica mais importante de uma vida piedosa líder-um patrimônio imitando.
JOHN MACARTHUR, JR. Novo Testamento Comentário Filipenses Comentário Expositivo.

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

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